terça-feira, junho 21, 2005
















Ali, do lado da Praça da Sé.

Se eu não me engano, o único cinema que funciona no centro da cidade (o Tamoio fechou).

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Teste do novo Bloggar...
Tcham, tcham ram!

É isso mesmo! Exatamente! O que todos esperavam!
E sejam muito felizes!

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segunda-feira, junho 06, 2005

Que a força esteja com vocês!

Para testar a fé do brasileiro e restabelecer a paz universal, nosso repórter assistiu a toda a série Star Wars e fundou uma nova religião: o jedaísmo. E até conseguiu adeptos

Por Arturo Querzoli

Um assunto estranho invadiu os noticiários do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que estão realizando seus respectivos censos populacionais em 2001: uma misteriosa corrente de e-mails pedindo a todos os cidadãos que não têm uma religião definida que respondam aos pesquisadores que são da religião Jedi. O spam afirma que, assim que os adeptos somarem 10 000 respostas, o jedaísmo, inspirado na série Star Wars, de George Lucas, poderá ser transformado em uma religião oficial.

Mas, apesar da simpatia do Mestre Yoda e sua turma, a campanha não deu muito certo. E os auto-intitulados Cavaleiros Jedis foram ameçados com multas e processos se continuassem com a tentativa de melar o censo. Será que no Brasil aconteceria o mesmo? Afinal, o brasileiro já acreditou em coisa muito mais bizarra, como o ET de Varginha, o confisco do Collor, a Seleção Brasileira e o Paulo Maluf. Por que não acreditaria numa religião baseada na filosofia Jedi?

Pouco tempo depois, eu, Arturo Querzoli, e dois atores, Leonardo e Fábio, nos vestimos de Cavaleiros Jedis e invadimos a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ponto de pregação de muitos líderes espirituais, para divulgar o jedaísmo - e ver se descolávamos uma graninha extra.

Munidos de um cartaz feito por um pintor de pôsteres de filmes pornôs e de alguns colares encomendados para lembrar que "a Força está com você", paramos no meio da praça, a alguns metros de um grupo de evangélicos cristãos.

Passados 5 minutos, nós três - recém-nomeados Obi-Wan Kenobi (Leonardo), Qui-Gon Jinn (eu) e Luke Skywalker (Fábio) - já atraíamos olhares curiosos. Em dúvida se a atenção popular era causada pela mensagem "Que a Força esteja com você" pintada no cartaz atrás de nós ou pelas roupas ridículas que usávamos, Obi-Wan Kenobi dirigiu-se ao curioso mais próximo e perguntou:

Obi-Wan Kenobi: O que você está fazendo aqui na praça?

Curioso: É que eu não sou ninguém. Acabei de cumpir 23 anos de cadeia.

Obi-Wan: (tentando disfarçar o susto): Por que você acha que não é ninguém? Quantos anos você tem?

Curioso: 42. É que eu sou ignorante…

Obi-Wan: (dirigindo-se ao recém-formado grupo de interessados ao redor de nós): Quantos de vocês têm mais de 50?

(Alguns levantam a mão.)

Obi-Wan: (apontando para o ex-presidiário): E quem de vocês acha que esse homem é ignorante?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan: E quem acha que ele é ninguém?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan: (para o ex-presidiário): Tá vendo? Sinta a Força dentro de você e dê a volta por cima! Como você está se sentindo agora?

Curioso: Alguém. Agora eu sou alguém!

Obi-Wan: (com um sorriso contagiante de Padre Marcelo): É isso, irmão! Seja um Jedi e que a Força esteja com você.

Vencido o combate inaugural contra o Lado Negro da Força, um grupo de bêbados, secretárias, desempregados, auxiliares de escritório, bacharéis, office-boys e outros habitantes da Praça da Sé já se aglomerava em volta dos três dublês de beduínos que haviam acabado de converter um ex-fora-da-lei. Será que a Força estava realmente do nosso lado?

Confiantes de que o público não reconheceria a semelhança entre a nossa religião e os filmes do George Lucas (se descobrissem a brincadeira, certamente nos expulsariam a pedradas), iniciamos nosso sermão. Nosso discurso era simples, baseado em quatro princípios básicos:

1. Acreditar e sentir a Força, que está acima de todas as religiões do planeta Terra.

2. União universal e sem preconceitos entre humanos, andróides e extraterrestres.

3. Busca da paz e do amor pelo poder da Força.

4. Combate sem tréguas ao Lado Negro da Força.

O público ao nosso redor foi aumentando. Preocupado com a concorrência, um pastor do grupo evangélico vizinho abandonou seus companheiros para nos intimar:

Pastor: Quem são vocês? O que vocês estão transmitindo aqui?

Qui-Gon Jinn: Estamos transmitindo a Força. A Força dos Jedis. O senhor conhece a nossa religião?

Pastor: Jedis, né? Já ouvi falar… Li alguma coisa a respeito, mas não conheço muito, não. Qual o objetivo de vocês aqui?

Qui-Gon: Promover a paz e o amor, ensinar vocês a usarem a Força que está presente em todo o Universo…

Pastor (incrédulo): E como vocês pretendem fazer isso? Baseados em qual fundamento? Como podem explicar essa tal Força do nada? Como podem não acreditar no pai-nosso-todo-poderoso?

Mal começou a discussão entre o evangélico e Leonardo (Qui-Gon Jinn), e os curiosos se multiplicaram em torno de nós. Para ajudar o pastor indignado, um espertalhão logo lançou a pergunta: "Isso é daquele filme Guerra nas Estrelas!", mas obteve, antes que o público se rebelasse, a resposta ensaiada de Luke Skywalker: "Claro que sim. O filme é o único que mostra nossa religião, que existe há milhões de anos".

Depois de 10 minutos de acusações ("A Força é o diabo!"), o pastor ficou bravo e foi embora, resmungando pragas bíblicas. Ele, porém, estava errado. A Força não é o diabo. O Darth Vader é que é o diabo. Nessa altura do campeonato, já choviam perguntas da pequena multidão reunida, que, para nosso espanto, realmente estava interessada em virar Jedi. Os diálogos que se seguiram pareciam saídos de ficção científica:

Rapaz: Vocês acreditam que, através dessa Força que vocês pregam, as pessoas consigam mover objetos por meio do pensamento?

Qui-Gon Jinn: Claro! É só atingir um estado de perfeita harmonia com a Força presente no Universo.

Rapaz (falando para a velhinha atenta que está ao seu lado): Viu, mãe!? Não falei pra senhora? Agora a senhora sabe como eu faço para mexer os copos e aquelas coisas todas! (Dirigindo-se a mim): É que eu tenho poderes paranormais, sabe? Eu olho para um animal, por exemplo, e penso: "Quero que você levante e vá para a esquerda". Aí ele levanta e vai para a esquerda.

Qui-Gon (fazendo cara de santo para não rir): Hum… Sei… A Força é forte em você, meu jovem.

Com o sucesso repentino das nossas pregações e ensinamentos, logo nos tornamos a sensação da praça. Como todo líder religioso que se preze, passamos à segunda fase de nosso teste de fé: a arrecadação financeira. Entre uma pregação e outra, Luke Skywalker abriu um pequeno tabuleiro com nossos Talismãs Jedi (produzidos pela empresa Controvérsia especialmente para a VIP): amuletos para proteger os Cavaleiros Jedi contra o Lado Negro da Força. Nem precisamos anunciar que o pequeno disco de lata com uma pedra no meio realizava milagres, espantava mau-olhado e atraía a sorte. Os simpatizantes de Yoda avançaram sobre as bijuterias sem perguntar o preço. Como nós não somos perversos como Jabba, the Hut, cobramos só 1 real por colar. E quebramos o protocolo da Praça da Sé ao aceitar passe e vale-refeição. Em menos de meia hora, só tinha notas amassadas sobre o tabuleiro. Definitivamente, a Força estava conosco! (Nós demos o dinheiro para o primeiro mendigo que encontramos ao sair dali, leitor. Afinal, um Jedi não se preocupa com a acumulação de bens materiais. Lembra-se de Yoda morando no pântano e de Obi-Wan no meio do deserto?)

Mas, de repente, eis que o Lado Negro da Força resolveu nos desafiar. Talvez enviado pelo próprio Darth Vader, um jovem pastor evangélico, bem vestido, infiltrou-se no meio dos nossos futuros fiéis e começou a nos provocar:

Pastor Ivan Padilha: E de onde veio essa Força? Em qual livro vocês se baseiam?

Obi-Wan Kenobi (com as mãos sobre o rosto em sinal de concentração, para ganhar tempo): Ééé… Nos baseamos na experiência!

Ivan: Que experiência? Não tem nenhum livro que prove a existência disso! Nem em Deus vocês acreditam!

Ao ouvir essas palavras, parte do público começou a murmurar, duvidando da Força e (imagine só) até de nós, os Cavaleiros Jedi...

Obi-Wan (fazendo o sinal Jedi com o braço, para disfarçar o desespero): Éééé… É que não é preciso ver as coisas para acreditar. Por exemplo, o que vocês vêem aqui? (Enquanto fala, Obi-Wan fecha o punho, como se agarrasse o ar.) Para a maioria, dentro da minha mão não tem nada. Para nós, Jedis, existe muita coisa nesse vazio…

Ivan (exaltado): Vocês estão enganando o povo!

Obi-Wan (emblemático): A Força não engana ninguém. Basta senti-la.

Com o bate-boca, mais pessoas se aproximaram. Nosso público já era muito maior do que o que assistia às pregações cristãs ao lado. Mas, quando nosso companheiro Jedi afirmou que "Deus não existe, só a Força é real", o pastor correu para o centro da praça e berrou:

Ivan (possesso): HERESIA!!! Ato de má-fé!!!

O escândalo do pastor serviu apenas para atrair mais curiosos. Alguns já tinham, pelo visto, uma grande concentração da Força. Um deles, chamado Carlos Santos, se aproximou.

Carlos: Eu sei que a Força e todas essas coisas que vocês falam é verdade.

Qui-Gon: Ah! Então você já é um Jedi…

Carlos: Tanto que eu fui guerreiro romano numa vida passada e já estou em minha última encarnação aqui no planeta Terra.

Qui-Gon: Sei… E para onde você vai depois?

Carlos: Para Júpiter, claro, onde vive a civilização mais avançada do Sistema Solar. Os cientistas só não sabem disso porque eles estão em forma etérea, não dá para vê-los.

Qui-Gon: Ah, claro. Que a Força esteja com você…

No final da tarde, com muitos novos adeptos do jedaísmo circulando pela praça, uns trocados na caixinha e a enorme culpa por zombar da credulidade de gente simples mas honesta, resolvemos abandonar o planeta Terra. Na surdina, para não atrair a ira dos fiéis, nos dirigimos, um a um, para o carro que nos esperava num local econdido. Já longe do perigo de sermos descobertos, fizemos o sinal Jedi um para o outro, comemoramos o sucesso da empreitada e tiramos a fantasia. Animado, quando cheguei em casa tentei me concentrar na Força e fazer o controle remoto da TV levitar até mim. Não deu certo, mas um dia chego lá.


* Alguns personagens desta reportagem tiveram seus nomes mudados, pois não foram avisados de que pagariam o maior mico.

Encontre seu nome Jedi

Não dá para salvar o Universo das forças do mal chamando-se João da Silva, né? Para se tornar um Cavaleiro Jedi verdadeiro, é preciso ter um nome que faça jus à espada de luz. Se você quer saber como seria seu nome de aprendiz de Yoda, acesse o site Jedi Name: www.xach.com/misc/jedi.html (em inglês). É só dar seu nome, o nome de solteira de sua mãe e o último remédio que você tomou, que a Força se encarrega do resto.

Meu nome, por exemplo, ficou assim: Arturo (nome) + Querzoli (sobrenome) + Álvares (nome de solteira da minha mãe) + São Paulo (cidade natal) + Ranitidina (última medicação que tomei) = Quear Alsão, do planeta Ranitidina!

*o meu nome Jedi ficou: AZENI SASAL, do planeta Dimeticona (ai, ai.. logo esse!!! Deve ser um planeta cheio de Geizers)

Oração do Jedi


Para ser uma religião completa, não poderia faltar uma oração. Pensando nisso, a VIP criou a Oração do Jedi, para você recitar todos os dias antes das refeições - de preferência, ajoelhado.


Ó Força que o Universo conduz,

Ajudai-nos, reles humanos,

Ilumine nosso caminho,

Trace nosso destino

Nos tornando Jedis soberanos


Ó Força em tudo presente,

Fazei-nos vencer o Lado Negro nas lutas

Com o Sabre de Luz, amor e sabedoria,

Conquistando um Universo em harmonia

E o amor de São George Lucas

Os 10 mandamentos

Religião tem que ter mandamentos. Aí estão os 10 princípios do jedaísmo

1. A Força deve compreender.

2. Como o Mestre Yoda, somente da Força falar em invertida ordem e, de preferência, rimar.

3. Contra o Lado Negro da Força, eternamente lutar. (Viu? Rimou!)

4. Não ter preconceitos em relação a outros humanos, robôs ou extraterrestres com mais de uma cabeça.

5. Combater eternamente Darth Vader e qualquer outro tipo de enlatado.

6. Jamais confundir Star Wars com Star Trek.

7. Achar que o Spock faz parte do Star Wars é pecado mortal.

8. Não confundir a ordem dos episódios dos Seis Filmes Sagrados de São George Lucas (o mais recente é o primeiro, o mais antigo é o quarto e ih, que confusão!).

9. Não usar o sabre de luz durante o apagão (afinal, o Universo inteiro está em crise de energia).

10. Reconhecer que a Força está dentro de você, mas no bom sentido.


sábado, junho 04, 2005

MOSTRA DE VIDEO
JOVENS REALIZADORES BAIANOS
3 a 5 / Junho / 2005
Sala Alexandre Robatto - Biblioteca Pública dos Barris


PROGRAMAÇÃO

PROGRAMA I
-A um passarinho - Mariucha Ponte
-A Job that slowly kills you - Gustavo Seabra
-Essa é a nossa verdade - Antônio Neto
-No Compasso da Escuridão - Marcelo Villanova
-O Doce Encanto da Humanidade - Leon Sampaio
-O Paraíso da Honestidade Perdida - Leon Sampaio
-Sala de Espera - Adriano de Carvalho
-Sem a lona preta - Diego Lisboa

PROGRAMA II
-300 Segundos - Hermilio Santana
-A Noite em que as sombras queriam Carlos Magno - Caê Almeida
-Bahia de Todos os Santos - Gelson Júnior
-Memória - César de Oliveira
-Verde Cinza - Queliton Xavier
-R$ 1,50 - Daniel Lisboa

PROGRAMA III
-A Morte - Diego RB
-Dossiê Manuela Rosário - Alfredo Villas ? Boas
-Mundo cão... - Hélio Sampaio Neto
-Sonhos Entrecortados - César de Oliveira
-Tarde Triste - Ednei Otávio
-Todo Errado - Laís Souza
-Um dia Após o Outro - Gabriel Teixeira
-Vingança - Marcelo Villanova

PROGRAMA IV
-Andercícero - Laís Souza
-Hamlet - Leandro Lima
-Jovens Realizadores - Silas Carvalho
-Olhos Verdes - Diego Lisboa
-Razão do Love - Alan Miranda
-Sala de Cinema UNEB - Luciano Carcará
-Tédio Consola-Dor - Queliton Xavier
PROGRAMA V
-Bon Appetit _ João Rodrigo Mattos e Daniel Rangel
-Cega Seca ? Sofia Federico
-O craque e a miséria ? Walter Freire
-O Ponto ? Maria Carolina

SEXTA ? 03. 06. 2005

16h às 18 h ? Abertura da Mostra de Vídeo - Jovens Realizadores Baianos
Debate: ?Desafios enfrentados por um jovem realizador no mercado audiovisual baiano?
Participação do cineasta Carlos Pronzato, do representante da ABCV Lula Oliveira e do estudante Luciano Carcará.

18h às 19h ? Programa I
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa III
21h às 22h ? Programa IV

SÁBADO ? 04. 06. 2005

16h às 17h ? Palestra: O roteiro e a obra audiovisual
Palestrante: Rubens Shinkai

17h às 18h ? Programa III
18h às 19h ? Palestra: Crítica do Audiovisual
Palestrante: André França
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa IV
21h às 22h ? Programa I

DOMINGO ? 05.06.2005

15h às 16h ? Programa II
16h às 17h ? Programa I
17h às 18h ? Programa V
18h às 19h ? Programa IV
19h às 20h ? Programa III
20h às 22h ? Exibição do curta ?Anhetegua (Liberdade), ALCA não?, do cineasta Carlos Pronzato
Exibição de ?O Anjo Negro?, longa metragem do cineasta baiano Zé Umberto



segunda-feira, maio 30, 2005

Episódio 3

Sim, eu continuo por aqui. E sim, eu assisti. Meu comentário é longo demais para este post, mas virá no próximo, porque agora estou morrendo de sono. Mas adianto. O filme tem coisas péssimas e coisas maravilhosas. Mais péssimas do que maravilhosas. Mas vale à pena ter sido feito, e mais ainda de ser assistido.

Mas é sombrio.

domingo, maio 01, 2005

Explico:

Sapo cururu é uma mostra paralela (perpendiculas) num cinema velho mas muito de fuder no décimo andar de um prédio (o cine AIP). Só passaram filmes muito bons (eles têm um projetor de 35 mm que fica na própria sala), inclusive SUperoutro, de Edgar Navarro.

Mas acho que vcs não entenderam. Recife é MUITO melhor que salvador, com duas exceções: O trânsito e o sotaque recifense.

terça-feira, abril 26, 2005

Voltei.

Fui ali, no Recife, no Cine-Pe, no Sapo Cururu e no Abril Pró Rock.


Salvador é uma merda.


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terça-feira, abril 05, 2005

Calma

eu ainda não morri.

Aguardem o retornodo grande Ema...

segunda-feira, março 14, 2005

Em homenagem a Rodolfo

Todos os dias
A morte, ao meu lado
Impede que eu vá


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quinta-feira, março 10, 2005

Mulher não precisa mais de BO para fazer aborto

"O boletim de ocorrência não será mais exigido pela rede pública de saúde para a realização de aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro. A norma está sendo impressa pelo Ministério da Saúde e será distribuída aos serviços de aborto legal do país até o final deste semestre, segundo informa a "Folha de S.Paulo".

A exigência do BO não está prevista no código penal e nem a mulher tem a obrigação legal de informar a violência à polícia, mas o documento era exigido com base numa norma técnica do ministério, de 1998.

A nova medida causa polêmica entre grupos religiosos, que acusam o incentivo ao aborto. O ministério esclarece que a norma informa que os médicos devem orientar a vítima a tomar as providências policiais cabíveis e não devem temer conseqüências judiciais nos casos em que posteriormente se descubra que a gravidez não foi resultado de estupro."

Eu prefiro que facilite do que complique.

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Morre A VERDADEIRA Dona Benta

"A atriz Zilka Sallaberry, de 87 anos, morreu na madrugada de hoje no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde o dia 15 na unidade coronariana do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. Nos últimos dias seu estado era considerado grave, com quadro de insuficiência renal, infecção urinária e desidratação aguda. Ela sofria de doença pulmonar crônica e respirava com a ajuda de aparelhos.

Atuante no teatro desde a juventude, Zilka Sallaberry ficou para sempre na lembrança dos brasileiros como a Dona Benta da primeira" (E ÚNICA) "versão do programa "Sítio do Picapau Amarelo", da TV Globo, inspirado na obra de Monteiro Lobato. Ela ainda atuou em novelas como "Que Rei sou Eu?" e minisséries, como "Engraçadinha". Recentemente, a atriz atuou no filme "Xuxa e os Duendes 2"."

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segunda-feira, março 07, 2005

Filmagens

Amanhã começam as filmagens de "Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia", vídeo documentário de 55 minutos do qual sou assistente de direção.

É a segunda vez que eu sou assistente de direção de alguém. Da primeira vez, foi para o curta "Ana", feito em película por estudantes da Escole de Cinema de Londres, mas eu não cheguei ao final do processo, não pude participar das filmagens. Participei apenas do processo de reestruturação do roteiro, dos ensaios, análise técnica, etc.

Agora, estou sendo assistente de dois documentários.

Um deles premiado pelo DocTv II, fala sobre Mário Gusmão, um dos atores mais importantes da Bahia, filmou com Glauber Rocha, com a Globo, fez várias peças, dançava, era professor de dicção. No segundo ano de Escola de Teatro, era considerado o melhor ator brasileiro.

O outro é sobre o (pasmem) pianista, baterista, baixista, guitarrista, violonista, cantor, compositor, enfim, músico multiinstrumentista Luis Caldas. Sua vida, seus 20 anos de Axé Music, seu indo e vindo sucesso.

E, nesse meio tempo, fui chamado para trabalhar em outro documentário como assistente e dois comerciais.

Este ano vai ser bala.


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quarta-feira, março 02, 2005

Nova técnica pode tornar objeto invisível
da Folha de S.Paulo

Dois cientistas, um nos EUA, outro na Itália, estão propondo um método para tornar objetos virtualmente invisíveis. Por enquanto, a técnica é apenas uma porção de equações num pedaço de papel, mas os cientistas acreditam que já possa funcionar pelo menos com objetos muito pequenos, quase microscópicos. A afirmação convenceu o Departamento de Defesa dos EUA a financiar parte da pesquisa da dupla.

Uma versão preliminar do estudo, assinada por Nader Engheta, da Universidade da Pensilvânia, e Andrea Alù, da Universidade de Roma, já está disponível na internet e a notícia foi primeiro reportada pelo site jornalístico da revista britânica "Nature".

A idéia dos pesquisadores para "esconder" um objeto é envolvê-lo numa capa feita de um metal especialmente preparado (ouro ou prata parecem ser adequados para isso). A configuração dos elétrons nos átomos desse material, uma capa metálica com pequenos furos, criaria um efeito de vibração que equivaleria ao de ondas de luz num determinado comprimento de onda (dependendo do comprimento, a luz é de um "tipo": visível, infravermelha, ultravioleta, rádio, raios X etc.). Quando a luz desse comprimento específico incidisse sobre o material (chamado de plasmônico), ela não seria rebatida, e o objeto passaria a ficar invisível.

Entretanto, os fãs de ficção científica não devem se assanhar muito: um sistema de invisibilidade como o usado pelos romulanos em "Jornada nas Estrelas" ainda está longe de praticável. O sistema proposto por Engheta e Alù só funcionaria para objetos muito pequenos. Coisas grandes poderiam ser escondidas apenas de ondas cujo comprimento fosse maior que elas mesmas --é possível, por exemplo, recobrir um ser humano com uma capa que o torne invisível em microondas (que têm comprimento maior), mas detectável em luz visível.

Outro problema tem a ver com o formato do objeto. Os cientistas acham que será mais fácil esconder cilindros e esferas do que peças com forma altamente irregular, como aviões e naves espaciais.

Os pesquisadores apostam que o sistema será mais útil para esconder objetos minúsculos mesmo. Por exemplo, eles citam aplicações microscópicas, em que uma sonda é introduzida num objeto que se quer visualizar, como por exemplo uma célula viva, mas é tornada invisível para impedir que sua presença interfira com a imagem do microscópio.
Mesmo para isso, seriam precisos pelo menos mais cinco anos de pesquisa, segundo Engheta, em entrevista ao site LiveScience.
Xerocar livro poderá dar cadeia - O Estado de São Paulo - 02/03/2005

O governo federal vai usar mecanismos de pressão - primeiro, a negociação e, depois, o emprego da lei - para forçar as universidades brasileiras, públicas e particulares, a acabar com a prática desregrada das fotocópias.

A medida integra o conjunto de cem ações aprovadas pelo Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça. Outra decisão polêmica prevê a repatriação de imigrantes ilegais que circulam nos centros urbanos vendendo bugigangas eletrônicas.

As ações de caráter repressivo, educativo e preventivo começam agora e se estenderão pelos próximos dois anos com o objetivo de combater a indústria da falsificação que prolifera na economia brasileira. "Não se tem a pretensão de acabar com o problema com um tiro de canhão, mas de reverter a curva ascendente da pirataria no País", disse o presidente do conselho, Luiz Paulo Barreto.

A pirataria, conforme o governo, movimenta R$ 56 bilhões no País, principalmente nos setores de fumo, bebidas, combustíveis e audiovisual, como CDs musicais, mas atinge também o setor editorial. Esse crime eliminou 2 milhões de empregos formais no ano passado, e causa prejuízo anual de R$ 8,4 bilhões na arrecadação de impostos.

Segundo Barreto, a reprodução de trechos de livros, prática generalizada nas universidades, é crime contra a propriedade intelectual, com pena de 2 a 4 anos de reclusão.

As faculdades serão enquadradas para cumprir a lei e ampliar suas bibliotecas, em vez de estimular as cópias xerox. Pelos dados do conselho, quase nenhuma faculdade cumpre a norma do MEC de manter em suas bibliotecas pelo menos 1 livro para cada grupo de 15 estudantes.

O conselho chamará representantes das universidades e estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), para negociar um acordo. Uma das propostas é aumentar a oferta de livros nas bibliotecas, passando para 1 livro para cada 10 alunos.

Na delegacia de combate à pirataria de São Paulo não há inquéritos sobre cópias de livros. "Mas há professor que recebe o livro da editora e o põe na caixinha para que os alunos o copiem", disse o coronel Carlos Alberto Camargo, diretor da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual.

Outra decisão é negociar com editoras o lançamento de versões simplificadas e baratas para estudantes. O conselho decidiu ainda criar uma divisão de repressão ao contrabando e à pirataria nas Polícias Federal e Rodoviária Federal e organizar varas especializadas no tema na Justiça estaduais para dar rapidez aos processos.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Hai Kai da Morte

Eu vejo a morte todos os dias
Ela está sempre ao meu lado
Impedindo que eu vá antes da hora

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quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Antes que eu me esqueça.

Dia 25 será a data de aniversário de Guigo, vulgo Guilherme Macedo.

É foda, por que ele é uma dos amigos que eu tenho que eu mais gosto. EU gosto desse cara pra caralho. ATé da namorada dele eu gosto, ele é gente boa pra porra!

Mas o problema é que: Eu o vejo uma vez por ano, e o filho da puta nunca, sem mentira, nunca vai pra nada que eu o convide, seja com 6 meses de antecedência, seja com 2 minutos.

Aliás, se isso acontece, começo a repensar se ele é mesmo meu amigo.

Meu amigo?

O cara que nunca liga pra gente, não retorna ligações, não vai aos encontros, não foi ao futebol americano, não lê meu blog (esta em aprovação uma lei federal, obrigando a todos que têm acesso a internet a freqüentar este blog ao menos uma vez por semana), etc, na verdade não é uma amigo, é um escroto!!!

Mas eu gosto dele assim mesmo.

Então, antes que eu esqueça do toreador mais freak do live (Rodolfo, Jerzy e Kalil não contam, eles são super freaks na viada real), eu vos digo:

Parabéns, Guilherme!

Gostaria que você aparecesse de vez em quando. Assim como muitos outros que estão sumidos...

Uma pena.
Sei lá...


Eu recebi isso aí, nem sei se é verdade, tem uns números aí, chequem se quiserem.

A informação tem de ser livre. Eu dou a vocês a chance de escolher acreditar as coisas ou não, melhor que não passar adiante.

Decidam por si mesmos.

Ah, Rio de Janeiro, São Paulo, qual a diferença????

Prezados Senhores,

Vimos através desta denunciar uma agressão ocorrida na madrugada do dia 13 de fevereiro de 2005, no Bar Viva Zapata, situado na R. das Hortências, nº 600. Pituba (Tel.:451-0326).

Na noite do dia 12 de fevereiro de 2005, fomos a esse bar comemorar o aniversário de uma amiga, reservamos uma mesa com um dia de antecedência, chegamos por volta das 21:30hs e o problema já começou desde aí, pois a casa estava cheia e tinha fila de espera, então como nossos amigos demoraram um pouco de chegar (cerca de 30min) os garçons queriam tomar nossa mesa para algumas pessoas da fila de espera entrarem. Não entregamos a mesa e informamos que nossos amigos já estavam chegando.

Todos chegaram, e a noite transcorreu bem até a hora de pagar a conta. Como o sistema de cartão de crédito deles estava caindo toda hora, eu e uma amiga minha ficamos no caixa para esperar o cartão passar e dar o restante do dinheiro, enquanto isso nossos amigos saíram e ficaram na escada que dá acesso a saída do Bar Viva Zapata. Foi nessa hora que a discussão começou, o dono do bar - que já sabia que a conta estava sendo paga, pois o mesmo ajudou a passar os cartões de crédito e recebeu em espécie a outra parte da conta - e os seguranças foram tirar satisfação sobre a conta, sendo que a conta já havia sido paga por mim e pela minha amiga, por esse motivo os meninos não entenderam o motivo desta cobrança.

Quando nós chegamos na escada já vimos a confusão formada, começou com empurra-empurra, mas logo depois tudo se transformou num ato de covardia. Quinze seguranças pegaram toras de madeira que decoravam o bar (como corrimão de escada) e começaram a espancar os nossos amigos que estavam em cinco. Eles levaram vários golpes, além de socos e pontapés e mesmo caídos eles não paravam de agredi-los com a madeira num ato frenético de agressão e covardia. Todos tiveram escoriações pelo corpo e rosto, porém um dos meus amigos, ficou gravemente ferido, com um corte na cabeça, olho inchado e hematomas pelo corpo inteiro, tendo que ser levado ao Hospital São Rafael, onde gastou cerca de R$1.100,00 com todos os tipos de exames inclusive Tomografia e medicamentos, saímos do Hospital às 6hs da manhã do dia 13.

Minha amiga e eu não fomos agredidas fisicamente, mas a covardia dessas pessoas foi tanta que eles nos seguraram para que nós não pudéssemos separar e ajudar os nossos amigo que ficaram lá estendidos no chão. De lá do hospital e com muita dor, dois dos nossos amigos foram prestar queixa na 7ª delegacia (Rio Vermelho), onde os policiais ficaram abismados com a situação e deram todo apoio para que o caso fosse levado adiante. Como nem sempre os culpados são punidos, e sendo esta a única forma que nós duas encontramos para fazer com que esse ato não fique impune, resolvemos escrever nossa história para que fosse divulgada para o maior número de pessoas possível, pois caso os culpados saiam ilesos dessa situação, estamos avisando as pessoas que não freqüentem o Bar Viva Zapata, para que isso não aconteça de novo, já que lá eles agem de acordo com sua própria lei.

Ajudem-nos para que a justiça seja feita, mesmo que eles não sejam punidos pela lei, o Bar Viva Zapata sentirá as conseqüências "no bolso". Não Freqüentem!

Caso vocês queiram confirmar essa história, entrem em contato conosco:
inis@click21.com.br
robertacortes@ig.com.br
Ou com a 7ª Delegacia (Rio Vermelho):
Tel.: 3117-5390
Boletim de Ocorrência: 1919/2005

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quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Cinema em Sampa


O Espaço Unibanco de Cinema reservou uma sessão só para exibir curtas-metragens.

Na última semana do mês, curtas antes exibidos apenas em festivais e sessões especiais ou que permaneceram inéditos serão exibidos em uma das salas do Espaço Unibanco.

Nas terças-feiras que antecedem a semana que os filmes entram em cartaz, acontece também um pré-estréia para convidados e público no próprio Espaço Unibanco.

Para exibição os curtas devem estar nos formatos 35mm ou HD.

Os interessados devem enviar uma VHS ou DVD do curta para seleção oa endereço abaixo:

A/C Marina Couto
Rua Voluntarios da Patria, 53
Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
22270-000 BRASIL
tel: 55 21 25391505
fax: 55 21 2539-1247
cel: 55 21 93074675

Atenciosamente,

Marina Couto
GRUPO ESTAÇÃO
Pós Carnaval

Passei o carnaval no Capão.

Foi muito bom. Eu adoro rios e pedras, e andar, e calor, e dormir abraçadinho com Alice. E eu fiz muito disso!

Andei muito, fui em rios e cachoeiras maravilhosos, com muitas pedras, e dormi numa barraca apertadíssima que cabia mal-e-mal eu Alice e as bagagens, num colchão de solteiro conseguido emprestado no Camping.

Mas o Capão estava lotado, lotado, lotado. Mesmo, assim, do nível insuportável.

Lá em cima da cachoeira da fumaça, havia mais de 100 pessoas. Eu tive que entrar na fila para poder ir para a ponta da pedra, deitar, e olhar lá para baixo. E eu fiquei uns 20 minutos na fila.

Encontrei meia Aldeia Jaguaribe e adjacências. Encontrei gente com quem trabalhei e lembrava, com quem trabalhei e não lembrava, com ex-namorada de amiga que não lembrava, com ex-namorados de amigas que lembrava, com amigos de infância, com desafetos, com amigas, com ex-namorados da sogra, com meia galera de teatro da Bahia, com videoastas, com ex-moradores da Aldeia que viraram guias de trilhas, com pessoas que fizeram trilha de 4 dias que eu achava que não conseguiriam andar até o quarteirão vizinho sem se cansar, enfim, todo tipo de gente, até um sósia de Rodolfo, só que negro e de dread.

Mas foi divertido mesmo assim. Falta agora conhecer o morro do Gavião, e subir depois da cachoeira das Angélicas até o poço dos Duendes.

Mas da próxima vez, eu ligo antes reservando um quarto numa pousada. Barraca nunca mais!

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