Homem morre ao ser sodomizado por cavalo nos EUA
Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos freqüentado por zoófilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda-feira. "Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto", disse Eric Sortland, chefe da Polícia de Enumclaw, 60 quilômetros a sudeste de Seattle, Estado de Washington.
A vítima de 40 anos sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato. "Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou", revelou Sortland.
As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.
A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais. O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia.
Euvaldo já tinha me falado desse sítio...
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terça-feira, julho 19, 2005
sábado, julho 16, 2005
sexta-feira, julho 15, 2005
Mais filmes...
Amanhã, eu filmo o meu primeiro vídeo (sem contar claro os filmes que eu fiz quando guri, ou seja, até os 14 anos)totalmente meu. Roteiro, direção, câmera, produção. Não vou editar dessa vez, mas acompanho a edição.
Um roteiro de 1 minuto, que escrevi para o festival do minuto Vivo.
É isso.
Amanhã, eu filmo o meu primeiro vídeo (sem contar claro os filmes que eu fiz quando guri, ou seja, até os 14 anos)totalmente meu. Roteiro, direção, câmera, produção. Não vou editar dessa vez, mas acompanho a edição.
Um roteiro de 1 minuto, que escrevi para o festival do minuto Vivo.
É isso.
domingo, julho 10, 2005
segunda-feira, julho 04, 2005
A quem interessar, possa
A exibição do clássico Cidadão Kane (Orson Welles) integra o evento Cinematógrafo, Potemkin, Projeção e Discussão de Filmes, programado para esta terça-feira (5), a partir das 18h, na Sala Alexandre Robatto, na Biblioteca Central dos Barris. Na sequência, as discussões sobre a película serão conduzidas pelo professor Mauro Castelo Branco de Moura. O evento é uma iniciativa conjunta do Cinema-História do Núcleo de Pesquisas do Departamento e Pós-Graduação em História da Ufba, em parceria com a Fundação Cultural do Estado.
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A exibição do clássico Cidadão Kane (Orson Welles) integra o evento Cinematógrafo, Potemkin, Projeção e Discussão de Filmes, programado para esta terça-feira (5), a partir das 18h, na Sala Alexandre Robatto, na Biblioteca Central dos Barris. Na sequência, as discussões sobre a película serão conduzidas pelo professor Mauro Castelo Branco de Moura. O evento é uma iniciativa conjunta do Cinema-História do Núcleo de Pesquisas do Departamento e Pós-Graduação em História da Ufba, em parceria com a Fundação Cultural do Estado.
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terça-feira, junho 21, 2005
segunda-feira, junho 06, 2005
Que a força esteja com vocês!
Para testar a fé do brasileiro e restabelecer a paz universal, nosso repórter assistiu a toda a série Star Wars e fundou uma nova religião: o jedaísmo. E até conseguiu adeptos
Por Arturo Querzoli
Um assunto estranho invadiu os noticiários do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que estão realizando seus respectivos censos populacionais em 2001: uma misteriosa corrente de e-mails pedindo a todos os cidadãos que não têm uma religião definida que respondam aos pesquisadores que são da religião Jedi. O spam afirma que, assim que os adeptos somarem 10 000 respostas, o jedaísmo, inspirado na série Star Wars, de George Lucas, poderá ser transformado em uma religião oficial.
Mas, apesar da simpatia do Mestre Yoda e sua turma, a campanha não deu muito certo. E os auto-intitulados Cavaleiros Jedis foram ameçados com multas e processos se continuassem com a tentativa de melar o censo. Será que no Brasil aconteceria o mesmo? Afinal, o brasileiro já acreditou em coisa muito mais bizarra, como o ET de Varginha, o confisco do Collor, a Seleção Brasileira e o Paulo Maluf. Por que não acreditaria numa religião baseada na filosofia Jedi?
Pouco tempo depois, eu, Arturo Querzoli, e dois atores, Leonardo e Fábio, nos vestimos de Cavaleiros Jedis e invadimos a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ponto de pregação de muitos líderes espirituais, para divulgar o jedaísmo - e ver se descolávamos uma graninha extra.
Munidos de um cartaz feito por um pintor de pôsteres de filmes pornôs e de alguns colares encomendados para lembrar que "a Força está com você", paramos no meio da praça, a alguns metros de um grupo de evangélicos cristãos.
Passados 5 minutos, nós três - recém-nomeados Obi-Wan Kenobi (Leonardo), Qui-Gon Jinn (eu) e Luke Skywalker (Fábio) - já atraíamos olhares curiosos. Em dúvida se a atenção popular era causada pela mensagem "Que a Força esteja com você" pintada no cartaz atrás de nós ou pelas roupas ridículas que usávamos, Obi-Wan Kenobi dirigiu-se ao curioso mais próximo e perguntou:
Obi-Wan Kenobi: O que você está fazendo aqui na praça?
Curioso: É que eu não sou ninguém. Acabei de cumpir 23 anos de cadeia.
Obi-Wan: (tentando disfarçar o susto): Por que você acha que não é ninguém? Quantos anos você tem?
Curioso: 42. É que eu sou ignorante…
Obi-Wan: (dirigindo-se ao recém-formado grupo de interessados ao redor de nós): Quantos de vocês têm mais de 50?
(Alguns levantam a mão.)
Obi-Wan: (apontando para o ex-presidiário): E quem de vocês acha que esse homem é ignorante?
(Ninguém levanta a mão.)
Obi-Wan: E quem acha que ele é ninguém?
(Ninguém levanta a mão.)
Obi-Wan: (para o ex-presidiário): Tá vendo? Sinta a Força dentro de você e dê a volta por cima! Como você está se sentindo agora?
Curioso: Alguém. Agora eu sou alguém!
Obi-Wan: (com um sorriso contagiante de Padre Marcelo): É isso, irmão! Seja um Jedi e que a Força esteja com você.
Vencido o combate inaugural contra o Lado Negro da Força, um grupo de bêbados, secretárias, desempregados, auxiliares de escritório, bacharéis, office-boys e outros habitantes da Praça da Sé já se aglomerava em volta dos três dublês de beduínos que haviam acabado de converter um ex-fora-da-lei. Será que a Força estava realmente do nosso lado?
Confiantes de que o público não reconheceria a semelhança entre a nossa religião e os filmes do George Lucas (se descobrissem a brincadeira, certamente nos expulsariam a pedradas), iniciamos nosso sermão. Nosso discurso era simples, baseado em quatro princípios básicos:
1. Acreditar e sentir a Força, que está acima de todas as religiões do planeta Terra.
2. União universal e sem preconceitos entre humanos, andróides e extraterrestres.
3. Busca da paz e do amor pelo poder da Força.
4. Combate sem tréguas ao Lado Negro da Força.
O público ao nosso redor foi aumentando. Preocupado com a concorrência, um pastor do grupo evangélico vizinho abandonou seus companheiros para nos intimar:
Pastor: Quem são vocês? O que vocês estão transmitindo aqui?
Qui-Gon Jinn: Estamos transmitindo a Força. A Força dos Jedis. O senhor conhece a nossa religião?
Pastor: Jedis, né? Já ouvi falar… Li alguma coisa a respeito, mas não conheço muito, não. Qual o objetivo de vocês aqui?
Qui-Gon: Promover a paz e o amor, ensinar vocês a usarem a Força que está presente em todo o Universo…
Pastor (incrédulo): E como vocês pretendem fazer isso? Baseados em qual fundamento? Como podem explicar essa tal Força do nada? Como podem não acreditar no pai-nosso-todo-poderoso?
Mal começou a discussão entre o evangélico e Leonardo (Qui-Gon Jinn), e os curiosos se multiplicaram em torno de nós. Para ajudar o pastor indignado, um espertalhão logo lançou a pergunta: "Isso é daquele filme Guerra nas Estrelas!", mas obteve, antes que o público se rebelasse, a resposta ensaiada de Luke Skywalker: "Claro que sim. O filme é o único que mostra nossa religião, que existe há milhões de anos".
Depois de 10 minutos de acusações ("A Força é o diabo!"), o pastor ficou bravo e foi embora, resmungando pragas bíblicas. Ele, porém, estava errado. A Força não é o diabo. O Darth Vader é que é o diabo. Nessa altura do campeonato, já choviam perguntas da pequena multidão reunida, que, para nosso espanto, realmente estava interessada em virar Jedi. Os diálogos que se seguiram pareciam saídos de ficção científica:
Rapaz: Vocês acreditam que, através dessa Força que vocês pregam, as pessoas consigam mover objetos por meio do pensamento?
Qui-Gon Jinn: Claro! É só atingir um estado de perfeita harmonia com a Força presente no Universo.
Rapaz (falando para a velhinha atenta que está ao seu lado): Viu, mãe!? Não falei pra senhora? Agora a senhora sabe como eu faço para mexer os copos e aquelas coisas todas! (Dirigindo-se a mim): É que eu tenho poderes paranormais, sabe? Eu olho para um animal, por exemplo, e penso: "Quero que você levante e vá para a esquerda". Aí ele levanta e vai para a esquerda.
Qui-Gon (fazendo cara de santo para não rir): Hum… Sei… A Força é forte em você, meu jovem.
Com o sucesso repentino das nossas pregações e ensinamentos, logo nos tornamos a sensação da praça. Como todo líder religioso que se preze, passamos à segunda fase de nosso teste de fé: a arrecadação financeira. Entre uma pregação e outra, Luke Skywalker abriu um pequeno tabuleiro com nossos Talismãs Jedi (produzidos pela empresa Controvérsia especialmente para a VIP): amuletos para proteger os Cavaleiros Jedi contra o Lado Negro da Força. Nem precisamos anunciar que o pequeno disco de lata com uma pedra no meio realizava milagres, espantava mau-olhado e atraía a sorte. Os simpatizantes de Yoda avançaram sobre as bijuterias sem perguntar o preço. Como nós não somos perversos como Jabba, the Hut, cobramos só 1 real por colar. E quebramos o protocolo da Praça da Sé ao aceitar passe e vale-refeição. Em menos de meia hora, só tinha notas amassadas sobre o tabuleiro. Definitivamente, a Força estava conosco! (Nós demos o dinheiro para o primeiro mendigo que encontramos ao sair dali, leitor. Afinal, um Jedi não se preocupa com a acumulação de bens materiais. Lembra-se de Yoda morando no pântano e de Obi-Wan no meio do deserto?)
Mas, de repente, eis que o Lado Negro da Força resolveu nos desafiar. Talvez enviado pelo próprio Darth Vader, um jovem pastor evangélico, bem vestido, infiltrou-se no meio dos nossos futuros fiéis e começou a nos provocar:
Pastor Ivan Padilha: E de onde veio essa Força? Em qual livro vocês se baseiam?
Obi-Wan Kenobi (com as mãos sobre o rosto em sinal de concentração, para ganhar tempo): Ééé… Nos baseamos na experiência!
Ivan: Que experiência? Não tem nenhum livro que prove a existência disso! Nem em Deus vocês acreditam!
Ao ouvir essas palavras, parte do público começou a murmurar, duvidando da Força e (imagine só) até de nós, os Cavaleiros Jedi...
Obi-Wan (fazendo o sinal Jedi com o braço, para disfarçar o desespero): Éééé… É que não é preciso ver as coisas para acreditar. Por exemplo, o que vocês vêem aqui? (Enquanto fala, Obi-Wan fecha o punho, como se agarrasse o ar.) Para a maioria, dentro da minha mão não tem nada. Para nós, Jedis, existe muita coisa nesse vazio…
Ivan (exaltado): Vocês estão enganando o povo!
Obi-Wan (emblemático): A Força não engana ninguém. Basta senti-la.
Com o bate-boca, mais pessoas se aproximaram. Nosso público já era muito maior do que o que assistia às pregações cristãs ao lado. Mas, quando nosso companheiro Jedi afirmou que "Deus não existe, só a Força é real", o pastor correu para o centro da praça e berrou:
Ivan (possesso): HERESIA!!! Ato de má-fé!!!
O escândalo do pastor serviu apenas para atrair mais curiosos. Alguns já tinham, pelo visto, uma grande concentração da Força. Um deles, chamado Carlos Santos, se aproximou.
Carlos: Eu sei que a Força e todas essas coisas que vocês falam é verdade.
Qui-Gon: Ah! Então você já é um Jedi…
Carlos: Tanto que eu fui guerreiro romano numa vida passada e já estou em minha última encarnação aqui no planeta Terra.
Qui-Gon: Sei… E para onde você vai depois?
Carlos: Para Júpiter, claro, onde vive a civilização mais avançada do Sistema Solar. Os cientistas só não sabem disso porque eles estão em forma etérea, não dá para vê-los.
Qui-Gon: Ah, claro. Que a Força esteja com você…
No final da tarde, com muitos novos adeptos do jedaísmo circulando pela praça, uns trocados na caixinha e a enorme culpa por zombar da credulidade de gente simples mas honesta, resolvemos abandonar o planeta Terra. Na surdina, para não atrair a ira dos fiéis, nos dirigimos, um a um, para o carro que nos esperava num local econdido. Já longe do perigo de sermos descobertos, fizemos o sinal Jedi um para o outro, comemoramos o sucesso da empreitada e tiramos a fantasia. Animado, quando cheguei em casa tentei me concentrar na Força e fazer o controle remoto da TV levitar até mim. Não deu certo, mas um dia chego lá.
* Alguns personagens desta reportagem tiveram seus nomes mudados, pois não foram avisados de que pagariam o maior mico.
Encontre seu nome Jedi
Não dá para salvar o Universo das forças do mal chamando-se João da Silva, né? Para se tornar um Cavaleiro Jedi verdadeiro, é preciso ter um nome que faça jus à espada de luz. Se você quer saber como seria seu nome de aprendiz de Yoda, acesse o site Jedi Name: www.xach.com/misc/jedi.html (em inglês). É só dar seu nome, o nome de solteira de sua mãe e o último remédio que você tomou, que a Força se encarrega do resto.
Meu nome, por exemplo, ficou assim: Arturo (nome) + Querzoli (sobrenome) + Álvares (nome de solteira da minha mãe) + São Paulo (cidade natal) + Ranitidina (última medicação que tomei) = Quear Alsão, do planeta Ranitidina!
*o meu nome Jedi ficou: AZENI SASAL, do planeta Dimeticona (ai, ai.. logo esse!!! Deve ser um planeta cheio de Geizers)
Oração do Jedi
Para ser uma religião completa, não poderia faltar uma oração. Pensando nisso, a VIP criou a Oração do Jedi, para você recitar todos os dias antes das refeições - de preferência, ajoelhado.
Ó Força que o Universo conduz,
Ajudai-nos, reles humanos,
Ilumine nosso caminho,
Trace nosso destino
Nos tornando Jedis soberanos
Ó Força em tudo presente,
Fazei-nos vencer o Lado Negro nas lutas
Com o Sabre de Luz, amor e sabedoria,
Conquistando um Universo em harmonia
E o amor de São George Lucas
Os 10 mandamentos
Religião tem que ter mandamentos. Aí estão os 10 princípios do jedaísmo
1. A Força deve compreender.
2. Como o Mestre Yoda, somente da Força falar em invertida ordem e, de preferência, rimar.
3. Contra o Lado Negro da Força, eternamente lutar. (Viu? Rimou!)
4. Não ter preconceitos em relação a outros humanos, robôs ou extraterrestres com mais de uma cabeça.
5. Combater eternamente Darth Vader e qualquer outro tipo de enlatado.
6. Jamais confundir Star Wars com Star Trek.
7. Achar que o Spock faz parte do Star Wars é pecado mortal.
8. Não confundir a ordem dos episódios dos Seis Filmes Sagrados de São George Lucas (o mais recente é o primeiro, o mais antigo é o quarto e ih, que confusão!).
9. Não usar o sabre de luz durante o apagão (afinal, o Universo inteiro está em crise de energia).
10. Reconhecer que a Força está dentro de você, mas no bom sentido.
Para testar a fé do brasileiro e restabelecer a paz universal, nosso repórter assistiu a toda a série Star Wars e fundou uma nova religião: o jedaísmo. E até conseguiu adeptos
Por Arturo Querzoli
Um assunto estranho invadiu os noticiários do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que estão realizando seus respectivos censos populacionais em 2001: uma misteriosa corrente de e-mails pedindo a todos os cidadãos que não têm uma religião definida que respondam aos pesquisadores que são da religião Jedi. O spam afirma que, assim que os adeptos somarem 10 000 respostas, o jedaísmo, inspirado na série Star Wars, de George Lucas, poderá ser transformado em uma religião oficial.
Mas, apesar da simpatia do Mestre Yoda e sua turma, a campanha não deu muito certo. E os auto-intitulados Cavaleiros Jedis foram ameçados com multas e processos se continuassem com a tentativa de melar o censo. Será que no Brasil aconteceria o mesmo? Afinal, o brasileiro já acreditou em coisa muito mais bizarra, como o ET de Varginha, o confisco do Collor, a Seleção Brasileira e o Paulo Maluf. Por que não acreditaria numa religião baseada na filosofia Jedi?
Pouco tempo depois, eu, Arturo Querzoli, e dois atores, Leonardo e Fábio, nos vestimos de Cavaleiros Jedis e invadimos a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ponto de pregação de muitos líderes espirituais, para divulgar o jedaísmo - e ver se descolávamos uma graninha extra.
Munidos de um cartaz feito por um pintor de pôsteres de filmes pornôs e de alguns colares encomendados para lembrar que "a Força está com você", paramos no meio da praça, a alguns metros de um grupo de evangélicos cristãos.
Passados 5 minutos, nós três - recém-nomeados Obi-Wan Kenobi (Leonardo), Qui-Gon Jinn (eu) e Luke Skywalker (Fábio) - já atraíamos olhares curiosos. Em dúvida se a atenção popular era causada pela mensagem "Que a Força esteja com você" pintada no cartaz atrás de nós ou pelas roupas ridículas que usávamos, Obi-Wan Kenobi dirigiu-se ao curioso mais próximo e perguntou:
Obi-Wan Kenobi: O que você está fazendo aqui na praça?
Curioso: É que eu não sou ninguém. Acabei de cumpir 23 anos de cadeia.
Obi-Wan: (tentando disfarçar o susto): Por que você acha que não é ninguém? Quantos anos você tem?
Curioso: 42. É que eu sou ignorante…
Obi-Wan: (dirigindo-se ao recém-formado grupo de interessados ao redor de nós): Quantos de vocês têm mais de 50?
(Alguns levantam a mão.)
Obi-Wan: (apontando para o ex-presidiário): E quem de vocês acha que esse homem é ignorante?
(Ninguém levanta a mão.)
Obi-Wan: E quem acha que ele é ninguém?
(Ninguém levanta a mão.)
Obi-Wan: (para o ex-presidiário): Tá vendo? Sinta a Força dentro de você e dê a volta por cima! Como você está se sentindo agora?
Curioso: Alguém. Agora eu sou alguém!
Obi-Wan: (com um sorriso contagiante de Padre Marcelo): É isso, irmão! Seja um Jedi e que a Força esteja com você.
Vencido o combate inaugural contra o Lado Negro da Força, um grupo de bêbados, secretárias, desempregados, auxiliares de escritório, bacharéis, office-boys e outros habitantes da Praça da Sé já se aglomerava em volta dos três dublês de beduínos que haviam acabado de converter um ex-fora-da-lei. Será que a Força estava realmente do nosso lado?
Confiantes de que o público não reconheceria a semelhança entre a nossa religião e os filmes do George Lucas (se descobrissem a brincadeira, certamente nos expulsariam a pedradas), iniciamos nosso sermão. Nosso discurso era simples, baseado em quatro princípios básicos:
1. Acreditar e sentir a Força, que está acima de todas as religiões do planeta Terra.
2. União universal e sem preconceitos entre humanos, andróides e extraterrestres.
3. Busca da paz e do amor pelo poder da Força.
4. Combate sem tréguas ao Lado Negro da Força.
O público ao nosso redor foi aumentando. Preocupado com a concorrência, um pastor do grupo evangélico vizinho abandonou seus companheiros para nos intimar:
Pastor: Quem são vocês? O que vocês estão transmitindo aqui?
Qui-Gon Jinn: Estamos transmitindo a Força. A Força dos Jedis. O senhor conhece a nossa religião?
Pastor: Jedis, né? Já ouvi falar… Li alguma coisa a respeito, mas não conheço muito, não. Qual o objetivo de vocês aqui?
Qui-Gon: Promover a paz e o amor, ensinar vocês a usarem a Força que está presente em todo o Universo…
Pastor (incrédulo): E como vocês pretendem fazer isso? Baseados em qual fundamento? Como podem explicar essa tal Força do nada? Como podem não acreditar no pai-nosso-todo-poderoso?
Mal começou a discussão entre o evangélico e Leonardo (Qui-Gon Jinn), e os curiosos se multiplicaram em torno de nós. Para ajudar o pastor indignado, um espertalhão logo lançou a pergunta: "Isso é daquele filme Guerra nas Estrelas!", mas obteve, antes que o público se rebelasse, a resposta ensaiada de Luke Skywalker: "Claro que sim. O filme é o único que mostra nossa religião, que existe há milhões de anos".
Depois de 10 minutos de acusações ("A Força é o diabo!"), o pastor ficou bravo e foi embora, resmungando pragas bíblicas. Ele, porém, estava errado. A Força não é o diabo. O Darth Vader é que é o diabo. Nessa altura do campeonato, já choviam perguntas da pequena multidão reunida, que, para nosso espanto, realmente estava interessada em virar Jedi. Os diálogos que se seguiram pareciam saídos de ficção científica:
Rapaz: Vocês acreditam que, através dessa Força que vocês pregam, as pessoas consigam mover objetos por meio do pensamento?
Qui-Gon Jinn: Claro! É só atingir um estado de perfeita harmonia com a Força presente no Universo.
Rapaz (falando para a velhinha atenta que está ao seu lado): Viu, mãe!? Não falei pra senhora? Agora a senhora sabe como eu faço para mexer os copos e aquelas coisas todas! (Dirigindo-se a mim): É que eu tenho poderes paranormais, sabe? Eu olho para um animal, por exemplo, e penso: "Quero que você levante e vá para a esquerda". Aí ele levanta e vai para a esquerda.
Qui-Gon (fazendo cara de santo para não rir): Hum… Sei… A Força é forte em você, meu jovem.
Com o sucesso repentino das nossas pregações e ensinamentos, logo nos tornamos a sensação da praça. Como todo líder religioso que se preze, passamos à segunda fase de nosso teste de fé: a arrecadação financeira. Entre uma pregação e outra, Luke Skywalker abriu um pequeno tabuleiro com nossos Talismãs Jedi (produzidos pela empresa Controvérsia especialmente para a VIP): amuletos para proteger os Cavaleiros Jedi contra o Lado Negro da Força. Nem precisamos anunciar que o pequeno disco de lata com uma pedra no meio realizava milagres, espantava mau-olhado e atraía a sorte. Os simpatizantes de Yoda avançaram sobre as bijuterias sem perguntar o preço. Como nós não somos perversos como Jabba, the Hut, cobramos só 1 real por colar. E quebramos o protocolo da Praça da Sé ao aceitar passe e vale-refeição. Em menos de meia hora, só tinha notas amassadas sobre o tabuleiro. Definitivamente, a Força estava conosco! (Nós demos o dinheiro para o primeiro mendigo que encontramos ao sair dali, leitor. Afinal, um Jedi não se preocupa com a acumulação de bens materiais. Lembra-se de Yoda morando no pântano e de Obi-Wan no meio do deserto?)
Mas, de repente, eis que o Lado Negro da Força resolveu nos desafiar. Talvez enviado pelo próprio Darth Vader, um jovem pastor evangélico, bem vestido, infiltrou-se no meio dos nossos futuros fiéis e começou a nos provocar:
Pastor Ivan Padilha: E de onde veio essa Força? Em qual livro vocês se baseiam?
Obi-Wan Kenobi (com as mãos sobre o rosto em sinal de concentração, para ganhar tempo): Ééé… Nos baseamos na experiência!
Ivan: Que experiência? Não tem nenhum livro que prove a existência disso! Nem em Deus vocês acreditam!
Ao ouvir essas palavras, parte do público começou a murmurar, duvidando da Força e (imagine só) até de nós, os Cavaleiros Jedi...
Obi-Wan (fazendo o sinal Jedi com o braço, para disfarçar o desespero): Éééé… É que não é preciso ver as coisas para acreditar. Por exemplo, o que vocês vêem aqui? (Enquanto fala, Obi-Wan fecha o punho, como se agarrasse o ar.) Para a maioria, dentro da minha mão não tem nada. Para nós, Jedis, existe muita coisa nesse vazio…
Ivan (exaltado): Vocês estão enganando o povo!
Obi-Wan (emblemático): A Força não engana ninguém. Basta senti-la.
Com o bate-boca, mais pessoas se aproximaram. Nosso público já era muito maior do que o que assistia às pregações cristãs ao lado. Mas, quando nosso companheiro Jedi afirmou que "Deus não existe, só a Força é real", o pastor correu para o centro da praça e berrou:
Ivan (possesso): HERESIA!!! Ato de má-fé!!!
O escândalo do pastor serviu apenas para atrair mais curiosos. Alguns já tinham, pelo visto, uma grande concentração da Força. Um deles, chamado Carlos Santos, se aproximou.
Carlos: Eu sei que a Força e todas essas coisas que vocês falam é verdade.
Qui-Gon: Ah! Então você já é um Jedi…
Carlos: Tanto que eu fui guerreiro romano numa vida passada e já estou em minha última encarnação aqui no planeta Terra.
Qui-Gon: Sei… E para onde você vai depois?
Carlos: Para Júpiter, claro, onde vive a civilização mais avançada do Sistema Solar. Os cientistas só não sabem disso porque eles estão em forma etérea, não dá para vê-los.
Qui-Gon: Ah, claro. Que a Força esteja com você…
No final da tarde, com muitos novos adeptos do jedaísmo circulando pela praça, uns trocados na caixinha e a enorme culpa por zombar da credulidade de gente simples mas honesta, resolvemos abandonar o planeta Terra. Na surdina, para não atrair a ira dos fiéis, nos dirigimos, um a um, para o carro que nos esperava num local econdido. Já longe do perigo de sermos descobertos, fizemos o sinal Jedi um para o outro, comemoramos o sucesso da empreitada e tiramos a fantasia. Animado, quando cheguei em casa tentei me concentrar na Força e fazer o controle remoto da TV levitar até mim. Não deu certo, mas um dia chego lá.
* Alguns personagens desta reportagem tiveram seus nomes mudados, pois não foram avisados de que pagariam o maior mico.
Encontre seu nome Jedi
Não dá para salvar o Universo das forças do mal chamando-se João da Silva, né? Para se tornar um Cavaleiro Jedi verdadeiro, é preciso ter um nome que faça jus à espada de luz. Se você quer saber como seria seu nome de aprendiz de Yoda, acesse o site Jedi Name: www.xach.com/misc/jedi.html (em inglês). É só dar seu nome, o nome de solteira de sua mãe e o último remédio que você tomou, que a Força se encarrega do resto.
Meu nome, por exemplo, ficou assim: Arturo (nome) + Querzoli (sobrenome) + Álvares (nome de solteira da minha mãe) + São Paulo (cidade natal) + Ranitidina (última medicação que tomei) = Quear Alsão, do planeta Ranitidina!
*o meu nome Jedi ficou: AZENI SASAL, do planeta Dimeticona (ai, ai.. logo esse!!! Deve ser um planeta cheio de Geizers)
Oração do Jedi
Para ser uma religião completa, não poderia faltar uma oração. Pensando nisso, a VIP criou a Oração do Jedi, para você recitar todos os dias antes das refeições - de preferência, ajoelhado.
Ó Força que o Universo conduz,
Ajudai-nos, reles humanos,
Ilumine nosso caminho,
Trace nosso destino
Nos tornando Jedis soberanos
Ó Força em tudo presente,
Fazei-nos vencer o Lado Negro nas lutas
Com o Sabre de Luz, amor e sabedoria,
Conquistando um Universo em harmonia
E o amor de São George Lucas
Os 10 mandamentos
Religião tem que ter mandamentos. Aí estão os 10 princípios do jedaísmo
1. A Força deve compreender.
2. Como o Mestre Yoda, somente da Força falar em invertida ordem e, de preferência, rimar.
3. Contra o Lado Negro da Força, eternamente lutar. (Viu? Rimou!)
4. Não ter preconceitos em relação a outros humanos, robôs ou extraterrestres com mais de uma cabeça.
5. Combater eternamente Darth Vader e qualquer outro tipo de enlatado.
6. Jamais confundir Star Wars com Star Trek.
7. Achar que o Spock faz parte do Star Wars é pecado mortal.
8. Não confundir a ordem dos episódios dos Seis Filmes Sagrados de São George Lucas (o mais recente é o primeiro, o mais antigo é o quarto e ih, que confusão!).
9. Não usar o sabre de luz durante o apagão (afinal, o Universo inteiro está em crise de energia).
10. Reconhecer que a Força está dentro de você, mas no bom sentido.
sábado, junho 04, 2005
MOSTRA DE VIDEO
JOVENS REALIZADORES BAIANOS
3 a 5 / Junho / 2005
Sala Alexandre Robatto - Biblioteca Pública dos Barris
PROGRAMAÇÃO
PROGRAMA I
-A um passarinho - Mariucha Ponte
-A Job that slowly kills you - Gustavo Seabra
-Essa é a nossa verdade - Antônio Neto
-No Compasso da Escuridão - Marcelo Villanova
-O Doce Encanto da Humanidade - Leon Sampaio
-O Paraíso da Honestidade Perdida - Leon Sampaio
-Sala de Espera - Adriano de Carvalho
-Sem a lona preta - Diego Lisboa
PROGRAMA II
-300 Segundos - Hermilio Santana
-A Noite em que as sombras queriam Carlos Magno - Caê Almeida
-Bahia de Todos os Santos - Gelson Júnior
-Memória - César de Oliveira
-Verde Cinza - Queliton Xavier
-R$ 1,50 - Daniel Lisboa
PROGRAMA III
-A Morte - Diego RB
-Dossiê Manuela Rosário - Alfredo Villas ? Boas
-Mundo cão... - Hélio Sampaio Neto
-Sonhos Entrecortados - César de Oliveira
-Tarde Triste - Ednei Otávio
-Todo Errado - Laís Souza
-Um dia Após o Outro - Gabriel Teixeira
-Vingança - Marcelo Villanova
PROGRAMA IV
-Andercícero - Laís Souza
-Hamlet - Leandro Lima
-Jovens Realizadores - Silas Carvalho
-Olhos Verdes - Diego Lisboa
-Razão do Love - Alan Miranda
-Sala de Cinema UNEB - Luciano Carcará
-Tédio Consola-Dor - Queliton Xavier
Sala Alexandre Robatto - Biblioteca Pública dos Barris
PROGRAMAÇÃO
PROGRAMA I
-A um passarinho - Mariucha Ponte
-A Job that slowly kills you - Gustavo Seabra
-Essa é a nossa verdade - Antônio Neto
-No Compasso da Escuridão - Marcelo Villanova
-O Doce Encanto da Humanidade - Leon Sampaio
-O Paraíso da Honestidade Perdida - Leon Sampaio
-Sala de Espera - Adriano de Carvalho
-Sem a lona preta - Diego Lisboa
PROGRAMA II
-300 Segundos - Hermilio Santana
-A Noite em que as sombras queriam Carlos Magno - Caê Almeida
-Bahia de Todos os Santos - Gelson Júnior
-Memória - César de Oliveira
-Verde Cinza - Queliton Xavier
-R$ 1,50 - Daniel Lisboa
PROGRAMA III
-A Morte - Diego RB
-Dossiê Manuela Rosário - Alfredo Villas ? Boas
-Mundo cão... - Hélio Sampaio Neto
-Sonhos Entrecortados - César de Oliveira
-Tarde Triste - Ednei Otávio
-Todo Errado - Laís Souza
-Um dia Após o Outro - Gabriel Teixeira
-Vingança - Marcelo Villanova
PROGRAMA IV
-Andercícero - Laís Souza
-Hamlet - Leandro Lima
-Jovens Realizadores - Silas Carvalho
-Olhos Verdes - Diego Lisboa
-Razão do Love - Alan Miranda
-Sala de Cinema UNEB - Luciano Carcará
-Tédio Consola-Dor - Queliton Xavier
PROGRAMA V
-Bon Appetit _ João Rodrigo Mattos e Daniel Rangel
-Cega Seca ? Sofia Federico
-O craque e a miséria ? Walter Freire
-O Ponto ? Maria Carolina
SEXTA ? 03. 06. 2005
16h às 18 h ? Abertura da Mostra de Vídeo - Jovens Realizadores Baianos
Debate: ?Desafios enfrentados por um jovem realizador no mercado audiovisual baiano?
Participação do cineasta Carlos Pronzato, do representante da ABCV Lula Oliveira e do estudante Luciano Carcará.
18h às 19h ? Programa I
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa III
21h às 22h ? Programa IV
SÁBADO ? 04. 06. 2005
16h às 17h ? Palestra: O roteiro e a obra audiovisual
Palestrante: Rubens Shinkai
17h às 18h ? Programa III
18h às 19h ? Palestra: Crítica do Audiovisual
Palestrante: André França
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa IV
21h às 22h ? Programa I
DOMINGO ? 05.06.2005
15h às 16h ? Programa II
16h às 17h ? Programa I
17h às 18h ? Programa V
18h às 19h ? Programa IV
19h às 20h ? Programa III
20h às 22h ? Exibição do curta ?Anhetegua (Liberdade), ALCA não?, do cineasta Carlos Pronzato
Exibição de ?O Anjo Negro?, longa metragem do cineasta baiano Zé Umberto
-Bon Appetit _ João Rodrigo Mattos e Daniel Rangel
-Cega Seca ? Sofia Federico
-O craque e a miséria ? Walter Freire
-O Ponto ? Maria Carolina
SEXTA ? 03. 06. 2005
16h às 18 h ? Abertura da Mostra de Vídeo - Jovens Realizadores Baianos
Debate: ?Desafios enfrentados por um jovem realizador no mercado audiovisual baiano?
Participação do cineasta Carlos Pronzato, do representante da ABCV Lula Oliveira e do estudante Luciano Carcará.
18h às 19h ? Programa I
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa III
21h às 22h ? Programa IV
SÁBADO ? 04. 06. 2005
16h às 17h ? Palestra: O roteiro e a obra audiovisual
Palestrante: Rubens Shinkai
17h às 18h ? Programa III
18h às 19h ? Palestra: Crítica do Audiovisual
Palestrante: André França
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa IV
21h às 22h ? Programa I
DOMINGO ? 05.06.2005
15h às 16h ? Programa II
16h às 17h ? Programa I
17h às 18h ? Programa V
18h às 19h ? Programa IV
19h às 20h ? Programa III
20h às 22h ? Exibição do curta ?Anhetegua (Liberdade), ALCA não?, do cineasta Carlos Pronzato
Exibição de ?O Anjo Negro?, longa metragem do cineasta baiano Zé Umberto
segunda-feira, maio 30, 2005
Episódio 3
Sim, eu continuo por aqui. E sim, eu assisti. Meu comentário é longo demais para este post, mas virá no próximo, porque agora estou morrendo de sono. Mas adianto. O filme tem coisas péssimas e coisas maravilhosas. Mais péssimas do que maravilhosas. Mas vale à pena ter sido feito, e mais ainda de ser assistido.
Mas é sombrio.
Sim, eu continuo por aqui. E sim, eu assisti. Meu comentário é longo demais para este post, mas virá no próximo, porque agora estou morrendo de sono. Mas adianto. O filme tem coisas péssimas e coisas maravilhosas. Mais péssimas do que maravilhosas. Mas vale à pena ter sido feito, e mais ainda de ser assistido.
Mas é sombrio.
domingo, maio 01, 2005
Explico:
Sapo cururu é uma mostra paralela (perpendiculas) num cinema velho mas muito de fuder no décimo andar de um prédio (o cine AIP). Só passaram filmes muito bons (eles têm um projetor de 35 mm que fica na própria sala), inclusive SUperoutro, de Edgar Navarro.
Mas acho que vcs não entenderam. Recife é MUITO melhor que salvador, com duas exceções: O trânsito e o sotaque recifense.
Sapo cururu é uma mostra paralela (perpendiculas) num cinema velho mas muito de fuder no décimo andar de um prédio (o cine AIP). Só passaram filmes muito bons (eles têm um projetor de 35 mm que fica na própria sala), inclusive SUperoutro, de Edgar Navarro.
Mas acho que vcs não entenderam. Recife é MUITO melhor que salvador, com duas exceções: O trânsito e o sotaque recifense.
terça-feira, abril 26, 2005
segunda-feira, março 14, 2005
quinta-feira, março 10, 2005
Mulher não precisa mais de BO para fazer aborto
"O boletim de ocorrência não será mais exigido pela rede pública de saúde para a realização de aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro. A norma está sendo impressa pelo Ministério da Saúde e será distribuída aos serviços de aborto legal do país até o final deste semestre, segundo informa a "Folha de S.Paulo".
A exigência do BO não está prevista no código penal e nem a mulher tem a obrigação legal de informar a violência à polícia, mas o documento era exigido com base numa norma técnica do ministério, de 1998.
A nova medida causa polêmica entre grupos religiosos, que acusam o incentivo ao aborto. O ministério esclarece que a norma informa que os médicos devem orientar a vítima a tomar as providências policiais cabíveis e não devem temer conseqüências judiciais nos casos em que posteriormente se descubra que a gravidez não foi resultado de estupro."
Eu prefiro que facilite do que complique.
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"O boletim de ocorrência não será mais exigido pela rede pública de saúde para a realização de aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro. A norma está sendo impressa pelo Ministério da Saúde e será distribuída aos serviços de aborto legal do país até o final deste semestre, segundo informa a "Folha de S.Paulo".
A exigência do BO não está prevista no código penal e nem a mulher tem a obrigação legal de informar a violência à polícia, mas o documento era exigido com base numa norma técnica do ministério, de 1998.
A nova medida causa polêmica entre grupos religiosos, que acusam o incentivo ao aborto. O ministério esclarece que a norma informa que os médicos devem orientar a vítima a tomar as providências policiais cabíveis e não devem temer conseqüências judiciais nos casos em que posteriormente se descubra que a gravidez não foi resultado de estupro."
Eu prefiro que facilite do que complique.
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Morre A VERDADEIRA Dona Benta
"A atriz Zilka Sallaberry, de 87 anos, morreu na madrugada de hoje no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde o dia 15 na unidade coronariana do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. Nos últimos dias seu estado era considerado grave, com quadro de insuficiência renal, infecção urinária e desidratação aguda. Ela sofria de doença pulmonar crônica e respirava com a ajuda de aparelhos.
Atuante no teatro desde a juventude, Zilka Sallaberry ficou para sempre na lembrança dos brasileiros como a Dona Benta da primeira" (E ÚNICA) "versão do programa "Sítio do Picapau Amarelo", da TV Globo, inspirado na obra de Monteiro Lobato. Ela ainda atuou em novelas como "Que Rei sou Eu?" e minisséries, como "Engraçadinha". Recentemente, a atriz atuou no filme "Xuxa e os Duendes 2"."
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"A atriz Zilka Sallaberry, de 87 anos, morreu na madrugada de hoje no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde o dia 15 na unidade coronariana do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. Nos últimos dias seu estado era considerado grave, com quadro de insuficiência renal, infecção urinária e desidratação aguda. Ela sofria de doença pulmonar crônica e respirava com a ajuda de aparelhos.
Atuante no teatro desde a juventude, Zilka Sallaberry ficou para sempre na lembrança dos brasileiros como a Dona Benta da primeira" (E ÚNICA) "versão do programa "Sítio do Picapau Amarelo", da TV Globo, inspirado na obra de Monteiro Lobato. Ela ainda atuou em novelas como "Que Rei sou Eu?" e minisséries, como "Engraçadinha". Recentemente, a atriz atuou no filme "Xuxa e os Duendes 2"."
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segunda-feira, março 07, 2005
Filmagens
Amanhã começam as filmagens de "Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia", vídeo documentário de 55 minutos do qual sou assistente de direção.
É a segunda vez que eu sou assistente de direção de alguém. Da primeira vez, foi para o curta "Ana", feito em película por estudantes da Escole de Cinema de Londres, mas eu não cheguei ao final do processo, não pude participar das filmagens. Participei apenas do processo de reestruturação do roteiro, dos ensaios, análise técnica, etc.
Agora, estou sendo assistente de dois documentários.
Um deles premiado pelo DocTv II, fala sobre Mário Gusmão, um dos atores mais importantes da Bahia, filmou com Glauber Rocha, com a Globo, fez várias peças, dançava, era professor de dicção. No segundo ano de Escola de Teatro, era considerado o melhor ator brasileiro.
O outro é sobre o (pasmem) pianista, baterista, baixista, guitarrista, violonista, cantor, compositor, enfim, músico multiinstrumentista Luis Caldas. Sua vida, seus 20 anos de Axé Music, seu indo e vindo sucesso.
E, nesse meio tempo, fui chamado para trabalhar em outro documentário como assistente e dois comerciais.
Este ano vai ser bala.
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Amanhã começam as filmagens de "Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia", vídeo documentário de 55 minutos do qual sou assistente de direção.
É a segunda vez que eu sou assistente de direção de alguém. Da primeira vez, foi para o curta "Ana", feito em película por estudantes da Escole de Cinema de Londres, mas eu não cheguei ao final do processo, não pude participar das filmagens. Participei apenas do processo de reestruturação do roteiro, dos ensaios, análise técnica, etc.
Agora, estou sendo assistente de dois documentários.
Um deles premiado pelo DocTv II, fala sobre Mário Gusmão, um dos atores mais importantes da Bahia, filmou com Glauber Rocha, com a Globo, fez várias peças, dançava, era professor de dicção. No segundo ano de Escola de Teatro, era considerado o melhor ator brasileiro.
O outro é sobre o (pasmem) pianista, baterista, baixista, guitarrista, violonista, cantor, compositor, enfim, músico multiinstrumentista Luis Caldas. Sua vida, seus 20 anos de Axé Music, seu indo e vindo sucesso.
E, nesse meio tempo, fui chamado para trabalhar em outro documentário como assistente e dois comerciais.
Este ano vai ser bala.
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quarta-feira, março 02, 2005
Nova técnica pode tornar objeto invisível
da Folha de S.Paulo
Dois cientistas, um nos EUA, outro na Itália, estão propondo um método para tornar objetos virtualmente invisíveis. Por enquanto, a técnica é apenas uma porção de equações num pedaço de papel, mas os cientistas acreditam que já possa funcionar pelo menos com objetos muito pequenos, quase microscópicos. A afirmação convenceu o Departamento de Defesa dos EUA a financiar parte da pesquisa da dupla.
Uma versão preliminar do estudo, assinada por Nader Engheta, da Universidade da Pensilvânia, e Andrea Alù, da Universidade de Roma, já está disponível na internet e a notícia foi primeiro reportada pelo site jornalístico da revista britânica "Nature".
A idéia dos pesquisadores para "esconder" um objeto é envolvê-lo numa capa feita de um metal especialmente preparado (ouro ou prata parecem ser adequados para isso). A configuração dos elétrons nos átomos desse material, uma capa metálica com pequenos furos, criaria um efeito de vibração que equivaleria ao de ondas de luz num determinado comprimento de onda (dependendo do comprimento, a luz é de um "tipo": visível, infravermelha, ultravioleta, rádio, raios X etc.). Quando a luz desse comprimento específico incidisse sobre o material (chamado de plasmônico), ela não seria rebatida, e o objeto passaria a ficar invisível.
Entretanto, os fãs de ficção científica não devem se assanhar muito: um sistema de invisibilidade como o usado pelos romulanos em "Jornada nas Estrelas" ainda está longe de praticável. O sistema proposto por Engheta e Alù só funcionaria para objetos muito pequenos. Coisas grandes poderiam ser escondidas apenas de ondas cujo comprimento fosse maior que elas mesmas --é possível, por exemplo, recobrir um ser humano com uma capa que o torne invisível em microondas (que têm comprimento maior), mas detectável em luz visível.
Outro problema tem a ver com o formato do objeto. Os cientistas acham que será mais fácil esconder cilindros e esferas do que peças com forma altamente irregular, como aviões e naves espaciais.
Os pesquisadores apostam que o sistema será mais útil para esconder objetos minúsculos mesmo. Por exemplo, eles citam aplicações microscópicas, em que uma sonda é introduzida num objeto que se quer visualizar, como por exemplo uma célula viva, mas é tornada invisível para impedir que sua presença interfira com a imagem do microscópio.
Mesmo para isso, seriam precisos pelo menos mais cinco anos de pesquisa, segundo Engheta, em entrevista ao site LiveScience.
da Folha de S.Paulo
Dois cientistas, um nos EUA, outro na Itália, estão propondo um método para tornar objetos virtualmente invisíveis. Por enquanto, a técnica é apenas uma porção de equações num pedaço de papel, mas os cientistas acreditam que já possa funcionar pelo menos com objetos muito pequenos, quase microscópicos. A afirmação convenceu o Departamento de Defesa dos EUA a financiar parte da pesquisa da dupla.
Uma versão preliminar do estudo, assinada por Nader Engheta, da Universidade da Pensilvânia, e Andrea Alù, da Universidade de Roma, já está disponível na internet e a notícia foi primeiro reportada pelo site jornalístico da revista britânica "Nature".
A idéia dos pesquisadores para "esconder" um objeto é envolvê-lo numa capa feita de um metal especialmente preparado (ouro ou prata parecem ser adequados para isso). A configuração dos elétrons nos átomos desse material, uma capa metálica com pequenos furos, criaria um efeito de vibração que equivaleria ao de ondas de luz num determinado comprimento de onda (dependendo do comprimento, a luz é de um "tipo": visível, infravermelha, ultravioleta, rádio, raios X etc.). Quando a luz desse comprimento específico incidisse sobre o material (chamado de plasmônico), ela não seria rebatida, e o objeto passaria a ficar invisível.
Entretanto, os fãs de ficção científica não devem se assanhar muito: um sistema de invisibilidade como o usado pelos romulanos em "Jornada nas Estrelas" ainda está longe de praticável. O sistema proposto por Engheta e Alù só funcionaria para objetos muito pequenos. Coisas grandes poderiam ser escondidas apenas de ondas cujo comprimento fosse maior que elas mesmas --é possível, por exemplo, recobrir um ser humano com uma capa que o torne invisível em microondas (que têm comprimento maior), mas detectável em luz visível.
Outro problema tem a ver com o formato do objeto. Os cientistas acham que será mais fácil esconder cilindros e esferas do que peças com forma altamente irregular, como aviões e naves espaciais.
Os pesquisadores apostam que o sistema será mais útil para esconder objetos minúsculos mesmo. Por exemplo, eles citam aplicações microscópicas, em que uma sonda é introduzida num objeto que se quer visualizar, como por exemplo uma célula viva, mas é tornada invisível para impedir que sua presença interfira com a imagem do microscópio.
Mesmo para isso, seriam precisos pelo menos mais cinco anos de pesquisa, segundo Engheta, em entrevista ao site LiveScience.
Xerocar livro poderá dar cadeia - O Estado de São Paulo - 02/03/2005
O governo federal vai usar mecanismos de pressão - primeiro, a negociação e, depois, o emprego da lei - para forçar as universidades brasileiras, públicas e particulares, a acabar com a prática desregrada das fotocópias.
A medida integra o conjunto de cem ações aprovadas pelo Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça. Outra decisão polêmica prevê a repatriação de imigrantes ilegais que circulam nos centros urbanos vendendo bugigangas eletrônicas.
As ações de caráter repressivo, educativo e preventivo começam agora e se estenderão pelos próximos dois anos com o objetivo de combater a indústria da falsificação que prolifera na economia brasileira. "Não se tem a pretensão de acabar com o problema com um tiro de canhão, mas de reverter a curva ascendente da pirataria no País", disse o presidente do conselho, Luiz Paulo Barreto.
A pirataria, conforme o governo, movimenta R$ 56 bilhões no País, principalmente nos setores de fumo, bebidas, combustíveis e audiovisual, como CDs musicais, mas atinge também o setor editorial. Esse crime eliminou 2 milhões de empregos formais no ano passado, e causa prejuízo anual de R$ 8,4 bilhões na arrecadação de impostos.
Segundo Barreto, a reprodução de trechos de livros, prática generalizada nas universidades, é crime contra a propriedade intelectual, com pena de 2 a 4 anos de reclusão.
As faculdades serão enquadradas para cumprir a lei e ampliar suas bibliotecas, em vez de estimular as cópias xerox. Pelos dados do conselho, quase nenhuma faculdade cumpre a norma do MEC de manter em suas bibliotecas pelo menos 1 livro para cada grupo de 15 estudantes.
O conselho chamará representantes das universidades e estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), para negociar um acordo. Uma das propostas é aumentar a oferta de livros nas bibliotecas, passando para 1 livro para cada 10 alunos.
Na delegacia de combate à pirataria de São Paulo não há inquéritos sobre cópias de livros. "Mas há professor que recebe o livro da editora e o põe na caixinha para que os alunos o copiem", disse o coronel Carlos Alberto Camargo, diretor da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual.
Outra decisão é negociar com editoras o lançamento de versões simplificadas e baratas para estudantes. O conselho decidiu ainda criar uma divisão de repressão ao contrabando e à pirataria nas Polícias Federal e Rodoviária Federal e organizar varas especializadas no tema na Justiça estaduais para dar rapidez aos processos.
O governo federal vai usar mecanismos de pressão - primeiro, a negociação e, depois, o emprego da lei - para forçar as universidades brasileiras, públicas e particulares, a acabar com a prática desregrada das fotocópias.
A medida integra o conjunto de cem ações aprovadas pelo Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça. Outra decisão polêmica prevê a repatriação de imigrantes ilegais que circulam nos centros urbanos vendendo bugigangas eletrônicas.
As ações de caráter repressivo, educativo e preventivo começam agora e se estenderão pelos próximos dois anos com o objetivo de combater a indústria da falsificação que prolifera na economia brasileira. "Não se tem a pretensão de acabar com o problema com um tiro de canhão, mas de reverter a curva ascendente da pirataria no País", disse o presidente do conselho, Luiz Paulo Barreto.
A pirataria, conforme o governo, movimenta R$ 56 bilhões no País, principalmente nos setores de fumo, bebidas, combustíveis e audiovisual, como CDs musicais, mas atinge também o setor editorial. Esse crime eliminou 2 milhões de empregos formais no ano passado, e causa prejuízo anual de R$ 8,4 bilhões na arrecadação de impostos.
Segundo Barreto, a reprodução de trechos de livros, prática generalizada nas universidades, é crime contra a propriedade intelectual, com pena de 2 a 4 anos de reclusão.
As faculdades serão enquadradas para cumprir a lei e ampliar suas bibliotecas, em vez de estimular as cópias xerox. Pelos dados do conselho, quase nenhuma faculdade cumpre a norma do MEC de manter em suas bibliotecas pelo menos 1 livro para cada grupo de 15 estudantes.
O conselho chamará representantes das universidades e estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), para negociar um acordo. Uma das propostas é aumentar a oferta de livros nas bibliotecas, passando para 1 livro para cada 10 alunos.
Na delegacia de combate à pirataria de São Paulo não há inquéritos sobre cópias de livros. "Mas há professor que recebe o livro da editora e o põe na caixinha para que os alunos o copiem", disse o coronel Carlos Alberto Camargo, diretor da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual.
Outra decisão é negociar com editoras o lançamento de versões simplificadas e baratas para estudantes. O conselho decidiu ainda criar uma divisão de repressão ao contrabando e à pirataria nas Polícias Federal e Rodoviária Federal e organizar varas especializadas no tema na Justiça estaduais para dar rapidez aos processos.
sexta-feira, fevereiro 25, 2005
quarta-feira, fevereiro 23, 2005
Antes que eu me esqueça.
Dia 25 será a data de aniversário de Guigo, vulgo Guilherme Macedo.
É foda, por que ele é uma dos amigos que eu tenho que eu mais gosto. EU gosto desse cara pra caralho. ATé da namorada dele eu gosto, ele é gente boa pra porra!
Mas o problema é que: Eu o vejo uma vez por ano, e o filho da puta nunca, sem mentira, nunca vai pra nada que eu o convide, seja com 6 meses de antecedência, seja com 2 minutos.
Aliás, se isso acontece, começo a repensar se ele é mesmo meu amigo.
Meu amigo?
O cara que nunca liga pra gente, não retorna ligações, não vai aos encontros, não foi ao futebol americano, não lê meu blog (esta em aprovação uma lei federal, obrigando a todos que têm acesso a internet a freqüentar este blog ao menos uma vez por semana), etc, na verdade não é uma amigo, é um escroto!!!
Mas eu gosto dele assim mesmo.
Então, antes que eu esqueça do toreador mais freak do live (Rodolfo, Jerzy e Kalil não contam, eles são super freaks na viada real), eu vos digo:
Parabéns, Guilherme!
Gostaria que você aparecesse de vez em quando. Assim como muitos outros que estão sumidos...
Uma pena.
Dia 25 será a data de aniversário de Guigo, vulgo Guilherme Macedo.
É foda, por que ele é uma dos amigos que eu tenho que eu mais gosto. EU gosto desse cara pra caralho. ATé da namorada dele eu gosto, ele é gente boa pra porra!
Mas o problema é que: Eu o vejo uma vez por ano, e o filho da puta nunca, sem mentira, nunca vai pra nada que eu o convide, seja com 6 meses de antecedência, seja com 2 minutos.
Aliás, se isso acontece, começo a repensar se ele é mesmo meu amigo.
Meu amigo?
O cara que nunca liga pra gente, não retorna ligações, não vai aos encontros, não foi ao futebol americano, não lê meu blog (esta em aprovação uma lei federal, obrigando a todos que têm acesso a internet a freqüentar este blog ao menos uma vez por semana), etc, na verdade não é uma amigo, é um escroto!!!
Mas eu gosto dele assim mesmo.
Então, antes que eu esqueça do toreador mais freak do live (Rodolfo, Jerzy e Kalil não contam, eles são super freaks na viada real), eu vos digo:
Parabéns, Guilherme!
Gostaria que você aparecesse de vez em quando. Assim como muitos outros que estão sumidos...
Uma pena.
Sei lá...
Eu recebi isso aí, nem sei se é verdade, tem uns números aí, chequem se quiserem.
A informação tem de ser livre. Eu dou a vocês a chance de escolher acreditar as coisas ou não, melhor que não passar adiante.
Decidam por si mesmos.
Ah, Rio de Janeiro, São Paulo, qual a diferença????
Prezados Senhores,
Vimos através desta denunciar uma agressão ocorrida na madrugada do dia 13 de fevereiro de 2005, no Bar Viva Zapata, situado na R. das Hortências, nº 600. Pituba (Tel.:451-0326).
Na noite do dia 12 de fevereiro de 2005, fomos a esse bar comemorar o aniversário de uma amiga, reservamos uma mesa com um dia de antecedência, chegamos por volta das 21:30hs e o problema já começou desde aí, pois a casa estava cheia e tinha fila de espera, então como nossos amigos demoraram um pouco de chegar (cerca de 30min) os garçons queriam tomar nossa mesa para algumas pessoas da fila de espera entrarem. Não entregamos a mesa e informamos que nossos amigos já estavam chegando.
Todos chegaram, e a noite transcorreu bem até a hora de pagar a conta. Como o sistema de cartão de crédito deles estava caindo toda hora, eu e uma amiga minha ficamos no caixa para esperar o cartão passar e dar o restante do dinheiro, enquanto isso nossos amigos saíram e ficaram na escada que dá acesso a saída do Bar Viva Zapata. Foi nessa hora que a discussão começou, o dono do bar - que já sabia que a conta estava sendo paga, pois o mesmo ajudou a passar os cartões de crédito e recebeu em espécie a outra parte da conta - e os seguranças foram tirar satisfação sobre a conta, sendo que a conta já havia sido paga por mim e pela minha amiga, por esse motivo os meninos não entenderam o motivo desta cobrança.
Quando nós chegamos na escada já vimos a confusão formada, começou com empurra-empurra, mas logo depois tudo se transformou num ato de covardia. Quinze seguranças pegaram toras de madeira que decoravam o bar (como corrimão de escada) e começaram a espancar os nossos amigos que estavam em cinco. Eles levaram vários golpes, além de socos e pontapés e mesmo caídos eles não paravam de agredi-los com a madeira num ato frenético de agressão e covardia. Todos tiveram escoriações pelo corpo e rosto, porém um dos meus amigos, ficou gravemente ferido, com um corte na cabeça, olho inchado e hematomas pelo corpo inteiro, tendo que ser levado ao Hospital São Rafael, onde gastou cerca de R$1.100,00 com todos os tipos de exames inclusive Tomografia e medicamentos, saímos do Hospital às 6hs da manhã do dia 13.
Minha amiga e eu não fomos agredidas fisicamente, mas a covardia dessas pessoas foi tanta que eles nos seguraram para que nós não pudéssemos separar e ajudar os nossos amigo que ficaram lá estendidos no chão. De lá do hospital e com muita dor, dois dos nossos amigos foram prestar queixa na 7ª delegacia (Rio Vermelho), onde os policiais ficaram abismados com a situação e deram todo apoio para que o caso fosse levado adiante. Como nem sempre os culpados são punidos, e sendo esta a única forma que nós duas encontramos para fazer com que esse ato não fique impune, resolvemos escrever nossa história para que fosse divulgada para o maior número de pessoas possível, pois caso os culpados saiam ilesos dessa situação, estamos avisando as pessoas que não freqüentem o Bar Viva Zapata, para que isso não aconteça de novo, já que lá eles agem de acordo com sua própria lei.
Ajudem-nos para que a justiça seja feita, mesmo que eles não sejam punidos pela lei, o Bar Viva Zapata sentirá as conseqüências "no bolso". Não Freqüentem!
Caso vocês queiram confirmar essa história, entrem em contato conosco:
inis@click21.com.br
robertacortes@ig.com.br
Ou com a 7ª Delegacia (Rio Vermelho):
Tel.: 3117-5390
Boletim de Ocorrência: 1919/2005
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Eu recebi isso aí, nem sei se é verdade, tem uns números aí, chequem se quiserem.
A informação tem de ser livre. Eu dou a vocês a chance de escolher acreditar as coisas ou não, melhor que não passar adiante.
Decidam por si mesmos.
Ah, Rio de Janeiro, São Paulo, qual a diferença????
Prezados Senhores,
Vimos através desta denunciar uma agressão ocorrida na madrugada do dia 13 de fevereiro de 2005, no Bar Viva Zapata, situado na R. das Hortências, nº 600. Pituba (Tel.:451-0326).
Na noite do dia 12 de fevereiro de 2005, fomos a esse bar comemorar o aniversário de uma amiga, reservamos uma mesa com um dia de antecedência, chegamos por volta das 21:30hs e o problema já começou desde aí, pois a casa estava cheia e tinha fila de espera, então como nossos amigos demoraram um pouco de chegar (cerca de 30min) os garçons queriam tomar nossa mesa para algumas pessoas da fila de espera entrarem. Não entregamos a mesa e informamos que nossos amigos já estavam chegando.
Todos chegaram, e a noite transcorreu bem até a hora de pagar a conta. Como o sistema de cartão de crédito deles estava caindo toda hora, eu e uma amiga minha ficamos no caixa para esperar o cartão passar e dar o restante do dinheiro, enquanto isso nossos amigos saíram e ficaram na escada que dá acesso a saída do Bar Viva Zapata. Foi nessa hora que a discussão começou, o dono do bar - que já sabia que a conta estava sendo paga, pois o mesmo ajudou a passar os cartões de crédito e recebeu em espécie a outra parte da conta - e os seguranças foram tirar satisfação sobre a conta, sendo que a conta já havia sido paga por mim e pela minha amiga, por esse motivo os meninos não entenderam o motivo desta cobrança.
Quando nós chegamos na escada já vimos a confusão formada, começou com empurra-empurra, mas logo depois tudo se transformou num ato de covardia. Quinze seguranças pegaram toras de madeira que decoravam o bar (como corrimão de escada) e começaram a espancar os nossos amigos que estavam em cinco. Eles levaram vários golpes, além de socos e pontapés e mesmo caídos eles não paravam de agredi-los com a madeira num ato frenético de agressão e covardia. Todos tiveram escoriações pelo corpo e rosto, porém um dos meus amigos, ficou gravemente ferido, com um corte na cabeça, olho inchado e hematomas pelo corpo inteiro, tendo que ser levado ao Hospital São Rafael, onde gastou cerca de R$1.100,00 com todos os tipos de exames inclusive Tomografia e medicamentos, saímos do Hospital às 6hs da manhã do dia 13.
Minha amiga e eu não fomos agredidas fisicamente, mas a covardia dessas pessoas foi tanta que eles nos seguraram para que nós não pudéssemos separar e ajudar os nossos amigo que ficaram lá estendidos no chão. De lá do hospital e com muita dor, dois dos nossos amigos foram prestar queixa na 7ª delegacia (Rio Vermelho), onde os policiais ficaram abismados com a situação e deram todo apoio para que o caso fosse levado adiante. Como nem sempre os culpados são punidos, e sendo esta a única forma que nós duas encontramos para fazer com que esse ato não fique impune, resolvemos escrever nossa história para que fosse divulgada para o maior número de pessoas possível, pois caso os culpados saiam ilesos dessa situação, estamos avisando as pessoas que não freqüentem o Bar Viva Zapata, para que isso não aconteça de novo, já que lá eles agem de acordo com sua própria lei.
Ajudem-nos para que a justiça seja feita, mesmo que eles não sejam punidos pela lei, o Bar Viva Zapata sentirá as conseqüências "no bolso". Não Freqüentem!
Caso vocês queiram confirmar essa história, entrem em contato conosco:
inis@click21.com.br
robertacortes@ig.com.br
Ou com a 7ª Delegacia (Rio Vermelho):
Tel.: 3117-5390
Boletim de Ocorrência: 1919/2005
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quinta-feira, fevereiro 10, 2005
Cinema em Sampa
O Espaço Unibanco de Cinema reservou uma sessão só para exibir curtas-metragens.
Na última semana do mês, curtas antes exibidos apenas em festivais e sessões especiais ou que permaneceram inéditos serão exibidos em uma das salas do Espaço Unibanco.
Nas terças-feiras que antecedem a semana que os filmes entram em cartaz, acontece também um pré-estréia para convidados e público no próprio Espaço Unibanco.
Para exibição os curtas devem estar nos formatos 35mm ou HD.
Os interessados devem enviar uma VHS ou DVD do curta para seleção oa endereço abaixo:
A/C Marina Couto
Rua Voluntarios da Patria, 53
Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
22270-000 BRASIL
tel: 55 21 25391505
fax: 55 21 2539-1247
cel: 55 21 93074675
Atenciosamente,
Marina Couto
GRUPO ESTAÇÃO
O Espaço Unibanco de Cinema reservou uma sessão só para exibir curtas-metragens.
Na última semana do mês, curtas antes exibidos apenas em festivais e sessões especiais ou que permaneceram inéditos serão exibidos em uma das salas do Espaço Unibanco.
Nas terças-feiras que antecedem a semana que os filmes entram em cartaz, acontece também um pré-estréia para convidados e público no próprio Espaço Unibanco.
Para exibição os curtas devem estar nos formatos 35mm ou HD.
Os interessados devem enviar uma VHS ou DVD do curta para seleção oa endereço abaixo:
A/C Marina Couto
Rua Voluntarios da Patria, 53
Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
22270-000 BRASIL
tel: 55 21 25391505
fax: 55 21 2539-1247
cel: 55 21 93074675
Atenciosamente,
Marina Couto
GRUPO ESTAÇÃO
Pós Carnaval
Passei o carnaval no Capão.
Foi muito bom. Eu adoro rios e pedras, e andar, e calor, e dormir abraçadinho com Alice. E eu fiz muito disso!
Andei muito, fui em rios e cachoeiras maravilhosos, com muitas pedras, e dormi numa barraca apertadíssima que cabia mal-e-mal eu Alice e as bagagens, num colchão de solteiro conseguido emprestado no Camping.
Mas o Capão estava lotado, lotado, lotado. Mesmo, assim, do nível insuportável.
Lá em cima da cachoeira da fumaça, havia mais de 100 pessoas. Eu tive que entrar na fila para poder ir para a ponta da pedra, deitar, e olhar lá para baixo. E eu fiquei uns 20 minutos na fila.
Encontrei meia Aldeia Jaguaribe e adjacências. Encontrei gente com quem trabalhei e lembrava, com quem trabalhei e não lembrava, com ex-namorada de amiga que não lembrava, com ex-namorados de amigas que lembrava, com amigos de infância, com desafetos, com amigas, com ex-namorados da sogra, com meia galera de teatro da Bahia, com videoastas, com ex-moradores da Aldeia que viraram guias de trilhas, com pessoas que fizeram trilha de 4 dias que eu achava que não conseguiriam andar até o quarteirão vizinho sem se cansar, enfim, todo tipo de gente, até um sósia de Rodolfo, só que negro e de dread.
Mas foi divertido mesmo assim. Falta agora conhecer o morro do Gavião, e subir depois da cachoeira das Angélicas até o poço dos Duendes.
Mas da próxima vez, eu ligo antes reservando um quarto numa pousada. Barraca nunca mais!
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Passei o carnaval no Capão.
Foi muito bom. Eu adoro rios e pedras, e andar, e calor, e dormir abraçadinho com Alice. E eu fiz muito disso!
Andei muito, fui em rios e cachoeiras maravilhosos, com muitas pedras, e dormi numa barraca apertadíssima que cabia mal-e-mal eu Alice e as bagagens, num colchão de solteiro conseguido emprestado no Camping.
Mas o Capão estava lotado, lotado, lotado. Mesmo, assim, do nível insuportável.
Lá em cima da cachoeira da fumaça, havia mais de 100 pessoas. Eu tive que entrar na fila para poder ir para a ponta da pedra, deitar, e olhar lá para baixo. E eu fiquei uns 20 minutos na fila.
Encontrei meia Aldeia Jaguaribe e adjacências. Encontrei gente com quem trabalhei e lembrava, com quem trabalhei e não lembrava, com ex-namorada de amiga que não lembrava, com ex-namorados de amigas que lembrava, com amigos de infância, com desafetos, com amigas, com ex-namorados da sogra, com meia galera de teatro da Bahia, com videoastas, com ex-moradores da Aldeia que viraram guias de trilhas, com pessoas que fizeram trilha de 4 dias que eu achava que não conseguiriam andar até o quarteirão vizinho sem se cansar, enfim, todo tipo de gente, até um sósia de Rodolfo, só que negro e de dread.
Mas foi divertido mesmo assim. Falta agora conhecer o morro do Gavião, e subir depois da cachoeira das Angélicas até o poço dos Duendes.
Mas da próxima vez, eu ligo antes reservando um quarto numa pousada. Barraca nunca mais!
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quinta-feira, janeiro 27, 2005
terça-feira, janeiro 11, 2005
Um pouco de Teoria da Conspiração
Asia Tsunami Caused by Nuclear Test - Report
Politics: 6 January 2005, Thursday.
The earthquake that devastated the Indian Ocean on December 26, triggering mammoth waves called tsunami, "was possibly" caused by an Indian nuclear experiment, an Egyptian weekly magazine wrote on Thursday.
In the suggested test, according to the Al-Osboa magazine, "Israeli and American nuclear experts participated".
India, in its heated nuclear race with Pakistan, has lately received sophisticated nuclear know-how from the United States and Israel, both of which "showed readiness to cooperate with India in experiments to exterminate humankind," the Egyptian magazine commented.
Geologists labeled that region "The Fire Belt" for being "a dangerous terrain that can move at anytime, without human intervention," Al-Osboa wrote.
The Egyptian weekly magazine concludes in its report that "the exchange of nuclear experts between Israel and India, and US pressure on Pakistan which is exerted by supplying India with state-of-the-art nuclear technology and preventing Islamabad from cooperating with Asian and Islamic states in the nuclear field, pose a big question mark on the causes behind the violent Asian earthquake."
To produce an earthquake of 9.0 like the one in the Indian Ocean, a bomb of 178 megaton would be necessary to blow off, the Russian online edition MIGnews commented. However, neither India or Israel, nor the USA disposes of such bomb. The maximum power known to be tested so far on earth was the H-bomb of 57 megaton tested by the former USSR in 1961.
Asia Tsunami Caused by Nuclear Test - Report
Politics: 6 January 2005, Thursday.
The earthquake that devastated the Indian Ocean on December 26, triggering mammoth waves called tsunami, "was possibly" caused by an Indian nuclear experiment, an Egyptian weekly magazine wrote on Thursday.
In the suggested test, according to the Al-Osboa magazine, "Israeli and American nuclear experts participated".
India, in its heated nuclear race with Pakistan, has lately received sophisticated nuclear know-how from the United States and Israel, both of which "showed readiness to cooperate with India in experiments to exterminate humankind," the Egyptian magazine commented.
Geologists labeled that region "The Fire Belt" for being "a dangerous terrain that can move at anytime, without human intervention," Al-Osboa wrote.
The Egyptian weekly magazine concludes in its report that "the exchange of nuclear experts between Israel and India, and US pressure on Pakistan which is exerted by supplying India with state-of-the-art nuclear technology and preventing Islamabad from cooperating with Asian and Islamic states in the nuclear field, pose a big question mark on the causes behind the violent Asian earthquake."
To produce an earthquake of 9.0 like the one in the Indian Ocean, a bomb of 178 megaton would be necessary to blow off, the Russian online edition MIGnews commented. However, neither India or Israel, nor the USA disposes of such bomb. The maximum power known to be tested so far on earth was the H-bomb of 57 megaton tested by the former USSR in 1961.
sexta-feira, janeiro 07, 2005
Bahia por Exemplo
José Augusto
A Sala Walter da Silveira vai exibir, dia 12, pelo projeto Quartas Baianas, o filme do cineasta baiano Rex Schindler, do qual foram lançadas cópias em 35 mm, VHS e DVD, que estão fazendo sucesso no meio cultural baiano.
O documentário, de 90 minutos, foi realizado há mais de 40 anos, no auge da explosão cinematográfica baiana, quando Salvador chegou a ser considerada a Meca do Cinema Nacional, título que Walter da Silveira detestava.
A cópia estava estragada e foi totalmente recuperada com recursos do Fazcultura, com apoio do empresário baiano José Augusto Melo. Verificou-se um fato sensacional: hoje, o filme é mais importante do que quando foi feito, transformou-se em um documentário histórico dos mais preciosos.
Bahia por Exemplo mostra, com maestria, como era a Bahia culturalmente à época. Rex filmou o que havia de melhor, com depoimento das personalidades artísticas mais importantes – hoje, a maioria está morta. Há registro da pesca de xaréu, dos bondes pelas ruas, da Orquestra Sinfônica da Bahia, com o maestro Koellreutter, do Museu de Arte Moderna da Bahia, de Lina Bo Bardi, da Escola de Teatro da Bahia, com Martim Gonçalves.
Mostra ainda a dedicação do reitor Edgard Santos à frente da Universidade Federal da Bahia; a Sociedade de Cultura Artística da Bahia (Scab), de Alexandrina Ramalho e José Silveira; o Clube de Cinema da Bahia, com Walter da Silveira fazendo palestras antes das exibições; o Cinema Novo, com Glauber Rocha, Oscar Santana, Roberto Pires – a explosão artística cultural da Bahia nos anos 60.
Chegam a comover os grandes escritores e artistas baianos, alguns iniciando carreira, dando depoimento e trabalhando ao vivo. Carybé, na praia, fazendo esboços dos pescadores e gente do povo, imortalizados depois em suas telas; Jenner Augusto, desenhando as palafitas dos Alagados; Calasans Neto, com as primeiras cabras e baleias; e mais Genaro de Carvalho, Carlos Bastos, Juarez Paraíso e outros.
Há depoimentos preciosos de Jorge Amado, ainda moço, Mãe Menininha do Gantois, Olga de Alaketo, Mestre Didi, dom Jerônimo, Lindemberg Cardoso, com seu coral e suas músicas, Dorival Caymmi cantando nas praias, Glauber Rocha, Mário Cravo, Hansen Bahia, Walter Smetack, Cid Teixeira e tantos outros.
Tudo filmado ao vivo, colorido, nos próprios locais e com a maior fidelidade. Quem vê a fita, fica comovido ao constatar que a Bahia, culturalmente, já teve maior representatividade. O filme de Rex Schindler é um documentário dos mais importantes não só para a Bahia como para o Brasil. Foram feitas cópias em inglês para exibição no estrangeiro.
Bahia por Exemplo - De Rex Schindler - Dia 12, 20h - Sala Walter da Silveira - Entrada franca
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José Augusto
A Sala Walter da Silveira vai exibir, dia 12, pelo projeto Quartas Baianas, o filme do cineasta baiano Rex Schindler, do qual foram lançadas cópias em 35 mm, VHS e DVD, que estão fazendo sucesso no meio cultural baiano.
O documentário, de 90 minutos, foi realizado há mais de 40 anos, no auge da explosão cinematográfica baiana, quando Salvador chegou a ser considerada a Meca do Cinema Nacional, título que Walter da Silveira detestava.
A cópia estava estragada e foi totalmente recuperada com recursos do Fazcultura, com apoio do empresário baiano José Augusto Melo. Verificou-se um fato sensacional: hoje, o filme é mais importante do que quando foi feito, transformou-se em um documentário histórico dos mais preciosos.
Bahia por Exemplo mostra, com maestria, como era a Bahia culturalmente à época. Rex filmou o que havia de melhor, com depoimento das personalidades artísticas mais importantes – hoje, a maioria está morta. Há registro da pesca de xaréu, dos bondes pelas ruas, da Orquestra Sinfônica da Bahia, com o maestro Koellreutter, do Museu de Arte Moderna da Bahia, de Lina Bo Bardi, da Escola de Teatro da Bahia, com Martim Gonçalves.
Mostra ainda a dedicação do reitor Edgard Santos à frente da Universidade Federal da Bahia; a Sociedade de Cultura Artística da Bahia (Scab), de Alexandrina Ramalho e José Silveira; o Clube de Cinema da Bahia, com Walter da Silveira fazendo palestras antes das exibições; o Cinema Novo, com Glauber Rocha, Oscar Santana, Roberto Pires – a explosão artística cultural da Bahia nos anos 60.
Chegam a comover os grandes escritores e artistas baianos, alguns iniciando carreira, dando depoimento e trabalhando ao vivo. Carybé, na praia, fazendo esboços dos pescadores e gente do povo, imortalizados depois em suas telas; Jenner Augusto, desenhando as palafitas dos Alagados; Calasans Neto, com as primeiras cabras e baleias; e mais Genaro de Carvalho, Carlos Bastos, Juarez Paraíso e outros.
Há depoimentos preciosos de Jorge Amado, ainda moço, Mãe Menininha do Gantois, Olga de Alaketo, Mestre Didi, dom Jerônimo, Lindemberg Cardoso, com seu coral e suas músicas, Dorival Caymmi cantando nas praias, Glauber Rocha, Mário Cravo, Hansen Bahia, Walter Smetack, Cid Teixeira e tantos outros.
Tudo filmado ao vivo, colorido, nos próprios locais e com a maior fidelidade. Quem vê a fita, fica comovido ao constatar que a Bahia, culturalmente, já teve maior representatividade. O filme de Rex Schindler é um documentário dos mais importantes não só para a Bahia como para o Brasil. Foram feitas cópias em inglês para exibição no estrangeiro.
Bahia por Exemplo - De Rex Schindler - Dia 12, 20h - Sala Walter da Silveira - Entrada franca
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“Cinema é um atraso de vida”
Desiludido, mas com a verve de sempre, Edgard Navarro explica por que está pensando em deixar o cinema
Ceci Alves
O diretor baiano de cinema Edgard Navarro, a princípio, não queria dar entrevista: “Eu estou despongando do cinema. Por isso, não quero falar dele”, justificou.
A afirmativa era grave. Edgard - engenheiro civil aposentado - dedicou a vida à Sétima Arte. E, quando finalmente pôde fazer seu primeiro longa-metragem, foi acometido por um surto de desilusão. Tudo por conta das pressões que sofreu do mundo real para colocar o filme Eu Me Lembro na lata.
“Esse mundo do CNPJ me assusta, sou angustiado, neurótico. Não quero dar minha alma para Satanás, que para mim é o dinheiro, a chapa branca”, diz Navarro, se declarando incapaz de produzir uma obra artística para um mercado “que suga o sangue do diretor”.
Desiludido, mas com a verve de sempre, o polêmico e irreverente autor do genial média-metragem Superoutro, que arrebatou os principais prêmios do Festival de Gramado à época de seu lançamento (1989), finalmente aceitou falar pessoalmente de Eu Me Lembro e do fazer cinematográfico. E, brincando com as palavras, diz por que vai abandonar o “bonde andando” do cinema nacional - aquele que está sempre sendo retomado - na entrevista que segue.
A TARDE - Você diz que está “despongando do cinema”. O que significa essa afirmação? O bonde vai andar sem você?
Edgard Navarro – Estou despongando porque eu perdi. Porque, se é verdade que os rápidos vão engolir os lentos, eu sou lento, e gosto de ser lento. Estou despongando do cinema porque a minha vida inteira – tenho 55 anos – tentei fazer as coisas de uma forma correta, transgredindo apenas nas metáforas e na criação, e a coisa não andou como eu esperava. O menino se transformou num homem que, para fazer cinema, teve de fazer muitas concessões. Passei dois anos esperando verba para finalizar algo que filmei em 2002 (N.R.: Eu Me Lembro, longa que ganhou o primeiro edital de produção de cinema do governo do Estado) e, só dois anos e meio depois, vou finalizá-lo, por não estar próximo a uma plêiade, ao jet set, a um star system, aos globais que fazem e que decidem o cinema nacional. Não tenho esse perfil, talvez porque sou feio, pobre, nordestino, que tem que vestir a beca, e não só vestir a beca, mas também conhecer fulano, ser apadrinhado... Eu não tenho esse savoir-faire. Eu desagrado. As pessoas não vão me convidar para uma festa porque sabem que sempre vou dar um peido, ou falar um palavrão impublicável, ou dizer, na minha ousadia ingênua, que o rei está nu.
AT - Você não acha que isso é entregar os pontos depois de ter nadado até a praia?
EN - Fiz o (média-metragem) Superoutro em 87/89 e consigo, 15 anos depois de um trabalho renitente, escrevendo muitos roteiros, tentando vários concursos e sem passar em nenhum, fazer meu primeiro longa-metragem. E, cá estou eu, 20 anos depois, me esforçando (ainda) para terminar meu primeiro longa-metragem. É frustrante. Então, acabou esse tempo, é hora de parar e fazer algo que valha a pena e não custe tanto. Para quem deu certo e consegue fazer essa ponte da poesia com o real – falo também do real moeda – só tenho admiração. Eu não dei certo.
AT - Você atribui o seu fracasso a alguma coisa, do tipo (falta de) políticas públicas na Bahia, ao destino, à sorte...?
EN - Não há política do audiovisual na Bahia, nem no Brasil. Por isso, não consegui continuar fazendo filmes depois de Superoutro. Isso é uma coisa perversa e representa, na Bahia, a hegemonia de um grupo que está aí há 30 anos boicotando o Estado, e que não fez, em termos do audiovisual, uma política crível. Se não, eu, cineasta baiano, teria grana para estar fazendo um próximo filme. Se não, depois de Superoutro, eu teria feito O Homem Que Não Dormia, que foi o roteiro que escrevi logo depois, e, quem sabe, hoje, eu não teria que despongar. Mas eu também faço um mea culpa: Superoutro tinha 45 minutos. Será que se ele tivesse o formato de consumo do mercado – mais 15 minutos, ou se fosse até de uma hora e 20 minutos – poderia ter conseguido sucesso e, assim, hoje, teria dispensado ser beneficiário político de um governo que “incentiva” o audiovisual? Quem sabe, então, O Homem Que Não Dormia poderia ter rendido um fundo de investimento para novos cineastas, já que eu estaria no meu mar, dialogando com Pedro Almodóvar e com os de minha geração. Mas não fui testado para as multidões, como Almodóvar, Caetano e Gil. Me sinto frustrado. Fui esmagado.
AT - Por que despongar só agora, então?
EN - Eu não faço as concessões que fiz ao entrar num projeto de um longa que ganhou R$ 1 milhão, atrelado a contratos com empresas que representam o filme, que é controlado de todas as formas pelo financiador – pelo Estado –, que quer ver as exigências cumpridas. E ainda tem as exigências do mercado, de ter que fazer sucesso, de ter que arrasar nos festivais. Eu tô muito angustiado com esse babado todo, com essa politica que não responde. Quero despongar do cinema tal como ele é feito, com todo esse aparato técnico, com um orçamento de R$ 6 milhões. Desisto disso.
AT - Não há chance de volta?
EN - Se Eu Me Lembro me tornar uma grife, e os produtores correrem atrás de mim com tempo e dinheiro, eu volto. Sem pensar em números, sem estar preocupado com dinheiro, ou seja, tentar dialogar com Satanás de uma forma interessante, inteligente, temperada.
AT - Enquanto isso não acontece, o que você vai fazer da vida?
EN - Quero me despir e ficar nu que nem o rei, fazer vôos alternativos. Acordei para a câmera digital, quero pegar uma e sair filmando, usar a música que quiser sem ter que estar atrelado à indústria fonoaudiovisual. Desisto de ser um homem do playground, quero ser do underground. Essa é uma alternativa existencial, porque não tenho muito tempo de vida. Quero dedicar esses últimos 30 anos que tenho para o amor verdadeiro, para as coisas reais. Não quero mais concorrer a editais, atravessar espinhos, pântanos, para chegar à terra prometida.
AT - Você recebeu R$ 1 milhão do governo do Estado para fazer seu filme. Isso faz cinco anos, e você ainda não terminou seu filme. Por conta disso, correm muitos boatos, de que você e/ou a empresa produtora não soube (souberam) administrar esse dinheiro, que vocês estouraram o orçamento, e que, por causa do atraso de Eu Me Lembro, não houve edital para cinema e vídeo do Estado em 2003. O que você acha dessa boataria?
EN - O governo não fez edital porque não quis! O filme não estava – como não está – concluído, mas, em termos formais, para as exigências do edital, nossa tarefa estava cumprida, e no prazo que eles estipularam. Exibimos o filme numa versão dada como finalizada, como foi exigido à (produtora) Truk, em fevereiro de 2003. Por que não fizeram concurso por nossa causa, se eles deram à Truk a última parcela que faltava do financiamento do filme, a tal parcela do filme pronto? Eles usaram isso como pretexto.
AT - Por que Eu Me Lembro está demorando tanto de ser finalizado?
EN - Tive que parar o processo porque não tinha mais grana. Tive que reduzir o número de seqüências durante a filmagem, de 120 para 83, também por conta do orçamento apertado. Mas isso não refletiu na qualidade do filme. Pré-editamos, paramos alguns meses, retomamos, para enxugar a edição, e, aí, paramos de vez, porque não tinha como continuar. Parou de vez em 2003, até hoje. Mas já exibimos em vídeo, na Sala Walter da Silveira, em maio desse ano, o que me deixou aliviado.
AT - Por que o alívio?
EN - Porque convivi muito tempo com o filme sem saber como iria bater nas pessoas. Quando bateu e a recepção foi positiva, calorosa, vi pessoas rindo e chorando, se emocionando, eu disse: ‘Meu Deus, o filme funciona! Aí, é só alegria. Não consegui dormir naquela noite, de alegria incontida. Estou muito satisfeito com o resultado final, mesmo com todas as dificuldades de produção. É meu filme e funcionou, apesar de todos os problemas.
AT - E o que falta agora, para ele sair da lata para a tela?
EN - Falta a edição de som, o pagamento de direitos autorais das músicas (que compõem a trilha), a criação e gravação da música original – que pedi ao Caetano (Veloso) para fazer –, mixagem e laboratório, que é a parte mais cara. Depois de tudo isso, tenho que parar de novo e esperar outra verba, a de lançamento, para fazer cópias, cartaz, mídia... Mas, estando pronta a primeira cópia, posso não lançar o filme comercialmente, passá-lo em festivais, ganhar notoriedade e, aí, ter verba de lançamento.
AT - É verdade que uma das coisas que estaria atrasando a saída do filme seria o pagamento dos direitos autorais da trilha?
Estou tentando liberar o direito autoral de mais de 30 músicas. São fonogramas caros para o filme, tanto em dinheiro quanto em memória. Isso vai ter que ser negociado com as editoras, e só uma determinada empresa está cobrando US$ 3,5 mil música de importância terciária ao filme. São quatro as músicas importantes: as duas mais são Luzia Luluza, de Gilberto Gil, e Shine On You Crazy Diamonds, do Pink Floyd. Depois vem O Que Foi Feito de Vera, de Milton Nascimento, e A Day In The Life, dos Beatles. Estamos em negociação.
AT - Fale um pouco mais de seu filme.
EN - Eu Me Lembro é um filme de memória. É a visão de um personagem inspirado em mim, abrindo um universo que abriga minha geração. Nele, eu trabalho coisas que me aconteceram, condenso fatos, acrescento coisas que aconteceram com outras pessoas, dou cores fortes em alguns momentos. Trabalho a tensão dramática como um ourives. Eu trabalho a anatomia do drama no filme com minha veia manipuladora dos fatos, da realidade. São 20 anos – de 1954 a 1974 – em 100 minutos.
AT - Então você passeia por dez anos de ditadura. A política é um aspecto importante no filme?
EN - O aspecto político daqueles anos aparece, apenas, como pano de fundo do filme. Esse eu do título é um eu poético que criei para representar a mim mesmo e à minha geração. Encaro isso de autobiografia como um carma, um exorcismo.
AT - Como é voltar a filmar?
EN - Tenho pânico de estar com uma equipe, com equipamentos caros e grana para financiar esse exército todo, com o taxímetro rodando. É muito para mim. Trabalho sob estresse violento, não fico nada confortável.
AT - Vinte anos é o tempo de uma geração. É o fechamento de um ciclo?
EN - Estou virando a página, encerrando esse ciclo e começando uma vida nova. Acabou o cinema, não quero mais dar murros em ponta de faca. A criação de Eu Me Lembro, por exemplo, já foi. Ficar cinco anos assim, sem terminar, dá uma sensação de atraso. Cinema é um atraso de vida.
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Desiludido, mas com a verve de sempre, Edgard Navarro explica por que está pensando em deixar o cinema
Ceci Alves
O diretor baiano de cinema Edgard Navarro, a princípio, não queria dar entrevista: “Eu estou despongando do cinema. Por isso, não quero falar dele”, justificou.
A afirmativa era grave. Edgard - engenheiro civil aposentado - dedicou a vida à Sétima Arte. E, quando finalmente pôde fazer seu primeiro longa-metragem, foi acometido por um surto de desilusão. Tudo por conta das pressões que sofreu do mundo real para colocar o filme Eu Me Lembro na lata.
“Esse mundo do CNPJ me assusta, sou angustiado, neurótico. Não quero dar minha alma para Satanás, que para mim é o dinheiro, a chapa branca”, diz Navarro, se declarando incapaz de produzir uma obra artística para um mercado “que suga o sangue do diretor”.
Desiludido, mas com a verve de sempre, o polêmico e irreverente autor do genial média-metragem Superoutro, que arrebatou os principais prêmios do Festival de Gramado à época de seu lançamento (1989), finalmente aceitou falar pessoalmente de Eu Me Lembro e do fazer cinematográfico. E, brincando com as palavras, diz por que vai abandonar o “bonde andando” do cinema nacional - aquele que está sempre sendo retomado - na entrevista que segue.
A TARDE - Você diz que está “despongando do cinema”. O que significa essa afirmação? O bonde vai andar sem você?
Edgard Navarro – Estou despongando porque eu perdi. Porque, se é verdade que os rápidos vão engolir os lentos, eu sou lento, e gosto de ser lento. Estou despongando do cinema porque a minha vida inteira – tenho 55 anos – tentei fazer as coisas de uma forma correta, transgredindo apenas nas metáforas e na criação, e a coisa não andou como eu esperava. O menino se transformou num homem que, para fazer cinema, teve de fazer muitas concessões. Passei dois anos esperando verba para finalizar algo que filmei em 2002 (N.R.: Eu Me Lembro, longa que ganhou o primeiro edital de produção de cinema do governo do Estado) e, só dois anos e meio depois, vou finalizá-lo, por não estar próximo a uma plêiade, ao jet set, a um star system, aos globais que fazem e que decidem o cinema nacional. Não tenho esse perfil, talvez porque sou feio, pobre, nordestino, que tem que vestir a beca, e não só vestir a beca, mas também conhecer fulano, ser apadrinhado... Eu não tenho esse savoir-faire. Eu desagrado. As pessoas não vão me convidar para uma festa porque sabem que sempre vou dar um peido, ou falar um palavrão impublicável, ou dizer, na minha ousadia ingênua, que o rei está nu.
AT - Você não acha que isso é entregar os pontos depois de ter nadado até a praia?
EN - Fiz o (média-metragem) Superoutro em 87/89 e consigo, 15 anos depois de um trabalho renitente, escrevendo muitos roteiros, tentando vários concursos e sem passar em nenhum, fazer meu primeiro longa-metragem. E, cá estou eu, 20 anos depois, me esforçando (ainda) para terminar meu primeiro longa-metragem. É frustrante. Então, acabou esse tempo, é hora de parar e fazer algo que valha a pena e não custe tanto. Para quem deu certo e consegue fazer essa ponte da poesia com o real – falo também do real moeda – só tenho admiração. Eu não dei certo.
AT - Você atribui o seu fracasso a alguma coisa, do tipo (falta de) políticas públicas na Bahia, ao destino, à sorte...?
EN - Não há política do audiovisual na Bahia, nem no Brasil. Por isso, não consegui continuar fazendo filmes depois de Superoutro. Isso é uma coisa perversa e representa, na Bahia, a hegemonia de um grupo que está aí há 30 anos boicotando o Estado, e que não fez, em termos do audiovisual, uma política crível. Se não, eu, cineasta baiano, teria grana para estar fazendo um próximo filme. Se não, depois de Superoutro, eu teria feito O Homem Que Não Dormia, que foi o roteiro que escrevi logo depois, e, quem sabe, hoje, eu não teria que despongar. Mas eu também faço um mea culpa: Superoutro tinha 45 minutos. Será que se ele tivesse o formato de consumo do mercado – mais 15 minutos, ou se fosse até de uma hora e 20 minutos – poderia ter conseguido sucesso e, assim, hoje, teria dispensado ser beneficiário político de um governo que “incentiva” o audiovisual? Quem sabe, então, O Homem Que Não Dormia poderia ter rendido um fundo de investimento para novos cineastas, já que eu estaria no meu mar, dialogando com Pedro Almodóvar e com os de minha geração. Mas não fui testado para as multidões, como Almodóvar, Caetano e Gil. Me sinto frustrado. Fui esmagado.
AT - Por que despongar só agora, então?
EN - Eu não faço as concessões que fiz ao entrar num projeto de um longa que ganhou R$ 1 milhão, atrelado a contratos com empresas que representam o filme, que é controlado de todas as formas pelo financiador – pelo Estado –, que quer ver as exigências cumpridas. E ainda tem as exigências do mercado, de ter que fazer sucesso, de ter que arrasar nos festivais. Eu tô muito angustiado com esse babado todo, com essa politica que não responde. Quero despongar do cinema tal como ele é feito, com todo esse aparato técnico, com um orçamento de R$ 6 milhões. Desisto disso.
AT - Não há chance de volta?
EN - Se Eu Me Lembro me tornar uma grife, e os produtores correrem atrás de mim com tempo e dinheiro, eu volto. Sem pensar em números, sem estar preocupado com dinheiro, ou seja, tentar dialogar com Satanás de uma forma interessante, inteligente, temperada.
AT - Enquanto isso não acontece, o que você vai fazer da vida?
EN - Quero me despir e ficar nu que nem o rei, fazer vôos alternativos. Acordei para a câmera digital, quero pegar uma e sair filmando, usar a música que quiser sem ter que estar atrelado à indústria fonoaudiovisual. Desisto de ser um homem do playground, quero ser do underground. Essa é uma alternativa existencial, porque não tenho muito tempo de vida. Quero dedicar esses últimos 30 anos que tenho para o amor verdadeiro, para as coisas reais. Não quero mais concorrer a editais, atravessar espinhos, pântanos, para chegar à terra prometida.
AT - Você recebeu R$ 1 milhão do governo do Estado para fazer seu filme. Isso faz cinco anos, e você ainda não terminou seu filme. Por conta disso, correm muitos boatos, de que você e/ou a empresa produtora não soube (souberam) administrar esse dinheiro, que vocês estouraram o orçamento, e que, por causa do atraso de Eu Me Lembro, não houve edital para cinema e vídeo do Estado em 2003. O que você acha dessa boataria?
EN - O governo não fez edital porque não quis! O filme não estava – como não está – concluído, mas, em termos formais, para as exigências do edital, nossa tarefa estava cumprida, e no prazo que eles estipularam. Exibimos o filme numa versão dada como finalizada, como foi exigido à (produtora) Truk, em fevereiro de 2003. Por que não fizeram concurso por nossa causa, se eles deram à Truk a última parcela que faltava do financiamento do filme, a tal parcela do filme pronto? Eles usaram isso como pretexto.
AT - Por que Eu Me Lembro está demorando tanto de ser finalizado?
EN - Tive que parar o processo porque não tinha mais grana. Tive que reduzir o número de seqüências durante a filmagem, de 120 para 83, também por conta do orçamento apertado. Mas isso não refletiu na qualidade do filme. Pré-editamos, paramos alguns meses, retomamos, para enxugar a edição, e, aí, paramos de vez, porque não tinha como continuar. Parou de vez em 2003, até hoje. Mas já exibimos em vídeo, na Sala Walter da Silveira, em maio desse ano, o que me deixou aliviado.
AT - Por que o alívio?
EN - Porque convivi muito tempo com o filme sem saber como iria bater nas pessoas. Quando bateu e a recepção foi positiva, calorosa, vi pessoas rindo e chorando, se emocionando, eu disse: ‘Meu Deus, o filme funciona! Aí, é só alegria. Não consegui dormir naquela noite, de alegria incontida. Estou muito satisfeito com o resultado final, mesmo com todas as dificuldades de produção. É meu filme e funcionou, apesar de todos os problemas.
AT - E o que falta agora, para ele sair da lata para a tela?
EN - Falta a edição de som, o pagamento de direitos autorais das músicas (que compõem a trilha), a criação e gravação da música original – que pedi ao Caetano (Veloso) para fazer –, mixagem e laboratório, que é a parte mais cara. Depois de tudo isso, tenho que parar de novo e esperar outra verba, a de lançamento, para fazer cópias, cartaz, mídia... Mas, estando pronta a primeira cópia, posso não lançar o filme comercialmente, passá-lo em festivais, ganhar notoriedade e, aí, ter verba de lançamento.
AT - É verdade que uma das coisas que estaria atrasando a saída do filme seria o pagamento dos direitos autorais da trilha?
Estou tentando liberar o direito autoral de mais de 30 músicas. São fonogramas caros para o filme, tanto em dinheiro quanto em memória. Isso vai ter que ser negociado com as editoras, e só uma determinada empresa está cobrando US$ 3,5 mil música de importância terciária ao filme. São quatro as músicas importantes: as duas mais são Luzia Luluza, de Gilberto Gil, e Shine On You Crazy Diamonds, do Pink Floyd. Depois vem O Que Foi Feito de Vera, de Milton Nascimento, e A Day In The Life, dos Beatles. Estamos em negociação.
AT - Fale um pouco mais de seu filme.
EN - Eu Me Lembro é um filme de memória. É a visão de um personagem inspirado em mim, abrindo um universo que abriga minha geração. Nele, eu trabalho coisas que me aconteceram, condenso fatos, acrescento coisas que aconteceram com outras pessoas, dou cores fortes em alguns momentos. Trabalho a tensão dramática como um ourives. Eu trabalho a anatomia do drama no filme com minha veia manipuladora dos fatos, da realidade. São 20 anos – de 1954 a 1974 – em 100 minutos.
AT - Então você passeia por dez anos de ditadura. A política é um aspecto importante no filme?
EN - O aspecto político daqueles anos aparece, apenas, como pano de fundo do filme. Esse eu do título é um eu poético que criei para representar a mim mesmo e à minha geração. Encaro isso de autobiografia como um carma, um exorcismo.
AT - Como é voltar a filmar?
EN - Tenho pânico de estar com uma equipe, com equipamentos caros e grana para financiar esse exército todo, com o taxímetro rodando. É muito para mim. Trabalho sob estresse violento, não fico nada confortável.
AT - Vinte anos é o tempo de uma geração. É o fechamento de um ciclo?
EN - Estou virando a página, encerrando esse ciclo e começando uma vida nova. Acabou o cinema, não quero mais dar murros em ponta de faca. A criação de Eu Me Lembro, por exemplo, já foi. Ficar cinco anos assim, sem terminar, dá uma sensação de atraso. Cinema é um atraso de vida.
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Sala Alexandre Robatto - Férias Infantis
Dia 07/01 (Sexta-feira)
FormiguinhaZ, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 08/01 (Sábado)
A Fuga das Galinhas, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 09/01 (Domingo)
Procurando Nemo, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 10/01 (Segunda-feira)
Shrek 2, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 11/01 (Terça-feira)
Toy Story, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 12/01 (Quarta-feira)
A Viagem de Chihiro, às 14h00 e 16h30
Palestra com o fotógrafo Márcio RM, às 19h00
Dia 13/01 (Quinta-feira)
Vida de Inseto, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Passaram também:
Aristogatas (Dia 03/01)
Bernardo e Bianca (Dia 04/01)
As Biciletas de Belleville, (Dia 05/01)
Uma Cilada Para Roger Rabbit (Dia 06/01)
Massa!
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Dia 07/01 (Sexta-feira)
FormiguinhaZ, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 08/01 (Sábado)
A Fuga das Galinhas, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 09/01 (Domingo)
Procurando Nemo, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 10/01 (Segunda-feira)
Shrek 2, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 11/01 (Terça-feira)
Toy Story, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Dia 12/01 (Quarta-feira)
A Viagem de Chihiro, às 14h00 e 16h30
Palestra com o fotógrafo Márcio RM, às 19h00
Dia 13/01 (Quinta-feira)
Vida de Inseto, às 14h00, 16h00, 18h00 e 20h00
Passaram também:
Aristogatas (Dia 03/01)
Bernardo e Bianca (Dia 04/01)
As Biciletas de Belleville, (Dia 05/01)
Uma Cilada Para Roger Rabbit (Dia 06/01)
Massa!
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Le Monde
Sobre a pressão avassaladora exercida pelos EUA para não perderem terreno no campo audiovisual mundial.
Nicole Vulser
A cultura acabou se tornando uma valiosa meta estratégica no jogo da geopolítica global. Desde que as indústrias culturais se tornaram os bens de exportação mais importantes para os Estados Unidos, e no momento em que se negocia na Unesco (Organização das Nações Unidas em prol da educação, da ciência e da cultura) um projeto de convenção visando a proteger a diversidade cultural, a determinação dos americanos a preservar as suas vantagens adquiridas e a sua influência no mundo torna-se mais do que nunca um destaque da atualidade.
De 13 a 18 de dezembro, um grupo de 24 delegações aperfeiçoou o anteprojeto desta convenção, que deverá ser votada em outubro de 2005. As lutas que vêm sendo travadas dentro da Unesco para criar um instrumento jurídico bastante rígido destinado a proteger a diversidade cultural, refletem claramente uma batalha econômica muito mais vasta, a qual vem sendo conduzida cotidianamente pelos americanos.
O cineasta marroquino Nabil Ayouch sabe muito bem disso, desde que ele organizou, na qualidade de fundador da Coalizão marroquina em prol da diversidade cultural, uma manifestação pacífica em Rabat, em 26 de janeiro de 2003. A polícia interveio, ferindo levemente alguns dos manifestantes, enquanto a multidão, que estava reunida num ato em que todos ficaram sentados no chão, queria evitar que os acordos comerciais que estavam sendo negociados com os Estados Unidos permitissem que os americanos se apoderassem do conjunto do setor audiovisual privado marroquino.
"O acordo de livre-comércio deveria integrar todos os setores da economia", explica o diretor de "Une minute de soleil em moins" (Um minuto de sol a menos, 2003). "O nível das subvenções concedidas à cultura não pôde ser mantido, mas nada pôde ser realmente planejado no sentido de preservar a valer o futuro e autorizar a liberação de subvenções públicas nas novas tecnologias ou na Internet". "O pedido que nós estávamos formulando, que consistia em impor quotas de cinema nacional na programação televisiva ou de música marroquina nas rádios não deu em nada", lamenta Nabil Ayouch. "Em contrapartida, nós obtivemos ganho de causa em relação à lei sobre o audiovisual. Os americanos pretendiam poder adquirir mais de 49% do capital de um canal de televisão e modificar a lei para controlar vários deles. Isso não foi possível".
"Foi preciso que haja uma intervenção muito clara de Jacques Chirac junto às autoridades marroquinas para que o pior seja evitado", explicaram os assessores de François Loos, o ministro delegado para o comércio exterior.
"Os americanos propuseram abrir o seu mercado para os produtos agrícolas marroquinos. Em contrapartida, o Marrocos deveria de comprometer a renunciar à sua soberania em relação às suas indústrias culturais", sublinha o conselheiro de Renaud Donnedieu de Vabres, o ministro francês da cultura e da comunicação.
Ataques planejados e maciços
"Mas, muito concretamente", constata Nabil Ayouch, "os produtores marroquinos que tentam exportar frutas ou legumes para os Estados Unidos vêm enfrentando muitas dificuldades. Por exemplo, eles recebem uma notificação informando-os que os seus gêneros alimentícios não estão conformes com as regras de higiene requeridas, uma vez que os seus caminhões que as transportam passam por uma estrada situada a 300 metros de um depósito público de lixo. Diante disso, a recomendação é que eles devem dar uma volta de 80 quilômetros".
Para Jean Musitelli, um dos especialistas não-governamentais encarregados de preparar o anteprojeto de convenção, os americanos - os quais haviam se retirado da Unesco em 1984 e a ela voltaram a aderir recentemente - "mudaram de estratégia" em relação à futura convenção. "Após uma fase de comiseração no decorrer da qual eles não acreditavam mais neste projeto, eles resolveram atacar frontalmente quando viram que a história estava começando a pegar. Isso tudo se transformou em ataques planejados e maciços contra este projeto de convenção, que eles qualificam de protecionismo disfarçado", explica o antigo porta-voz do Elysée (palácio de presidência em Paris).
Assim, os Estados Unidos apresentaram, na semana passada, comentários gerais e emendas visando a modificar o
anteprojeto de convenção, procurando principalmente diluir o texto para esvaziá-lo de sua substância. A ponto de ampliar as suas aplicações às "matérias percebidas como religiosas", ou ainda às "línguas e à diversidade lingüística". Contudo, neste ponto preciso, eles não obtiveram ganho de causa.
De maneira mais nítida, os americanos consideram nos seus comentários que "a Unesco não deveria lidar com política
comercial, o que é da alçada da OMC". Acima de tudo, eles não querem que seja implantado um instrumento jurídico mais rígido e limitante que a Organização Mundial do Comércio (OMC).
Tom Cruise no Vietnã
Para Jean Musitelli, a outra tática dos americanos consiste em contornar a OMC ou a futura convenção da Unesco,
multiplicando os acordes bilaterais de nova geração. "Os americanos estabelecem precedentes em cada continente e
forçam sucessivamente os governos a renunciarem, o quanto for possível, à sua soberania sobre a sua política cultural", afirma o economista e sociólogo Robert Pilon, vice-presidente executivo da coalizão em prol da diversidade cultural no Canadá.
O Chile foi um dos primeiros a aceitar não modificar a sua legislação existente. Portanto, as suas quotas de difusão de obras audiovisuais não poderão se aplicar aos canais privados, nem à Internet. Apesar dos esforços da França para impedir que o Camboja fizesse uma oferta de liberalização das suas indústrias culturais, muito pouco ou nada pôde ser evitado. "Os americanos utilizam um monte de meios para obter o máximo de liberalização de serviços (cinema, televisão, música, livros, novas mídias). De maneira geral, tudo o que eles precisam fazer é reduzir os direitos alfandegários sobre determinados produtos que os países em questão desejam exportar", precisam assessores de François Loos.
"Existe uma graduação na escala das pressões exercidas pelos americanos", sublinha Jean Musitelli. "Neste momento, no Burkina Faso ou no Benin, diplomatas americanos empreenderam um intenso trabalho de lobby. Eles não hesitam a propor redigir as ofertas comerciais no lugar dos próprios representantes africanos, no que diz respeito aos acordos bilaterais", acrescentam os mesmos assessores de François Loos.
Jean Musitelli precisa que, em determinados países do leste da Europa do leste e no Vietnã, os americanos estão equipando o território com salas de cinema. Ao promoverem a vinda de Tom Cruise ou de qualquer outra estrela do circuito de Hollywood para a inauguração de um "multiplexo", eles estão cuidando de valorizar a sua imagem.
O braço-armado do lobby americano é a Motion Picture Association of America (MPAA), que reúne os principais
estúdios de Hollywood. O seu novo presidente, Dan Glickman, um antigo secretário de Estado da agricultura de Bill
Clinton, entendeu rapidamente qual era o sentido maior da sua missão.
Ele sabe melhor que qualquer outra pessoa que a exportação dos bens culturais estimula as exportações americanas como um todo. O que o levou recentemente a dizer, a respeito da convenção que está sendo preparada na Unesco: "A diversidade cultural não deve ser uma desculpa para criar novas barreiras". Seria impossível ser mais claro.
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terça-feira, dezembro 28, 2004
Bob Esponja
Ontem eu assisti o filme. Não gostei. Não gostei mesmo.
Tem umas demências muito dementes, o que é bom. Mas mesmo assim, o filme é chato, é bobo, perde a oportunidade de fazer grandes citações aos episódios da Tv.
Enfim, não foi um episódio de uma hora e meia, o que é bom, mas não foi divertido. Uma pena.
Já Os Incríveis....
Ontem eu assisti o filme. Não gostei. Não gostei mesmo.
Tem umas demências muito dementes, o que é bom. Mas mesmo assim, o filme é chato, é bobo, perde a oportunidade de fazer grandes citações aos episódios da Tv.
Enfim, não foi um episódio de uma hora e meia, o que é bom, mas não foi divertido. Uma pena.
Já Os Incríveis....
sexta-feira, dezembro 24, 2004
IRC
Alguém sabe dizer o que aconteceu com o servidor da Bookwarez no IRC? Aquele, que a gente pega milhões de livros sober milhões de assuntos, inclusive filosofia, tecnologia, rpg, música, etc, etc, etc?
Antigamente o servidor era:
irc.bookwarez.net
Mas agora, não estou conseguindo conectar. Será que algo aconteceu?
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Alguém sabe dizer o que aconteceu com o servidor da Bookwarez no IRC? Aquele, que a gente pega milhões de livros sober milhões de assuntos, inclusive filosofia, tecnologia, rpg, música, etc, etc, etc?
Antigamente o servidor era:
irc.bookwarez.net
Mas agora, não estou conseguindo conectar. Será que algo aconteceu?
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sexta-feira, dezembro 17, 2004
Incrível!!!!!
Basta colocar o nome do local e o CEP e pronto, o mapa estará lá. Acho que é para qualquer lugar do mundo!
Maporama
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Basta colocar o nome do local e o CEP e pronto, o mapa estará lá. Acho que é para qualquer lugar do mundo!
Maporama
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domingo, dezembro 12, 2004
Mostra Andrei Tarkovski na Alexandre Robatto
Dia 13, segunda - A Infância de Ivan, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 14, terça - Andrei Rublev, às 14 e 18 horas
Dia 15, quarta - Solaris, às 14, 17 e 20 horas
Dia 16, quinta - Stalker, às 14, 17 e 20 horas
Dia 17, sexta - O Rolo Compressor e O Violinista, às 16, 17h30, 19 e 20h30
Dia 18, sábado
Exibição de Cabra Marcado para Morrer, pelo Cineclube da Bahia, às 14 horas
Nostalgia, às 16, 18 e 20 horas
Dia 19, domingo - O Sacrifício, às 14, 17 e 20 horas
Dia 20, segunda - A Infância de Ivan, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 21, terça - Andrei Rublev, às 14 e 18 horas
Dia 22, quarta - O Sacrifício, às 14, 17 e 20 horas
Dia 23, quinta - O Espelho, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 24, sexta - Não haverá exibição
Dia 25, sábado - Não haverá exibição
Dia 26, domingo - Nostalgia, às 14, 16, 18 e 20 horas
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Dia 13, segunda - A Infância de Ivan, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 14, terça - Andrei Rublev, às 14 e 18 horas
Dia 15, quarta - Solaris, às 14, 17 e 20 horas
Dia 16, quinta - Stalker, às 14, 17 e 20 horas
Dia 17, sexta - O Rolo Compressor e O Violinista, às 16, 17h30, 19 e 20h30
Dia 18, sábado
Exibição de Cabra Marcado para Morrer, pelo Cineclube da Bahia, às 14 horas
Nostalgia, às 16, 18 e 20 horas
Dia 19, domingo - O Sacrifício, às 14, 17 e 20 horas
Dia 20, segunda - A Infância de Ivan, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 21, terça - Andrei Rublev, às 14 e 18 horas
Dia 22, quarta - O Sacrifício, às 14, 17 e 20 horas
Dia 23, quinta - O Espelho, às 14, 16, 18 e 20 horas
Dia 24, sexta - Não haverá exibição
Dia 25, sábado - Não haverá exibição
Dia 26, domingo - Nostalgia, às 14, 16, 18 e 20 horas
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sábado, dezembro 11, 2004
sexta-feira, dezembro 10, 2004
Viagem ao tempo dos fortes
Karen Souza - A Tarde
Durante anos, as muralhas do Forte de São Marcelo esconderam segredos e histórias inacessíveis aos baianos. Desde que foi construída, há 354 anos, quando se temia uma possível terceira invasão dos holandeses, o acesso à fortaleza era restrito aos militares. Mas, em novembro último, esse cenário mudou. Agora, turistas e baianos podem conhecer a história e a arquitetura dessa construção arredondada que fica na Baía de Todos os Santos.
Para quem gosta de passear e aproveitar os dias ensolarados que antecedem o verão, o Forte de São Marcelo é uma opção que fica aberta diariamente, das 9 às 18 horas. A visita inclui acompanhamento de guia, responsável por contar todos os detalhes e a história do forte, desde a construção, passando pelas reformas e restaurações, até os projetos futuros para o espaço.
O diretor do forte – um dos três guias que acompanham as visitas ao local –, coronel Leite, garante que, além de aprender sobre a história e detalhes arquitetônicos da edificação, outros atrativos devem surpreender os curiosos, como a vista privilegiada do pôr-do-sol e do anoitecer em Salvador visto do mar.
“A paisagem é maravilhosa e temos que aprender a valorizar a nossa história. O que queremos, ao abrir as portas do forte para a visitação, é promover o turismo. Um turismo que também é para os baianos. As pessoas conhecem a própria história e se sentem gratificadas com o que aprenderam”, garante o guia.
Leite afirma que, entre os projetos para o futuro, estão os de transformar um dos ambientes do forte em museu, criar uma taberna que lembre os tempos das invasões piratas e resgatar o relógio da cidade, que, por muito tempo, foi um dos pontos de referência da cidade. Localizado no Forte de São Marcelo, o relógio está desativado..
Qualquer pessoa pode visitar o lugar. Para isso, é preciso pegar um barco que sai do Centro Náutico da Bahia e pagar R$ 10. Segundo o coronel, o percurso dura apenas três minutos, e cada embarcação pode levar, em média, nove pessoas. Para grupos maiores, é preciso entrar em contato com a coordenação do forte, pelo telefone, e agendar a visita. O acesso das crianças também está liberado.
Serviço
Visita ao Forte de São Marcelo
Diariamente, das 9h às 18h
Saída: Centro Náutico da Bahia
Mais informações e agendamentos de visitas: 9122-8776
R$ 10
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Karen Souza - A Tarde
Durante anos, as muralhas do Forte de São Marcelo esconderam segredos e histórias inacessíveis aos baianos. Desde que foi construída, há 354 anos, quando se temia uma possível terceira invasão dos holandeses, o acesso à fortaleza era restrito aos militares. Mas, em novembro último, esse cenário mudou. Agora, turistas e baianos podem conhecer a história e a arquitetura dessa construção arredondada que fica na Baía de Todos os Santos.
Para quem gosta de passear e aproveitar os dias ensolarados que antecedem o verão, o Forte de São Marcelo é uma opção que fica aberta diariamente, das 9 às 18 horas. A visita inclui acompanhamento de guia, responsável por contar todos os detalhes e a história do forte, desde a construção, passando pelas reformas e restaurações, até os projetos futuros para o espaço.
O diretor do forte – um dos três guias que acompanham as visitas ao local –, coronel Leite, garante que, além de aprender sobre a história e detalhes arquitetônicos da edificação, outros atrativos devem surpreender os curiosos, como a vista privilegiada do pôr-do-sol e do anoitecer em Salvador visto do mar.
“A paisagem é maravilhosa e temos que aprender a valorizar a nossa história. O que queremos, ao abrir as portas do forte para a visitação, é promover o turismo. Um turismo que também é para os baianos. As pessoas conhecem a própria história e se sentem gratificadas com o que aprenderam”, garante o guia.
Leite afirma que, entre os projetos para o futuro, estão os de transformar um dos ambientes do forte em museu, criar uma taberna que lembre os tempos das invasões piratas e resgatar o relógio da cidade, que, por muito tempo, foi um dos pontos de referência da cidade. Localizado no Forte de São Marcelo, o relógio está desativado..
Qualquer pessoa pode visitar o lugar. Para isso, é preciso pegar um barco que sai do Centro Náutico da Bahia e pagar R$ 10. Segundo o coronel, o percurso dura apenas três minutos, e cada embarcação pode levar, em média, nove pessoas. Para grupos maiores, é preciso entrar em contato com a coordenação do forte, pelo telefone, e agendar a visita. O acesso das crianças também está liberado.
Serviço
Visita ao Forte de São Marcelo
Diariamente, das 9h às 18h
Saída: Centro Náutico da Bahia
Mais informações e agendamentos de visitas: 9122-8776
R$ 10
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domingo, dezembro 05, 2004
quarta-feira, dezembro 01, 2004
terça-feira, novembro 30, 2004
segunda-feira, novembro 29, 2004
Ajuda
Quando eu abro o internet explorer, a página inicial é:
res://shdocpe.dll/blank.htm
E não tem jeito de eu conseguir mudar isso. Mesmo indo em Ferramentas, depois Opções da Internet, e Usar em Branco. Mesmo depois de ter apagado todos os cookies, arquivos, etc, etc, mesmo depois de eu ter instalado e utilizado o Spy Bot e o Ad-Aware SE...
Akguém tem alguma dica?
Valeu!
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Quando eu abro o internet explorer, a página inicial é:
res://shdocpe.dll/blank.htm
E não tem jeito de eu conseguir mudar isso. Mesmo indo em Ferramentas, depois Opções da Internet, e Usar em Branco. Mesmo depois de ter apagado todos os cookies, arquivos, etc, etc, mesmo depois de eu ter instalado e utilizado o Spy Bot e o Ad-Aware SE...
Akguém tem alguma dica?
Valeu!
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quinta-feira, novembro 18, 2004
quarta-feira, novembro 17, 2004
Pra quem quer cultura da nova
VIDEOBRASIL NA BAHIA
No ICBA, ACBEU e Vila Velha. Abertura na terça, começou mesmo hoje, continua até quarta.
Programação
E digam que não tem nada pra fazer nessa cidade...
VIDEOBRASIL NA BAHIA
No ICBA, ACBEU e Vila Velha. Abertura na terça, começou mesmo hoje, continua até quarta.
Programação
E digam que não tem nada pra fazer nessa cidade...
quinta-feira, novembro 11, 2004
11 de Setembro
11 de setembro de 1973. Eleições diretas no Chile. Salvador Allende fora eleito presidente daquele páis.
Mas alguém não pareceu gostar muito.
Os EUA mandaram, abertamente, tropas para derrubar o "poder comunista' que havia surgido lá, ou melhor ali, aqui do lado.
Várias guarnições do exército chegavam. Pessoas eram assassinadas a esmo na rua. Campos de concentração, operando tortura e assassinatos. Mais de 30 mil pessoas mortas.
E isso não aconteceu só no Chile. Na Argentina também. Quase igual.
Aqui do lado.
Quando será a nossa vez?
Ou talvez, quem sabe, conseguiremos lutar contra este tipo de coisa? Não com armas, ou violência.
Será possível?
Aparentemente, não mudou muita coisa de lá para cá. Na verdade, os EUA estão mais poderosos. Mandam mais no mundo. Economicamente e militarmente.
Culturalmente?
Boa sorte, mundo.
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11 de setembro de 1973. Eleições diretas no Chile. Salvador Allende fora eleito presidente daquele páis.
Mas alguém não pareceu gostar muito.
Os EUA mandaram, abertamente, tropas para derrubar o "poder comunista' que havia surgido lá, ou melhor ali, aqui do lado.
Várias guarnições do exército chegavam. Pessoas eram assassinadas a esmo na rua. Campos de concentração, operando tortura e assassinatos. Mais de 30 mil pessoas mortas.
E isso não aconteceu só no Chile. Na Argentina também. Quase igual.
Aqui do lado.
Quando será a nossa vez?
Ou talvez, quem sabe, conseguiremos lutar contra este tipo de coisa? Não com armas, ou violência.
Será possível?
Aparentemente, não mudou muita coisa de lá para cá. Na verdade, os EUA estão mais poderosos. Mandam mais no mundo. Economicamente e militarmente.
Culturalmente?
Boa sorte, mundo.
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segunda-feira, novembro 08, 2004
Vendo
Amplificador de baixo
Marca: Marshall
Potência: 65 W !!!
Dimensões: Eu não sei ao certo, mas ACHO que é um paralelepipedo com 60cm (comprimento) X 25cm (largura) X 50cm (altura)
Me liguem ou me e-maiem:
9147.1102
230.9871
334.4273
336.2779
Se comprarem (dinheiro na minha mão) até o dia 18 deste mês, ganha 25% de desconto.
FUI!
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Amplificador de baixo
Marca: Marshall
Potência: 65 W !!!
Dimensões: Eu não sei ao certo, mas ACHO que é um paralelepipedo com 60cm (comprimento) X 25cm (largura) X 50cm (altura)
Me liguem ou me e-maiem:
9147.1102
230.9871
334.4273
336.2779
Se comprarem (dinheiro na minha mão) até o dia 18 deste mês, ganha 25% de desconto.
FUI!
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quarta-feira, novembro 03, 2004
Rapaz, eu tinha de postar isso aqui...
Velho, leiam isso. A mulher é uma débil mental!
E o pior, ela é formada em Filosofia, imagine! E ela ainda resolve falar de física quântica, aikido, energia do cosmos, caridade, etc. Eu ia só colocar as piores frases, mas é impossível selecionar as piores. Tudo que ela diz é ridículo!
Leiam. Fiquem indignados como eu.
Agora, essa mulher é podre de rica. E Picasso, Beethoven, Sócrates, Copérnico, morreram sem dinheiro. O mundo definitivamente é injusto.
Entrevista: Yara Baumgart
"Bandeirante desbravante"
Foto: Claudio Rossi

É assim que se define a empresária paulistana Yara Baumgart. Ela brilha no mundo da beleza e gosta de esgrimir suas aptidões intelectuais
Entrevista: Juliana Linhares
"Acabo de me formar em filosofia. Convivi com os grandes pensadores. Aprendi muito com os meus queridos Aristóteles, Sócrates e Kant"
A empresária paulistana Yara Baumgart, de 56 anos, sai do sério quando alguém a chama de perua. Já levou à Justiça o colunista José Simão, da Folha de S.Paulo, por ter-lhe sapecado esse adjetivo um tantinho substantivado. Yara tem razão de ficar zangada. Depois de anos dedicados exclusivamente à vida em sociedade e à família (seu marido é o empresário Roberto Baumgart, fabricante de produtos químicos e dono de shopping centers), ela resolveu dar um basta na dondoquice. Usou a experiência adquirida como paciente de clínicas estéticas no exterior para abrir a Kyron, a maior clínica desse tipo no Brasil. Há alguns anos, Yara descobriu também que pode haver idéias debaixo da chapinha japonesa. Em julho, formou-se em filosofia. Yara gosta de citar grandes pensadores, diz que é fluente em cinco idiomas e conta que tem 5 000 livros em casa. Fala sempre baixo e num tom monocórdio. Falar assim, explica, "é muito europeu". Em seu escritório, em São Paulo, ela deu a seguinte entrevista a VEJA.
Veja – Desde quando a senhora se dedica aos cuidados com a beleza?
Yara – Desde muito pequena. Herdei essa característica de mamãe, que sempre foi vaidosa. Lembro que, quando eu era criança, ela ia a uma esteticista romena que lhe aplicava cremes de lanolina no corpo todo. Em casa, mamãe se sentava em frente a um espelho que tínhamos no banheiro e dava palmadinhas no rosto com uma almofadinha presa num arame, para ativar a circulação. Aos 7 anos, comecei a estudar balé. Mamãe vivia preocupada com as minhas pernas. Por isso, me levava para fazer massagem com terapeutas alemãs. Ela tinha medo de que eu ficasse com pernas de jogador de futebol.
Veja – Foi graças a sua mãe, então, que a senhora ganhou pernas de bailarina...
Yara – Fiz balé clássico até os 19 anos e ioga por mais dezessete. Sempre me preocupei mais com o corpo do que com o espírito. Agora, quero encontrar o caminho da verdade. Comecei a fazer aikidô. Um sensei me dá aula particular. Ele tem uma energia fortíssima. Para você ter uma idéia, o sensei arremessa os alunos faixa preta ao chão com seus golpes. Depois, estende o braço e lhes mostra a palma da mão. Os alunos ficam congelados no lugar onde caíram só pela energia que sai da sua mão. É igual ao filme O Último Samurai. Aprendi coisas incríveis com o aikidô.
Veja – Que coisas?
Yara – A dar cambalhota, por exemplo. É mais ou menos a representação da vida. Nascemos com a possibilidade de fazer uma infinidade de coisas, mas, com o tempo, criamos arestas. O aikidô nos ajuda a aparar essas arestas e ficar mais redondos. Veja bem: redondo no contexto energético. Fisicamente, é o contrário. Aikidô emagrece e afina a cintura.
Veja – O que mais o aikidô lhe ensinou?
Yara – Aguçou meu feeling. Tenho boa intuição, mas só dei atenção a ela depois de uma experiência aterrorizante no aeroporto em Paris. Senti um frio na barriga na hora em que peguei na esteira de bagagem uma maleta Louis Vuitton, que tinha umas bobeirinhas dentro, como meu passaporte – o brasileiro, porque o italiano estava na bolsa –, um reloginho Cartier, uma maquininha digital e uns creminhos. Não dei bola para essa sensação e fui para o carro que me esperava no terminal. Você acredita que roubaram a maleta? O aikidô me fez enxergar minha parte de culpa nisso. Pressenti que iam levar a maleta e não fiz nada.
Veja – A senhora fez faculdade?
Yara – Acabo de me formar em filosofia. Foram quatro anos iluminados de estudos e descobertas. Convivi com os grandes pensadores. Aprendi muito com os meus queridos Aristóteles, Sócrates e Kant.
Veja – E teve formatura?
Yara – Dei uma grande festa. Reproduzi na minha casa o bar da universidade. Todos foram de estudante. Hebe Camargo foi de saia pregueada e meias três-quartos. João Armentano, de boné e colete. Espalhei pôsteres de 3 metros de altura com o rosto e os dizeres de filósofos. A idéia era passar um pouquinho do meu conhecimento para os convidados. Um dos pôsteres era de Parmênides: "O homem é e não pode não ser". Isso diz muito. É como vermos na rua uma pessoa atropelada ou espancada. Não dá para fazer de conta que não aconteceu.
Veja – A senhora pretende continuar seus estudos filosóficos?
Yara – Vou fazer mestrado em filosofia da estética que, nossa, é um sem-fim. Pretendo estudar (Theodor) Adorno (filósofo alemão). Chego a ter taquicardia quando leio seus livros.
Veja – Por quê?
Yara – Ele fala da estética do homem como um todo, sabe? A pintura, a arquitetura, a poesia, a literatura. A estética trata desses assuntos que acabei de falar.
Veja – A senhora poderia ser mais clara?
Yara – Por exemplo: eu gosto desse quadro chinês aí na parede. Você não gosta? Tudo bem. É uma questão de valores. Isso é que é estética. É mais ou menos por aí.
Veja – O que a senhora modificou na estética do seu corpo?
Yara – Vamos por partes. No cabelo, fiz reflexo e um relaxamento na raiz dos fios. É que, cá entre nós, (cochichando) meu cabelo é pixaim. Fiz uma plástica no nariz, outra no pescoço e coloquei silicone nos seios. Tenho aparelho fixo nos dentes, que empurra os lábios para fora, fazendo com que eles pareçam carnudos. Uso lentes de contato verdes ou azuis. Ponho as azuis quando estou relaxada ou em missões de paz. Comprei as verdes para ficar com a cor dos olhos dos meus netos quando estamos juntos. Agora, quando vou assinar contratos ou dar entrevistas, fico com os olhos castanhos mesmo, que transmitem firmeza.
Veja – E Botox?
Yara – Apliquei na testa e em volta dos olhos. Tem gente que exagera e fica sem expressão. Em mim, ficou natural. É bem verdade que não levanto muito as sobrancelhas. Também não consigo abrir um sorrisão. Mas tudo bem: as coisas estão aí para ser usadas. Não perco tempo passando mil cremes. Não perco tempo com futilidades.
Veja – Então a senhora sai de casa de rosto lavado?
Yara – Nunca! Não gosto de mim sem maquiagem. Detesto me olhar no espelho de manhã.
Veja – Que mulheres a senhora mais admira?
Yara – Uma é a Marilyn Monroe. Ela adorava o glamour. Também me identifico com Diane de Poitiers e Aspásia. Diane viveu no século XVI e ampliou a cultura na França. Sua família tinha títulos de nobreza, como a minha. Aos 60 anos todo mundo lhe dava 30. Além disso, protegia pintores e divulgava encontros culturais. Já Aspásia foi a professora de Sócrates.
Veja – Que homens a senhora considera elegantes?
Yara – Elegância é uma coisa que vem de dentro. (O jornalista) João Dória Júnior e Fernando Collor são exemplos de homens elegantes. Vestem-se de maneira clássica, são tradicionais. O João é capaz de jogar futebol sem tirar um fio de cabelo do lugar. Ah, acho elegantes também todos os homens que jogam pólo.
Veja – A senhora é religiosa?
Yara – Fui católica até os 14 anos. Um dia, quando estava me confessando, o padre me deu uma bronca porque não havia ido à missa. Na hora, tive certeza de que o catolicismo não era o meu caminho. Quem era aquele homem para me criticar? Passei a acreditar na natureza. Creio nas árvores, nos bichos e na água. O canto do passarinho é a representação pura da energia que existe no cosmo. Daí o meu cuidado com o meio ambiente. Só uso spray de cabelo que não prejudica a camada de ozônio. Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?
Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
Veja – Mais ou menos. A senhora faz caridade?
Yara – Não dou esmola, mas ajudo carentes em Campos do Jordão. Acho um absurdo essas pessoas que fazem de pedir esmola na rua um comércio. Detesto ver crianças exploradas pelas mães nos semáforos. Uma vez vi um senhor que tinha um quelóide no peito e fazia point nos Jardins (bairro de classe média alta de São Paulo). Um absurdo!
Veja – Quais foram as maiores lições que recebeu de seus pais?
Yara – Mamãe me ensinou a dar festas como ninguém. Aos 9 anos, eu já era capaz de organizar um jantar americano para trinta pessoas. Papai me ensinou a gostar de livros.
Veja – De que tipo de livros a senhora gosta?
Yara – A-do-ro livros. Tenho 5 000 volumes em quatro bibliotecas. Na biblioteca que eu chamo de social, guardo obras raras. Outra é meu cantinho, com livros de psicologia e de filosofia. A terceira, no meu quarto, tem os livros de capa mole, de administração, auto-ajuda e estética. No escritório do meu marido, estão os livros de arte. Colecionar livros é uma das minhas paixões.
Veja – Quais são as outras?
Yara – Música. Adoro Wagner. Toco muito bem piano. Aliás, tenho três: um Challen, um Bechstein e um pianinho de apartamento para tocar jazz. Outra paixão é olhar o mar. Sinto paz, muita paz. Só de falar sobre o mar, já me sinto tranqüila.
Veja – A senhora tem um gosto musical refinado...
Yara – Você acha mesmo?
Veja – É o que parece. A senhora gosta de algo simples?
Yara – Macarrão Miojo e pão com manteiga. Já quanto a creme hidratante, minha filha, não tenho nada de sofisticada. Uso o da latinha azul, sabe?
Veja – Qual é a sua roupa preferida?
Yara – Uma calça Lee, que ganhei aos 12 anos. É a minha medida até hoje. Quando não entro nela, sei que estou gorda.
Veja – Qual é o número dela?
Yara – Trinta e oito, talvez.
Veja – Quantos vestidos de festa a senhora tem?
Yara – Não sei, mas meu acervo está catalogado, assim como minha biblioteca. Digitalizei meus livros. Agora, estou fazendo isso com os vestidos. Fiz uma foto minha usando cada um deles. Junto com a foto, tem uma ficha com informações importantes. Coisas como onde e quando ele foi comprado, em que ocasiões foi usado e quando foi lavado pela última vez etc. O único problema é que as empregadas não sabem mexer no computador. Quando quero uma roupa, tenho de procurar eu mesma.
Veja – Qual foi a sua maior loucura consumista?
Yara – Fiz uma carreira muito bonita de bailarina em Frankfurt e em Londres. Minha professora, para quem sabe um pouquinho de balé, era da companhia da Anna Pavlova. Minha grande loucura foi gastar meu primeiro salário num par de sapatos e num mantô Dior.
Veja – Como eram os sapatos?
Yara – Sou uma pessoa muito sóbria. Eram de verniz preto, clássicos. Compro pouco, mas sempre do melhor. Gosto de qualidade, não de quantidade. Isso é bem europeu. Eu me sinto muito européia.
Veja – O que é se sentir européia?
Yara – Todas as viagens que faço têm de ter uma paradinha em Paris. É o ponto de partida da minha vida. Meus avós são italianos. Minha educação, portanto, foi européia. Aprendi as coisas da vida através da arte, da música, da literatura. Por causa dessa tradição, abri uma galeria de arte. Arte, arte, arte, arte, eu respiro arte desde muito pequena. Dizem até que eu sou uma mecenas.
Veja – A senhora não gosta de ser brasileira?
Yara – Tenho orgulho do Brasil. Fico feliz quando as pessoas se maravilham com a nossa cirurgia plástica. Não admito que falem mal do Brasil. Uma vez tive uma discussão horrorosa com um alemão. Ele criticou Jorge Amado. Como falo bem alemão, mostrei minhas garras.
Veja – Como a senhora se descreveria?
Yara – Sou uma bandeirante desbravante. Desvendo novos caminhos. Sou o próprio Mito da Caverna de Platão buscando conhecimento. Estudo nos fins de semana. O primeiro livro de gente grande que li foi a biografia de Leonardo da Vinci. O poder criativo dele me fez perceber que eu poderia realizar tudo aquilo que quisesse. Essa esperança do vir-a-ser é muito bonita.
Veja – Mais alguma coisa?
Yara – Anote aí (lendo um papel): eu respeito a pluralidade racial. Meu querido Kant tinha essa luta. Ele queria a paz entre os iguais. Ah, por favor, não me deixe parecer fútil nesta entrevista, sim?
PODE????????
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Velho, leiam isso. A mulher é uma débil mental!
E o pior, ela é formada em Filosofia, imagine! E ela ainda resolve falar de física quântica, aikido, energia do cosmos, caridade, etc. Eu ia só colocar as piores frases, mas é impossível selecionar as piores. Tudo que ela diz é ridículo!
Leiam. Fiquem indignados como eu.
Agora, essa mulher é podre de rica. E Picasso, Beethoven, Sócrates, Copérnico, morreram sem dinheiro. O mundo definitivamente é injusto.
Entrevista: Yara Baumgart
"Bandeirante desbravante"
Foto: Claudio Rossi
É assim que se define a empresária paulistana Yara Baumgart. Ela brilha no mundo da beleza e gosta de esgrimir suas aptidões intelectuais
Entrevista: Juliana Linhares
"Acabo de me formar em filosofia. Convivi com os grandes pensadores. Aprendi muito com os meus queridos Aristóteles, Sócrates e Kant"
A empresária paulistana Yara Baumgart, de 56 anos, sai do sério quando alguém a chama de perua. Já levou à Justiça o colunista José Simão, da Folha de S.Paulo, por ter-lhe sapecado esse adjetivo um tantinho substantivado. Yara tem razão de ficar zangada. Depois de anos dedicados exclusivamente à vida em sociedade e à família (seu marido é o empresário Roberto Baumgart, fabricante de produtos químicos e dono de shopping centers), ela resolveu dar um basta na dondoquice. Usou a experiência adquirida como paciente de clínicas estéticas no exterior para abrir a Kyron, a maior clínica desse tipo no Brasil. Há alguns anos, Yara descobriu também que pode haver idéias debaixo da chapinha japonesa. Em julho, formou-se em filosofia. Yara gosta de citar grandes pensadores, diz que é fluente em cinco idiomas e conta que tem 5 000 livros em casa. Fala sempre baixo e num tom monocórdio. Falar assim, explica, "é muito europeu". Em seu escritório, em São Paulo, ela deu a seguinte entrevista a VEJA.
Veja – Desde quando a senhora se dedica aos cuidados com a beleza?
Yara – Desde muito pequena. Herdei essa característica de mamãe, que sempre foi vaidosa. Lembro que, quando eu era criança, ela ia a uma esteticista romena que lhe aplicava cremes de lanolina no corpo todo. Em casa, mamãe se sentava em frente a um espelho que tínhamos no banheiro e dava palmadinhas no rosto com uma almofadinha presa num arame, para ativar a circulação. Aos 7 anos, comecei a estudar balé. Mamãe vivia preocupada com as minhas pernas. Por isso, me levava para fazer massagem com terapeutas alemãs. Ela tinha medo de que eu ficasse com pernas de jogador de futebol.
Veja – Foi graças a sua mãe, então, que a senhora ganhou pernas de bailarina...
Yara – Fiz balé clássico até os 19 anos e ioga por mais dezessete. Sempre me preocupei mais com o corpo do que com o espírito. Agora, quero encontrar o caminho da verdade. Comecei a fazer aikidô. Um sensei me dá aula particular. Ele tem uma energia fortíssima. Para você ter uma idéia, o sensei arremessa os alunos faixa preta ao chão com seus golpes. Depois, estende o braço e lhes mostra a palma da mão. Os alunos ficam congelados no lugar onde caíram só pela energia que sai da sua mão. É igual ao filme O Último Samurai. Aprendi coisas incríveis com o aikidô.
Veja – Que coisas?
Yara – A dar cambalhota, por exemplo. É mais ou menos a representação da vida. Nascemos com a possibilidade de fazer uma infinidade de coisas, mas, com o tempo, criamos arestas. O aikidô nos ajuda a aparar essas arestas e ficar mais redondos. Veja bem: redondo no contexto energético. Fisicamente, é o contrário. Aikidô emagrece e afina a cintura.
Veja – O que mais o aikidô lhe ensinou?
Yara – Aguçou meu feeling. Tenho boa intuição, mas só dei atenção a ela depois de uma experiência aterrorizante no aeroporto em Paris. Senti um frio na barriga na hora em que peguei na esteira de bagagem uma maleta Louis Vuitton, que tinha umas bobeirinhas dentro, como meu passaporte – o brasileiro, porque o italiano estava na bolsa –, um reloginho Cartier, uma maquininha digital e uns creminhos. Não dei bola para essa sensação e fui para o carro que me esperava no terminal. Você acredita que roubaram a maleta? O aikidô me fez enxergar minha parte de culpa nisso. Pressenti que iam levar a maleta e não fiz nada.
Veja – A senhora fez faculdade?
Yara – Acabo de me formar em filosofia. Foram quatro anos iluminados de estudos e descobertas. Convivi com os grandes pensadores. Aprendi muito com os meus queridos Aristóteles, Sócrates e Kant.
Veja – E teve formatura?
Yara – Dei uma grande festa. Reproduzi na minha casa o bar da universidade. Todos foram de estudante. Hebe Camargo foi de saia pregueada e meias três-quartos. João Armentano, de boné e colete. Espalhei pôsteres de 3 metros de altura com o rosto e os dizeres de filósofos. A idéia era passar um pouquinho do meu conhecimento para os convidados. Um dos pôsteres era de Parmênides: "O homem é e não pode não ser". Isso diz muito. É como vermos na rua uma pessoa atropelada ou espancada. Não dá para fazer de conta que não aconteceu.
Veja – A senhora pretende continuar seus estudos filosóficos?
Yara – Vou fazer mestrado em filosofia da estética que, nossa, é um sem-fim. Pretendo estudar (Theodor) Adorno (filósofo alemão). Chego a ter taquicardia quando leio seus livros.
Veja – Por quê?
Yara – Ele fala da estética do homem como um todo, sabe? A pintura, a arquitetura, a poesia, a literatura. A estética trata desses assuntos que acabei de falar.
Veja – A senhora poderia ser mais clara?
Yara – Por exemplo: eu gosto desse quadro chinês aí na parede. Você não gosta? Tudo bem. É uma questão de valores. Isso é que é estética. É mais ou menos por aí.
Veja – O que a senhora modificou na estética do seu corpo?
Yara – Vamos por partes. No cabelo, fiz reflexo e um relaxamento na raiz dos fios. É que, cá entre nós, (cochichando) meu cabelo é pixaim. Fiz uma plástica no nariz, outra no pescoço e coloquei silicone nos seios. Tenho aparelho fixo nos dentes, que empurra os lábios para fora, fazendo com que eles pareçam carnudos. Uso lentes de contato verdes ou azuis. Ponho as azuis quando estou relaxada ou em missões de paz. Comprei as verdes para ficar com a cor dos olhos dos meus netos quando estamos juntos. Agora, quando vou assinar contratos ou dar entrevistas, fico com os olhos castanhos mesmo, que transmitem firmeza.
Veja – E Botox?
Yara – Apliquei na testa e em volta dos olhos. Tem gente que exagera e fica sem expressão. Em mim, ficou natural. É bem verdade que não levanto muito as sobrancelhas. Também não consigo abrir um sorrisão. Mas tudo bem: as coisas estão aí para ser usadas. Não perco tempo passando mil cremes. Não perco tempo com futilidades.
Veja – Então a senhora sai de casa de rosto lavado?
Yara – Nunca! Não gosto de mim sem maquiagem. Detesto me olhar no espelho de manhã.
Veja – Que mulheres a senhora mais admira?
Yara – Uma é a Marilyn Monroe. Ela adorava o glamour. Também me identifico com Diane de Poitiers e Aspásia. Diane viveu no século XVI e ampliou a cultura na França. Sua família tinha títulos de nobreza, como a minha. Aos 60 anos todo mundo lhe dava 30. Além disso, protegia pintores e divulgava encontros culturais. Já Aspásia foi a professora de Sócrates.
Veja – Que homens a senhora considera elegantes?
Yara – Elegância é uma coisa que vem de dentro. (O jornalista) João Dória Júnior e Fernando Collor são exemplos de homens elegantes. Vestem-se de maneira clássica, são tradicionais. O João é capaz de jogar futebol sem tirar um fio de cabelo do lugar. Ah, acho elegantes também todos os homens que jogam pólo.
Veja – A senhora é religiosa?
Yara – Fui católica até os 14 anos. Um dia, quando estava me confessando, o padre me deu uma bronca porque não havia ido à missa. Na hora, tive certeza de que o catolicismo não era o meu caminho. Quem era aquele homem para me criticar? Passei a acreditar na natureza. Creio nas árvores, nos bichos e na água. O canto do passarinho é a representação pura da energia que existe no cosmo. Daí o meu cuidado com o meio ambiente. Só uso spray de cabelo que não prejudica a camada de ozônio. Ando tendo muitas preocupações com o mundo.
Veja – Quais?
Yara – A maior é com a água. Se não economizarmos, vai faltar no próximo século. Também estou apreensiva com o tempo. Li que o dia passou a ter só dezesseis horas, segundo a física quântica. É incrível como não conseguimos mais cumprir com nossos compromissos...
Veja – Como a senhora definiria a física quântica?
Yara – Não sei explicar direito, mas posso dar um exemplo. Quando vou contratar alguém, além de avaliar seu currículo, procuro sentir sua energia. Se é boa, houve um encontro dos nossos campos energéticos, entendeu?
Veja – Mais ou menos. A senhora faz caridade?
Yara – Não dou esmola, mas ajudo carentes em Campos do Jordão. Acho um absurdo essas pessoas que fazem de pedir esmola na rua um comércio. Detesto ver crianças exploradas pelas mães nos semáforos. Uma vez vi um senhor que tinha um quelóide no peito e fazia point nos Jardins (bairro de classe média alta de São Paulo). Um absurdo!
Veja – Quais foram as maiores lições que recebeu de seus pais?
Yara – Mamãe me ensinou a dar festas como ninguém. Aos 9 anos, eu já era capaz de organizar um jantar americano para trinta pessoas. Papai me ensinou a gostar de livros.
Veja – De que tipo de livros a senhora gosta?
Yara – A-do-ro livros. Tenho 5 000 volumes em quatro bibliotecas. Na biblioteca que eu chamo de social, guardo obras raras. Outra é meu cantinho, com livros de psicologia e de filosofia. A terceira, no meu quarto, tem os livros de capa mole, de administração, auto-ajuda e estética. No escritório do meu marido, estão os livros de arte. Colecionar livros é uma das minhas paixões.
Veja – Quais são as outras?
Yara – Música. Adoro Wagner. Toco muito bem piano. Aliás, tenho três: um Challen, um Bechstein e um pianinho de apartamento para tocar jazz. Outra paixão é olhar o mar. Sinto paz, muita paz. Só de falar sobre o mar, já me sinto tranqüila.
Veja – A senhora tem um gosto musical refinado...
Yara – Você acha mesmo?
Veja – É o que parece. A senhora gosta de algo simples?
Yara – Macarrão Miojo e pão com manteiga. Já quanto a creme hidratante, minha filha, não tenho nada de sofisticada. Uso o da latinha azul, sabe?
Veja – Qual é a sua roupa preferida?
Yara – Uma calça Lee, que ganhei aos 12 anos. É a minha medida até hoje. Quando não entro nela, sei que estou gorda.
Veja – Qual é o número dela?
Yara – Trinta e oito, talvez.
Veja – Quantos vestidos de festa a senhora tem?
Yara – Não sei, mas meu acervo está catalogado, assim como minha biblioteca. Digitalizei meus livros. Agora, estou fazendo isso com os vestidos. Fiz uma foto minha usando cada um deles. Junto com a foto, tem uma ficha com informações importantes. Coisas como onde e quando ele foi comprado, em que ocasiões foi usado e quando foi lavado pela última vez etc. O único problema é que as empregadas não sabem mexer no computador. Quando quero uma roupa, tenho de procurar eu mesma.
Veja – Qual foi a sua maior loucura consumista?
Yara – Fiz uma carreira muito bonita de bailarina em Frankfurt e em Londres. Minha professora, para quem sabe um pouquinho de balé, era da companhia da Anna Pavlova. Minha grande loucura foi gastar meu primeiro salário num par de sapatos e num mantô Dior.
Veja – Como eram os sapatos?
Yara – Sou uma pessoa muito sóbria. Eram de verniz preto, clássicos. Compro pouco, mas sempre do melhor. Gosto de qualidade, não de quantidade. Isso é bem europeu. Eu me sinto muito européia.
Veja – O que é se sentir européia?
Yara – Todas as viagens que faço têm de ter uma paradinha em Paris. É o ponto de partida da minha vida. Meus avós são italianos. Minha educação, portanto, foi européia. Aprendi as coisas da vida através da arte, da música, da literatura. Por causa dessa tradição, abri uma galeria de arte. Arte, arte, arte, arte, eu respiro arte desde muito pequena. Dizem até que eu sou uma mecenas.
Veja – A senhora não gosta de ser brasileira?
Yara – Tenho orgulho do Brasil. Fico feliz quando as pessoas se maravilham com a nossa cirurgia plástica. Não admito que falem mal do Brasil. Uma vez tive uma discussão horrorosa com um alemão. Ele criticou Jorge Amado. Como falo bem alemão, mostrei minhas garras.
Veja – Como a senhora se descreveria?
Yara – Sou uma bandeirante desbravante. Desvendo novos caminhos. Sou o próprio Mito da Caverna de Platão buscando conhecimento. Estudo nos fins de semana. O primeiro livro de gente grande que li foi a biografia de Leonardo da Vinci. O poder criativo dele me fez perceber que eu poderia realizar tudo aquilo que quisesse. Essa esperança do vir-a-ser é muito bonita.
Veja – Mais alguma coisa?
Yara – Anote aí (lendo um papel): eu respeito a pluralidade racial. Meu querido Kant tinha essa luta. Ele queria a paz entre os iguais. Ah, por favor, não me deixe parecer fútil nesta entrevista, sim?
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