segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Filosofia e sociologia entram no currículo do ensino médio

O Ministério da Educação (MEC) quer tornar obrigatórias as disciplinas de filosofia e sociologia no ensino médio de todo o País. A proposta foi enviada para discussão do Conselho Nacional de Educação (CNE) e a decisão deve sair até o fim de março. Atualmente, as matérias já são oferecidas em redes de ensino de 12 Estados, obrigatoriamente ou como opção para os alunos.

Esta é a primeira vez que a questão volta a ser debatida nacionalmente desde 2001, quando o ex-presidente e sociólogo Fernando Henrique Cardoso vetou um projeto de lei que pedia a volta das disciplinas. Na época, ele alegou que faltavam professores para cumprir a futura demanda.

"A questão da falta de professores exige atenção, mas faltam também para física, química e biologia no ensino médio. Isso não pode ser obstáculo para que elas façam parte da grade curricular", diz a diretora de Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do MEC, Lúcia Helena Lodi.

Professores - Em 2004, formaram-se no País 245 profissionais em Filosofia que optaram por fazer Licenciatura, ou seja, tornaram-se professores. O MEC não tem números correspondentes para sociologia. Sabe-se apenas que cerca de 2.300 concluíram o curso de Ciências Sociais.

"Um mesmo professor pode dar aulas em várias escolas", diz o presidente do Sindicato dos Sociólogos do Estado de São Paulo, Paulo Roberto Martins. O documento do MEC pede que as disciplinas sejam oferecidas em "pelo menos duas aulas semanais em pelo menos uma das séries do ensino médio, cabendo à escola estabelecer uma carga horária adequada (...)".

São Paulo começou a oferecer as disciplinas em 2005. Depois de uma consulta às escolas foi decidido que os 1º e 2º anos teriam aulas de filosofia e que, nos 3º anos, poderia ser escolhido entre sociologia e psicologia. Hoje, há 1.800 professores de filosofia na rede. Neste ano, com a criação do período integral em 500 escolas, elas passaram também a oferecer a disciplina para alunos de 1ª a 8ª séries.

"Não adianta dizer que não tem professor. É preciso oferecer a disciplina justamente para estimular as pessoas e as universidades", diz Valéria de Souza, da coordenação de estudos e normas pedagógicas da Secretaria Estadual da Educação.

Velho debate - A discussão atual retoma um velho debate sobre interpretações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LBD), de 1996. Segundo parecer de 1997 do próprio CNE, a LDB fala em "domínios de conhecimentos de filosofia e sociologia" e isso não necessariamente significa obrigatoriedade das disciplinas.

A partir de então, a adoção ou não de filosofia e sociologia ficou por conta de cada Estado. O entendimento hoje do MEC é de que o trecho da LDB exige sim que os alunos cursem as disciplinas de filosofia e sociologia.

"Não será uma matéria pacífica no conselho", diz o presidente da Câmara da Educação Básica do CNE e futuro relator do novo parecer, Cesar Callegari. Ele, no entanto, adianta que vai defender a volta das disciplinas.

"Isso vai requalificar o ensino médio, que perdeu muito na área de humanas", diz. Depois de pronto, o parecer precisa ainda ser homologado pelo ministro Fernando Haddad. Hoje, Callegari e outros integrantes do CNE se reúnem com dirigentes do MEC para discutir a questão.


Apoio - A posição de Callegari tem apoio de várias associações de professores pelo País. "As disciplinas são essenciais no processo de desenvolvimento do aluno, da capacidade de crítica, raciocínio, análise e ajudam até nas outras matérias, como matemática e ciências", diz o presidente do sindicato dos professores no Estado de São Paulo (Apeoesp), Carlos Ramiro.

De acordo com o MEC, a disciplina de sociologia foi obrigatória no País entre 1925 e 1942 no que seria o equivalente ao ensino médio de hoje. Filosofia nunca foi uma exigência, mas sempre esteve presente em currículos de vários Estados.


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quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Caros Amigos
Uma palavra ou duas

Não vou entrar no mérito se a revista é boa ou não, cada um que decida por si só.

Hoje vou comentar sobre o design gráfico da mesma.

Interessante o fato do desenho da revista ser quase todo, por assim dizer, monótono (sem trocadilho). Pelo meu entender, eles tentam fazer isso para que o leitor aprecie o texto pelo texto em si, e não por causa da diagramação, figuras, chamarizes, etc.

ok.

De alguma forma, esta revista, que pretende ser elucidativa, questionadora, e trazedoura (isso existe?) de informações relevantes para a nossa vida sócio-político-economica, esquece (será?) de um ponto: sem atrativos, só vai ler quem quer mesmo ler.

Pra mim isto é um problema, no seguinte sentido: Eu leio, você lê, mas acontece que nós em grande maioria já sabemos, ou melhor, já estamos no âmbito informacional dos assuntos tratados na revista. Em outras palavras, ela se torna uma revista especializada, direcionada para um público (muito) fechado e pequeno (idem no muito).

Se a intenção é informar e questionar, não seria melhor que a revista alcançasse (tá certo isso?) um número maior de leitores? E para isso, não seria melhor melhorar o lei-au-ti? Para atrair mesmo, para se tornar mais simpática. Nem precisava ser colorido (ok, ela já é colorida), mas mais interessante visualmente? Por mim não, e creio que por você também não, porque nós lemos (ou leríamos, ou o fato de não ter um desenho interessante não seria fator de repulsa e afastamento entre nós e ela). Não seria interessante que esta revista chamasse os que não a lêem? Para que eles possam participar da discussão, se inteirar sobre os acontecimentos, coisa e tal.

Só uma pergunta.


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segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Connecting the world, one mesh at a time
By Holden Frith, from UK Times Online


Fans of the internet are fond of describing it as an engine of freedom, opportunity and wealth creation. In many ways they are right: the internet can be a limitless classroom for those bypassed by formal education, and a marketplace and forum for people otherwise excluded from economic or political life.

The problem is that the people who could benefit most are the least likely to be connected. The digital divide between rich and poor prevents the benefits flowing to disadvantaged Britons, as well as the vast majority in the developing world, guaranteeing that familiar inequalities persist in the virtual world.

One technology that promises to help bridge the divide both at home and abroad is wireless mesh networking. In basic terms, the mesh provides an alternative to established methods of linking computers together and connecting them to the internet. In practice, it can be used to build large networks far more quickly and cheaply than has previously been possible.

As a result, wireless networks are viable in unexpected places. New Orleans, still without a phone service after Hurricane Katrina, recently began building a free, citywide network using mesh technology, while the whole of Macedonia is now one big wireless hotspot. Networks are also providing web connections to people in the parts of the UK untouched by phone-based broadband, as well as in developing countries that have never had effective telephone networks.



The British company LocustWorld is a pioneer within this growing market. Its co-founder, Richard Lander, explains how meshes differ from other networks. Instead of having a central server which determines how data passes between computers, he says, the mesh creates a network of equals, in which individual computers find the best way to communicate with each other.

"Lots of intelligent devices all fit together to form a resilient network, and the more devices there are on a network, the more routes there are through it," Mr Lander says. "You can continue to grow it organically, piece by piece, and it will organise itself.

Data finds its way through the network in much the same way that we find our way around a city. "You don’t have a map of every route in the country in your head," he says. "You store the routes around where you live or work, or the routes you use most often. If you need to find a street in London you buy a London A to Z, or ask directions on the way."

At the heart of the network is the MeshBox, a wireless access point and router contained in a box about the size of a video recorder. A single box will provide internet access to anyone within range, but a network of several of these nodes can cover large areas as the signal leaps from box to box, spreading from each as it goes.

The ad hoc nature of the mesh makes it easy to start small and expand where necessary, without the complex reprogramming involved with adding to a traditional, top-down network. As the mesh becomes more dense its stability increases due to the greater number of potential connections: if one node fails then the network will direct data through an alternative route. Two separate meshes can even merge into a single network if they grow to the point of overlapping.

They are also relatively cheap to set up. Unlike phone or cable-based internet systems, mesh networks require minimal physical infrastructure and can be installed quickly, cheaply and without extensive training.

In mountainous Bolivia, LocustWorld worked with the International Institute for Communication and local technicians to install a two-square-mile mesh in the town of Sopachuy. The remote town had only about a dozen phone lines for a population of 1,500, but in less than a day and for a few thousand pounds, the team built a network capable of providing internet and telephone services to most of the town.

The same qualities make mesh networks attractive to small internet service providers aiming to fill the UK’s broadband blackspots. Speednet Scotland uses a mesh network to provide wireless broadband access to the area surrounding Troon, Ayreshire, where many telephone exchanges were unable to support broadband until recently.

The company was set up in 2004 and now has 150 customers, each paying either £15.99 per month for a 750Kbps connection, or £24.99 per month for 1.5Mbps. This is slightly more than they would pay for telephone-based broadband, but mesh customers don’t have to pay for a BT line, a prerequisite for most other services. Speednet Scotland also lets users connect their home phone to the mesh instead of the standard phone network, and for a monthly fee of £5 offers unlimited calls to landlines in the UK and 33 other countries.

Although the BT exchanges in the area have now been upgraded to support broadband, Speednet Scotland has managed to keep all its customers. The company’s founder, Brian Mcilwraith, explains that his three MeshBoxes, each of which cost £250, can outperform the established telecoms infrastructure. "We can get a better service through the internet than BT can," he says. "The copper lines have been in the ground for a number of years and they’re not always up to standard, especially in our rural communities."

Mesh networks have long been an area where small companies can compete with the big boys, but with growing interest – and investment – from technology giants such as Cisco and Intel, the market may soon be a lot more crowded. At LocustWorld, Mr Lander is not put off by the competition. "It’s not a question of one company replacing another," he says. "Cisco’s advertising is paying dividends for LocustWorld, raising interest in people who never would have thought of using a mesh."

The growth of meshing will undoubtedly present new challenges. One obstacle is regulation, both in the developing world, where bureaucracy can prove insurmountable, and the developed world, where telecoms companies are strongly lobbying against citywide mesh networks that threaten their business. Wireless security will also be a concern for some, although proponents of the technology argue that an encrypted mesh provides more comprehensive protection than the unencrypted cable network that most people rely on.

As with other relatively new the issue of standards and compatibility may also take some time to settle down, and as more companies become involved there is a risk that a proliferation of competing, incompatible standards could lead to frustration. Mesh remains an emerging technology, but with increasing numbers of villages, towns and cities throughout the world opting to install meshes, it is certainly emerging fast.


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É sempre bom saber sobre o seu país pela visão dos outros.



A totally Tropicália revolution
Interview by Will Hodgkinson - Timesonline

In 1960s Brazil an explosion of popular culture reverberated around the world. The stars of Tropicália are now reuniting at the Barbican


Tropicália was Brazil’s psychedelic revolution. Formed under the shadow of a military dictatorship in 1968 and destroyed in the same year, when its leaders Caetano Veloso and Gilberto Gil were imprisoned and exiled to England, it was a musical and artistic movement that changed the country for ever. It put Brazil’s youth culture on the international map by combining high art with low trash, Brazilian folk music with rock’n’roll. Its chief members were the poetic intellectual Veloso, the spiritually inclined musician Gilberto Gil, the glamorous, militant singer Gal Costa, the avant-garde songwriter Tom Zé — all from Bahia, the black heartland of Brazil — and from São Paulo, the maestro Rogério Duprat and the teenage rock band Os Mutantes. Their philosophy was reflected in a song by Veloso: It is Forbidden to Forbid.
The impact of Tropicália is comparable with that of the Beatles and the Rolling Stones in the West, but John Lennon or Mick Jagger were never jailed simply for expressing themselves. Now, as the Barbican prepares to host a three-month Tropicália festival, the Tropicalists have become international icons, celebrated as much by American musicians such as Beck and David Byrne as by a new generation of Brazilians. And in a reversal of fortune that marks just how far the country’ s political climate has shifted since the 1960s, the one-time cultural revolutionary Gil became Brazil’s Minister of Culture in January 2003. Have Gil and the others lived up to the promise of freedom they made in the late 1960s? This is the question I have come to Brazil to answer.



Tropicália’s roots can be traced to 1967, when Gil heard a traditional instrumental group called Banda de Pifanos de Caruaru playing in the northern city of Recife. He saw a link between the Banda and the Beatles, and wanted to combine both in a movement that would revolutionise Brazilian music.

“It was a feeling, an intuition,” says Gil, who accepted his government post at the request of Brazil’s leftist President Luis Inácio Lula da Silva. “When I saw the Banda playing, and saw how they managed to express something through their simple instruments, I realised they had a similar character to the Beatles. I knew that the Beatles were the new thing. And I also knew that the Banda was the tip of the root. That inspired me to try to bring rock’n ’roll elements into Brazilian music, as well as the experiments of Stockhausen and the avant-garde, and use open speech to talk about society, politics and the source of life itself.”

Gil had left Salvador to live in São Paulo by the time of the Recife trip. On his return he presented his ideas to the left-wing community in the city of which he and Veloso were a part. “They reacted negatively. Electric guitars were considered imperialist, and there was this idea that Brazilian music should be kept pure. But Brazil has never been pure.”

My first port of call on arriving at São Paulo, an urban sprawl so confusing that even the taxi drivers get lost, is the dark, book-lined flat that Tom Zé shares with his wife, translator, manager and all-round godsend Neusa. Zé, an elfin sprite who looks remarkably young for his 69 years, has remained true to Tropicália’s experimental philosophy. He recently completed an operetta, Estudando o Pagode, which tells the story of the repression of women through the ages. Zé’s instrument of choice for this is a ficus leaf. When rolled up into a cylinder and blown, this common piece of foliage creates a high-pitched squeal that Brazilian children use to annoy adults. I turn on the tape recorder and Zé says: “Hello my England children, this is a message for you!” Then he blows a ferocious ficus rasp.

“I am very lively right now,” Zé tells me. “I only got to do what I dreamt much later than the others involved in Tropicália. Caetano and Gil were able to do great things in their youth, but my time came later.”

Zé has mixed feelings about Tropicália. It was Veloso and Gil’s vision; Zé just happened to be thinking along similar lines. But when Tropicália died, Zé’s career went with it. By the late 1980s he was working in his cousin’s petrol station.

Around that time David Byrne, the lead singer of Talking Heads and the founder of the Luaka Bop label, came across some Tom Zé albums in a second-hand shop in Rio. Luaka Bop put out a Tom Zé compilation in 1992 and Zé was saved from a retirement spent pumping petrol. “David Byrne was a salvation for me, a denial of death,” he says. “When Tropicália ended I was buried alive, a footnote in history. Only David Byrne was capable of taking me out of that grave.”


A few hours after meeting Tom Zé I’m sitting in the self-built house and studio of Sérgio Dias Baptista, the guitarist and founder member of Os Mutantes, on the outskirts of São Paulo. Dias, a cheerfully irreverent man who looks very much like a Brazilian Paul McCartney, is apprehensive. The original members of Os Mutantes — Dias, his elder brother Arnaldo Baptista, and Baptista’s teenage sweetheart and former wife Rita Lee — are preparing to meet for the first time in 30 years in a few days’ time. If the meeting goes well Os Mutantes will be playing at the Barbican for a reunion that many — including Kurt Cobain, who wanted Os Mutantes to support Nirvana on a tour of Brazil — have tried and failed to engineer.

The Baptista brothers met Rita Lee at a high school battle of the bands in São Paulo in 1966. Inspired by a shared love of the Beatles, Os Mutantes played on a series of Heath Robinson-like contraptions built by Sergio and Arnaldo’s elder brother Claudio and were soon making appearances on local television. No doubt aided by their wild costumes — they would dress as witches for one show, conquistadors for another — they came to the attention of the classical arranger Rogério Duprat, who felt that they would make an ideal band for a young Bahian singer he had heard about called Gilberto Gil. In 1967 Mutantes backed Gil as he played his song Domingo no Parque at a festival in front of a left- wing audience who believed that electric guitars were the tool of the imperialist devil. A lot of eggs were thrown.

“Caetano and Gil were oriented in politics and philosophy, but were naughty,” explains Dias. “We were just kids — in the beginning of our song Dom Quixote there is an excerpt from Ben-Hur because we saw it the day before going to the studio. Everything we did was a product of pure excitement; pure joy.”

This wasn’t to last. In 1970, after making their third album, A Divine Comedy, a druggy masterpiece that contains an ode to Lucifer and a lament for a broken fridge, the band’s lifestyle tore them apart. Arnaldo began taking LSD daily. He married Rita Lee on December 31, 1971, the day before Lee turned 24. The marriage was over before she hit 25.

“I didn’t leave. They chucked me out!” Rita Lee told me by e-mail, when I asked her why she walked out of Os Mutantes in 1972. Arnaldo Baptista left two years later, his mental health in decline. In 1982 he jumped out of the window of a psychiatric institute and was in a coma for the next two months. “I was somehow disconnected with the world and I wanted to get out. So I thought, if I jump, either I die or I’m free. So let’s try it,” says Baptista when I meet up with him and his wife, a former fan, at his house in Belo Horizonte. He jumped — and woke up with the woman who would become his wife at his side. His only comment on the proposed Os Mutantes reunion is: “I will believe it when it happens.” (In fact it did — the group will play together at the Barbican.)

Rio is a world apart from São Paulo. Along the coastline of the Zona Sul anything more than shorts and a T-shirt is overdressed: those with toned bodies opt for a bikini or briefs accessorised with a pair of Havaianas flip-flops. Caetano Veloso has an apartment that takes up a floor of a smart block in Ipanema and looks out on this sandy catwalk of narcissism. He cuts a distant, glamorous figure. He has been married twice but makes no secret of his attraction to men, and although he ’s from Bahia, Veloso seems to embody the sprit of Rio’s Zona Sul, with its louche bossa nova soundtrack and its beautiful neighbourhoods less than a mile from notoriously crime-ridden slums.

“Our pretension was to live up to our hero, João Gilberto,” says Veloso in a slow Bahia lilt. “But Tropicália was the opposite of what João Gilberto did with bossa nova, which was a refinement of the good way of making popular music in Brazil. We wanted to open ourselves to imperfection, to let traces of reality show. And we attempted to have a courageous attitude towards our political and historical situation.”

Although it seems that Veloso has tired of being a genius in recent years — his last album consisted of cover versions of American songs— he has done enough to provide the Brazilian songbook with a staple of poetic masterpieces. Lost in the Paradise, Alegria, Alegria and Panis et Circenses are experimental but elegant and poignant; political but indirect. “We were from the left. We went on the marches against the dictatorship,” says Veloso.

“But artists are not purely political animals.” As Gal Costa states: “The intention of Tropicália wasn’t a political one. It was more the idea of internationalising Brazilian music, to bring the revolutionary spirit of the hippy era to Brazil.”

Veloso wrote Baby, one of the most beautiful of all of the Tropicália songs, for his friend Gal. The pair had met in Bahia as teenagers and bonded over a belief that João Gilberto was the best singer in Brazil. “João Gilberto appeared on radio singing Chega de Saudade,” says Costa. “From then on I would sing his songs in the bathroom, and when I met Caetano he understood what I wanted to do. I was humble, but I knew I was good. I was a good lover too.”

As Tropicália blossomed from an idea into a movement, Costa moved from singing in a pure bossa nova style to combining that with Janis Joplin-style shrieks. Somehow the unlikely pairing worked and she became Tropicália’s hippy diva.

By December 1968 Tropicália had its own short-lived television show, Divine, Marvellous. On the Christmas edition Veloso held a gun to his head while singing a traditional song. This coincided with the military’s passing of the International Act No 5, which ended the most basic of human rights and made torture a routine part of the interrogation process. At 3am on the morning after the show Veloso and Gil were arrested and taken to solitary cells in a jail in Rio.

“I would sleep on the ground with nothing but a filthy blanket and my head next to a loo,” Veloso recalls. “There was a little slot at the bottom of the door for the guards to put my food in. I thought I might be there for the rest of my life. At first nobody said anything to me. Then it was: ‘Stand up! Take this! Get up! Go in!’ Only the last two weeks were dedicated to any questions.”

“In the end they gave us lots of ridiculous reasons for putting us in jail,” said Gil. “Like ‘you work for the communists, you want to destroy our youth . . .’ The real reason was: you are too enigmatic and we can’t understand you, so it’s better that you are in jail.”

Prison was followed by four months under curfew in Salvador. They could not see their families, make music, or leave town. Gil asked the colonel in charge for a solution to their problem. The solution was to leave Brazil. On July 5, 1969, Veloso and Gil arrived in London, where they stayed for two and a half years.

“Jail changed me a lot,” said Veloso. “I went crazy because I couldn’t stand it, or understand it. I learnt that these things in life are serious . . . I knew that we were touching serious issues in Brazilian life, but I didn’t expect that strong response. Gil, I think, did expect it, and he was better prepared for it than I was.”

With Veloso and Gil out of the picture and Os Mutantes going towards straightforward rock’n’roll, it was left to Gal Costa to keep Tropicália alive. “I remained here in Brazil, trying to uphold the ideology of Tropicália — the dictatorship couldn’t kill it because of my presence. Holding a guitar for me was like holding a weapon . . . a weapon I used to defend myself.”

In 1972 Brazil went through the “Economic Miracle” and the Government loosened up. Veloso and Gil returned to the country as vanguards of freedom. “The hero worship lasted for maybe two weeks,” says Veloso. “Now the Left wanted us to be their symbols, and there was a lot of expectation on my first show in Rio. I disappointed everyone by quoting Carmen Miranda and playing songs by João Gilberto.”

In the following years Tropicália became something, according to the Brazilian music journalist Silvio Essinger, “that was taught in schools. You could only find the records in second-hand shops.” Veloso, Gil, Gal Costa and Rita Lee all became famous singers in their own right with few links to their old movement. But over the past decade a new generation of musicians has rediscovered Tropicália. The first was Nação Zumbi, who emerged from Recife where it all began in 1967 to cannibalise everything from Nirvana to samba and somehow make it all sound Brazilian. Then came a collective of postTropicalist musicians based in Rio that include Caetano Veloso’s son Moreno, the producer Kassim and the experimental songwriter Totonho.

Totonho lives in a small flat on the poorer part of Copacabana that backs on to the side of Sugar Loaf Mountain. By day he runs a youth club for favela children and in the evening he makes atonal, experimental records. His latest, Sabotador de Satelite, is a conceptual protest album, set in the future, about the environmental chaos humans have wreaked by colonising the solar system. “There’s no point in writing about the Earth because the damage is done,” he says. “So I decided to complain about the shopping malls on the Moon.”

Totonho sees Tropicália as the only honest expression of what it is to be Brazilian. “There is no purity in Brazil, racial, musical or otherwise. I didn’t hear Caetano and Gil until I was 26, but I instantly understood what they were doing.”

Kassim, the producer of the moment in Brazil, and Moreno Veloso are also continuing where Tropicália left off. They are part of a big band called Orquestra Imperial that plays samba songs in an avant-garde style, and Kassim recently made an album from the bleeps of a Nintendo Gameboy. “There are people of my generation who feel you cannot mix samba with anything,” Kassim says. “That’s when I feel close to Tropicália, because Caetano and Gil were told the same thing over 30 years ago.”

How true have Veloso and Gil, the men that created it, been to Tropicália? “I don’t think any of us have lived up to what we created then,” Veloso concludes. “But what guided me to Tropicalism guides me to what I’m doing today.” For Gil, its significance was deeper. “It became a religion in the sense of having an open mind, of being aware of our globality, our many-faced reality.” As to Gil’s appointment as Minister of Culture, Kassim and Moreno Veloso approve. “Our ministers have always been rich,” says Kassim. “And they have never had any idea about culture. Gil is seen as a man of the people.”

Now Gil spends his weekdays wearing a suit, sitting at parliament in Brasilia, and his weekends playing concerts. How can Tropicália, the ultimate countercultural statement, equate with his new job? “Because the spirit of Tropicália is still within me,” he says. “The spirit is the one thing that will never change.”


Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture, Barbican Art Gallery, London, Feb 16-May 21 (www.barbican.org.uk/artgallery 020-7638 8891). A fully illustrated catalogue, Tropicália: A Revolution in Brazilian Culture, accompanies the exhibition. Edited by Carlos Basualdo, the 370-page book, published by Cosac & Naify (£25).


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Connecting the world, one mesh at a time
By Holden Frith, from UK Times Online


Fans of the internet are fond of describing it as an engine of freedom, opportunity and wealth creation. In many ways they are right: the internet can be a limitless classroom for those bypassed by formal education, and a marketplace and forum for people otherwise excluded from economic or political life.

The problem is that the people who could benefit most are the least likely to be connected. The digital divide between rich and poor prevents the benefits flowing to disadvantaged Britons, as well as the vast majority in the developing world, guaranteeing that familiar inequalities persist in the virtual world.

One technology that promises to help bridge the divide both at home and abroad is wireless mesh networking. In basic terms, the mesh provides an alternative to established methods of linking computers together and connecting them to the internet. In practice, it can be used to build large networks far more quickly and cheaply than has previously been possible.

As a result, wireless networks are viable in unexpected places. New Orleans, still without a phone service after Hurricane Katrina, recently began building a free, citywide network using mesh technology, while the whole of Macedonia is now one big wireless hotspot. Networks are also providing web connections to people in the parts of the UK untouched by phone-based broadband, as well as in developing countries that have never had effective telephone networks.



The British company LocustWorld is a pioneer within this growing market. Its co-founder, Richard Lander, explains how meshes differ from other networks. Instead of having a central server which determines how data passes between computers, he says, the mesh creates a network of equals, in which individual computers find the best way to communicate with each other.

"Lots of intelligent devices all fit together to form a resilient network, and the more devices there are on a network, the more routes there are through it," Mr Lander says. "You can continue to grow it organically, piece by piece, and it will organise itself.

Data finds its way through the network in much the same way that we find our way around a city. "You don’t have a map of every route in the country in your head," he says. "You store the routes around where you live or work, or the routes you use most often. If you need to find a street in London you buy a London A to Z, or ask directions on the way."

At the heart of the network is the MeshBox, a wireless access point and router contained in a box about the size of a video recorder. A single box will provide internet access to anyone within range, but a network of several of these nodes can cover large areas as the signal leaps from box to box, spreading from each as it goes.

The ad hoc nature of the mesh makes it easy to start small and expand where necessary, without the complex reprogramming involved with adding to a traditional, top-down network. As the mesh becomes more dense its stability increases due to the greater number of potential connections: if one node fails then the network will direct data through an alternative route. Two separate meshes can even merge into a single network if they grow to the point of overlapping.

They are also relatively cheap to set up. Unlike phone or cable-based internet systems, mesh networks require minimal physical infrastructure and can be installed quickly, cheaply and without extensive training.

In mountainous Bolivia, LocustWorld worked with the International Institute for Communication and local technicians to install a two-square-mile mesh in the town of Sopachuy. The remote town had only about a dozen phone lines for a population of 1,500, but in less than a day and for a few thousand pounds, the team built a network capable of providing internet and telephone services to most of the town.

The same qualities make mesh networks attractive to small internet service providers aiming to fill the UK’s broadband blackspots. Speednet Scotland uses a mesh network to provide wireless broadband access to the area surrounding Troon, Ayreshire, where many telephone exchanges were unable to support broadband until recently.

The company was set up in 2004 and now has 150 customers, each paying either £15.99 per month for a 750Kbps connection, or £24.99 per month for 1.5Mbps. This is slightly more than they would pay for telephone-based broadband, but mesh customers don’t have to pay for a BT line, a prerequisite for most other services. Speednet Scotland also lets users connect their home phone to the mesh instead of the standard phone network, and for a monthly fee of £5 offers unlimited calls to landlines in the UK and 33 other countries.

Although the BT exchanges in the area have now been upgraded to support broadband, Speednet Scotland has managed to keep all its customers. The company’s founder, Brian Mcilwraith, explains that his three MeshBoxes, each of which cost £250, can outperform the established telecoms infrastructure. "We can get a better service through the internet than BT can," he says. "The copper lines have been in the ground for a number of years and they’re not always up to standard, especially in our rural communities."

Mesh networks have long been an area where small companies can compete with the big boys, but with growing interest – and investment – from technology giants such as Cisco and Intel, the market may soon be a lot more crowded. At LocustWorld, Mr Lander is not put off by the competition. "It’s not a question of one company replacing another," he says. "Cisco’s advertising is paying dividends for LocustWorld, raising interest in people who never would have thought of using a mesh."

The growth of meshing will undoubtedly present new challenges. One obstacle is regulation, both in the developing world, where bureaucracy can prove insurmountable, and the developed world, where telecoms companies are strongly lobbying against citywide mesh networks that threaten their business. Wireless security will also be a concern for some, although proponents of the technology argue that an encrypted mesh provides more comprehensive protection than the unencrypted cable network that most people rely on.

As with other relatively new the issue of standards and compatibility may also take some time to settle down, and as more companies become involved there is a risk that a proliferation of competing, incompatible standards could lead to frustration. Mesh remains an emerging technology, but with increasing numbers of villages, towns and cities throughout the world opting to install meshes, it is certainly emerging fast.


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Empresa quer lançar gel anti-Aids nos EUA

ANTÔNIO GOIS, da Folha de S.Paulo no Rio

Um laboratório americano anunciou estar próximo de obter autorização da FDA (agência de controle de alimentos e remédios dos EUA) para comercializar um gel vaginal que se mostrou efetivo para impedir o contágio pelo HIV em mulheres.

A Instead, empresa com sede na Califórnia detentora da patente do produto Amphoragel, já obteve autorização para comercializá-lo como simples gel lubrificante, mas espera agora autorização para vendê-lo também como droga eficaz no combate ao HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Testes clínicos iniciais foram realizados por cientistas da Unicamp (Universidade de Campinas), após testes em laboratório. O gel, clinicamente conhecido como Acidform, foi desenvolvido pela Rush University, em Chicago. As pesquisas em Campinas mostraram que o produto era seguro para o uso vaginal. O objetivo do teste na Unicamp não era ainda provar sua eficácia contra o HIV, mas sua segurança.

Longa busca

A Instead não é única empresa a tentar produzir um gel vaginal que seja efetivo no combate ao HIV. A busca por esse produto foi intensificada após o aumento de contágio de mulheres em relações heterossexuais. Como o preservativo é o único método 100% seguro para evitar o contágio, as mulheres dependem hoje da cooperação de seus parceiros para se protegerem.

O efeito esperado do gel é manter a acidez da vagina num nível em que o HIV não sobrevive. O pH da vagina varia entre 3,5 e 4,5, o que protege a mulher do contágio. No entanto, como o sêmen tem um pH entre 7,2 e 8,0, a acidez da vagina aumenta para níveis superiores a 6,0 numa relação sexual. O que o Amphoragel faz é manter a acidez da vagina num nível abaixo de 5,0.

O Amphoragel não foi o primeiro produto a ser pesquisado com este fim. Há mais de 60 produtos em estudo. O N9 (nonoxynol-9), por exemplo, um espermicida conhecido e comercializado há muito tempo, não provou ser eficaz em reduzir as infecções sexualmente transmitidas, incluindo o contágio pelo HIV.

Eliana Amaral, pesquisadora do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Unicamp, explica que o produto por ela testado em mulheres em Campinas não provocou irritações como o N9.

"Pesquisamos o produto em suas primeiras fases de testes clínicos. O que nossa pesquisa mostrou foi que esse gel era bem tolerado pelas mulheres e pelos casais, não provocando irritação genital que pode aumentar o risco de HIV, em vez de proteger. Há outros géis com formulação semelhante que estão em sua fase final de testes. Mas eles precisam ser pesquisados em milhares de mulheres, nos chamados estudos de fase 3, até serem reconhecidos como eficazes no combate ao HIV", afirma Amaral.

Um desses testes com o Amphoragel está sendo realizado neste ano com mulheres em Madagascar, na África, com apoio do Centro Norte-Americano para Controle e Prevenção de Doenças e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

Falsa esperança

Amaral estima, no entanto, que somente em dois anos, pelo menos, esses produtos estarão no mercado. "Por enquanto, não se pode vender uma falsa esperança de que eles já são 100% eficazes sob o risco de as pessoas abandonarem outros métodos de prevenção para usar o gel", diz.

O presidente da Instead, Joseph Pike, esteve na semana passada no Brasil acompanhando o ex-secretário de Estado de Saúde dos Estados Unidos, Thommy Thompson, que é membro do conselho da Instead e veio dar uma palestra no Rio a convite do sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Rio.

Pike diz que já se pode afirmar que o Amphoragel é eficaz em manter a acidez da vagina num pH de 5,0. "Essa afirmação nós já podemos fazer porque temos um estudo, ainda não publicado, que mostra que o produto foi eficaz no combate ao herpes, que é mais resistente do que o HIV nessa fase de contágio. Também já sabemos que ele é seguro, tanto que já recebeu autorização da FDA para ser usado como gel. O próximo passo agora é conseguir a autorização para vendê-lo também como um produto que se mostrou eficaz na prevenção ao HIV", diz ele.



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quarta-feira, janeiro 25, 2006

2006

No dia 16 de janeiro de 2006 eu completei 26 anos de nascido.

Ou seja, mais de um quarto de século.

Eu não sei bem o que isso quer dizer, mas quer dizer uma coisa.

Se você pegar uma folha em branco e, na extremidade direita da folha (em qualquer altura) escrever o número 2, e depois enconstar esta extremidade da folha num espelho, de forma que você consiga enxergar tanto o número dois quanto o seu reflexo, você irá ver o número que designa a minha idade!

E se ocê fizer o mesmo processo colocando o número 20 no lugar do número 2, você verá o ano em que nós estamos!

Para saber minha idade, em qualquer ano, proceda assim:

Ano XYZW. XY representam um número (no nosso caso atual, 20, pois estamos no ano de 2006) e ZW representam outro (no nosso caso, 06).

Some os dois números. Pronto.

Assim sendo, em 2067 eu terei...
20 + 67 = 87 anos de vida!

(alguns hereges diriam que em 2067 eu já estarei morto, mas estes arderão no áspero mármore do inferno)

Mas essa regra só vale a partir do ano 2000, e até o ano 2099.

De presente de aniversário eu ganhei, além de roupas:

- O livro com Todas as Crônicas de Nárnia
- Um livro sobre cinema que eu ainda tenho que escolher
- O Box de Star Wars com os Episódios 4, 5 e 6
- O incrível multifuncional treco elástico de colocar na cabeça (não é uma camisinha), que vira gorro, faixa, bandana, protetor de cabeça e pescoço, pano de pirata, prendedor de cabelo, máscara ninja, cobertor de cabeça de velha coroca, e milhões de coisas mais

Também ganhei um bolo de aniversário e um almoço no Saluti. E comemorei com alguns amigos meus no Twist, no Rio Vermelho, numa festinha muito massa que me surpreendeu bastante, com direito a presenças ilustres, como sra. Rodolfo (mais conhecida por seus pais como Daniela), o casal de nome estranho Iuna-Ipojucan, a trupe Cruz e Uiragregado e Liviagregada e Ricardagregado, O mestre, 2 estudantes de cinema, sendo que um deles (ela, na verdade) formada em Londres, e até mesmo uma pessoa do alto escalão da publicidade baiana que eu não posso comentar em público.

Enfim, entrei na segunda idade, considerando que os seres humanos vivem em média 75 anos.


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sábado, janeiro 07, 2006

Dia de Reis

Feliz dia de Reis!

fim.

terça-feira, dezembro 27, 2005

Antes que eu me esqueça também

FELIZ ANO NOVO!!

Para aqueles em que o ano já mudou:

Feliz passagem do dia 31 de dezembro de 2005 para o dia 1 de fevereiro de 2006!!

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quarta-feira, dezembro 21, 2005

Festival de 5 Minutos

Nas Quartas Baianas (21/dez) serão exibidos os vencedores do Festival 5 Minutos 2005.

Abaixo, a lista dos premiados.

Prêmio Alexandre Robatto: Reversos (Salvador/BA) - Paula Príncipe, Daniel Dourado e Gabriel Teixeira.

Prêmio Carlos Athayde: Seu Agá (Salvador/Ba) - Fabrício Jabar;

Prêmio Geraldo Del Rey: Outras Opções: Aguarde (São Paulo/SP) - Caco Souza

Prêmio Roberto Pires: Deu no Jornal (Rio de Janeiro/RJ) - Yanko Del Pino

Prêmio Vitor Diniz: Folhinha Verde (Salvador/Bahia), Marcio Cavalcanti.

Cada um destes cinco vídeos ganhou um prêmio no valor de R$4.500,00.

Na categoria Melhor Vídeo de Jovem Realizador (jovens de até 23 anos, R$ 2.500,00)

Prêmio Walter da Silveira: A Vingança da Bibliotecária(Brasília/DF) - Santiago Dellape

Menções Honrosas:
- 02.Conjunto Residencial (São Paulo/SP) - de Adams Carvalho e Olívia Brenga
- Retoque Final (Recife/PE) - de Marcelo Pedroso e Marcos Toledo.

Menção Honrosa/Jovem Realizador:
Tem um Dragão no Meu Baú (Rio de Janeiro/RJ) - Rosária Ferreira

segunda-feira, dezembro 19, 2005

Antes que eu me esqueça....

Feliz Natal!

(ou qualquer coisa do gênero que se aplique à sua religião)

Para os que não tm religião:

Feliz Natal!

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quinta-feira, outubro 27, 2005

terça-feira, outubro 25, 2005

FESTIVAL DE CINEMA PAN AFRICANO ABRE INSCRIÇÕES


O V Festival de Cinema Pan Africano, com o apoio da Secretaria de Reparação Racial da Prefeitura de Salvador, abre inscrições para o prêmio Milton Santos, que esse ano terá como tema o TERRITÓRIO. A premiação seráno valor de R$2.000,00 para o melhor filme, escolhido através de júri popular.

O Festival de Cinema Pan Africano é uma mostra de vídeos e filmes que acontecerá de 16 a 20 de novembro em Salvador, com ações voltadas para o cinema local, assim como para as atividades de formação. A base fundamental é o território.

Entres os objetivos estão a divulgação do cinema da diáspora africana e a viabilização do acesso à linguagem audiovisual para as comunidades residentes na periferia da cidade, formada principalmente por afro-descendentes. A proposta do festival é que o público tenha acesso ao cinema e também a outra imagem, a outra cultura, diferente daquela mostrada pela grande mídia e pelos programas de cultura de massa.

O regulamento completo e a ficha de inscrição estão disponíveis na página do festival na internet: www.panafricano.com.br

O V Festival de Cinema Pan Africano é uma realização do Instituto Panafricano e da Studio Brasil, tem o patrocínio dos Correios e apoio do CEPAIA.

terça-feira, outubro 11, 2005

Para Estudar Ética

Alain Badou - Ética: Um ensaio sobre a consciência do mal
Álvaro L. M. Valls - O que é ética
Aristóteles - Ética a Nicômaco
Albert Camus - O estrangeiro / Calígula / O equívoco / A queda
Cocerus - A vida de Spinoza
Daniel Defoe - Robson Cruzoé
Deus - Bíblia Sagrada (ed. Paulos)
Enrique Dussel - Filosofia da libertação
Epicuro - Carta sobre a felicidade
Gilles Deleuze - Lógica do sentido
Goethe - Fausto
Henrique Lima Vaz - Escritos de Filosofia II: ética e cultura
Hesíodo - Teogonia (a origem dos deuses) / Os trabalhos e os dias
Horácio Gonzales - Camus, a libertinagem do sol
Jacques Maritain - A filosofia moral
Jankélévitch - O paradoxo da moral
Johannes Hessen - Filosofia dos valores
José Américo Motta Pessanha - As delícias do jardim
Kafka (Franz Kafka) - O veredito / Na colônia penal
Kant (Immanuel Kant) - Crítica da razão prática / Fundamentação da metafísica
Kierkegaard - Temor e tremor
Kremer Marietti - A Ética
Lévinas (Emmanuel Lévinas) - Entre nós: ensaio sobre a alteridade / Humanismo do outro homem
Lipovetsky (Gilles Lipovetsky) - O crepúsculo do dever: a ética indolor dos novos tempos democráticos
Lourenço Leite - Do simbólico ao racional
Moeller (Charles Moeller) - O silêncio de deus
Moore (George Edward Moore) - Principia Ethica
Nietzsche (Friederich Nietzsche) - Genealogia da moral / Além do bem e do mal
Pegoraro (Olinto Pegoraro) - Ética é justiça
Platão - A república
Sartre (Jean-Paul Sartre) - Ser e o nada
Spinoza (Baruch de Spinoza) - Ética / Spinoza e as mulheres
Sêneca - Da vida feliz
Simone de Beauvoir - Moral da ambigüidade
Tzvetan Todorov - Em face do extremo
Tolstoi (Leon Tolstoi) - A morte
Tegendhat (Ernest Tugendhat) - Lições sobre ética

segunda-feira, outubro 03, 2005

iPOD ?


Claro que pode!

O segundo filho de Nicolas Cage (sobrinho de Francis Ford Coppola) se chamará:

Kal-el Coppola Cage.

quarta-feira, setembro 28, 2005

So pretty


"Monday´s Child is fair of face
Tuesday Child is full of grace
Wednesday´s Child is full of woe
Thursday´s Child has far to go
Friday´s Child is loving and giving
Saturday´s Child works hard for a living
But the child that is born on the Sabbath day
is fair and wise, good and gay?"

Para os curiosos:

Calendário para quase qualquer ano.
Será isso um Hai Kai?

Star Trek, que beleza!
foi eleito a melhor
ficção científica.
Perguntas pertinentes

- O que é comunicação?

- O que é arte?

- Arte é comunicação?

- Comunicação é arte?

terça-feira, setembro 20, 2005

AHN?

Alguém me explica o que está acontecendo com as eleições na Alemanha? Como assim os dois vão governar?

(postado de um G5)

segunda-feira, setembro 19, 2005

Ei!


Loja de All Star em Curitiba!
Foi pra parada, gay?

Eu fui.

Outro dia aí teve a parada evangélica também. Um monte de gente vestido de "Exército de Cristo".

Viva Salvador.


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segunda-feira, setembro 05, 2005

Folha de São Paulo

O parsec é uma medida de distância usada comumente pelos astrônomos para obrigar os outros a convertê-las para os anos-luz, que são mais populares e intuitivos. Já um ano-luz é a distância percorrida pela luz num ano, aproximadamente 9,5 trilhões de quilômetros.


Fantástico!

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terça-feira, agosto 30, 2005

Novos Links

www . roteiro de cinema . com . br

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RECEBI POR AÍ

Recebi por aí. Leiam e decidam por vocês mesmo, ou pesquisem, se é verdade.

O deputado Jutahy Magalhães (PFL - Bahia) é o autor de um projeto de lei que, conforme matéria da Rede Globo, proíbe o Ministério Público de investigar atos de corrupção de Presidente da República, Governadores de> Estados, Senadores, Deputados Federais, Deputados Estaduais e Prefeitos.


Bem, o que podemo fazer contra isso, se é que isso é verdade? Primeiro, espalhem a notícia. Segundo, cobrem dos meios de comunicação a divulgação da notícia. Terceiro, mandem e-mails para os líderes no congresso, expondo a situação e a revolta da população com esta atitude (se você for contra, é claro).

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quarta-feira, agosto 10, 2005

Exú

Todo mundo tem um pouco de Exú.
Uns o pau, outros o cu.


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Exú

Todo mundo tem um pouco de Exú.
Uns o pau, outros o cu.


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sexta-feira, julho 29, 2005

Como já dizia Raul Seixas

Gelo em marte.



PRIMEIRO CORTE: OFICINA DE EDIÇÃO AUDIOVISUAL


A Arteponto Produção Cultural & Design em parceria com a Torch Engenharia e Computação Gráfica promove PRIMEIRO CORTE: OFICINA DE EDIÇÃO AUDIOVISUAL. Esta oficina tem como objetivo introduzir o participante no universo da edição de imagens de forma teórica e prática, utilizando como ferramenta o software ADOBE PREMIÉRE. Serão abordados conceitos de montagem através da análise de clássicos do cinema como O Encouraçado Potenkim, Um Cão Andaluz, entre outros, que ainda hoje representam uma referência para editores de cinema e vídeo. A oficina será ministrada pelo Designer e Editor Ricardo Bertol, profissional que desenvolve trabalhos criativos em edição de vídeo, design gráfico, animação e vinhetas.  

A oficina terá carga horária de 16h distribuída em quatro aulas aos sábados, nos dias 10, 17 e 24 de Setembro e 01 de Outubro de 2005. Terão opções de turmas pela manhã ou pela tarde. A oficina inclui a realização por aluno de um trabalho de edição que será exibido em uma mostra final. As inscrições estão abertas até o dia 09 de Setembro e podem ser realizadas na Torch Engenharia, local onde será ministrada a oficina. Vagas limitadas! 

O quê: PRIMEIRO CORTE Oficina de Edição Audiovisual
Quanto: 300 reais
Inscrições: abertas
Quando: 10, 17 e 24/09 e 01/10/2005.
Onde: Torch Engenharia: Av. Tancredo Neves, 909 Ed. André Guimarães, Sala 1512 Caminho das Árvores Salvador /BA (Edifício do restaurante Barbacoa) 

Informações:
ARTEPONTO: Milena Leite: 8852- 1789 / Davic Oliveira: 9922-2242 arteponto@pop.com.br 
Torch Eng: 3272 - 6612 / 9139-6334 / torch@torch.eng.br / www.torch.eng.br


EU NÃO CONHEÇO O CARA E NÃO SEI DIZER SE ELE É BOM OU SE A EMPRESA PRESTA.


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segunda-feira, julho 25, 2005

Provérbios tracadilhados 1


"A pressa é inimiga da perfeição."

"A prensa é inimiga da perfeição."

"A imprensa é inimiga da perfeição."

"A pressa é inimiga da refeição."

"A pressa é inimiga da razão."

"A imprensa é inimiga da razão."

"A pressa é um perigo pra perfeição"

"Imprensa: perigo para a nação."

"Imprensa: bem vinda ao Afeganistão."

"Imensa é a nossa decepção."

"A presa é nossa alimentação."

"Apesar da nossa perfeição."

"A prece é inimiga da perfeição."

"À pé é o contrário da condução."

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terça-feira, julho 19, 2005

Homem morre ao ser sodomizado por cavalo nos EUA


Um homem morreu em um sítio nos Estados Unidos freqüentado por zoófilos ao ser sodomizado por um cavalo, informou a polícia nesta segunda-feira. "Do médico legista ao comissário, passando pelos investigadores, ninguém jamais viu algo remotamente parecido com isto", disse Eric Sortland, chefe da Polícia de Enumclaw, 60 quilômetros a sudeste de Seattle, Estado de Washington.

A vítima de 40 anos sofreu graves lesões internas e seu corpo foi deixado por desconhecidos em um hospital de Seattle, no dia 2 de julho, pouco depois do ato. "Seu cólon rompeu, como os órgãos inferiores da mesma região, e a hemorragia o matou", revelou Sortland.

As investigações revelaram que o sítio era especializado em zoofilia e oferecia a seus clientes cavalos, pôneis, cabras, ovelhas e até cães. Tudo era anunciado pela Internet.

A polícia apreendeu fitas de vídeo com centenas de horas de atos sexuais entre homens e animais. O código penal do Estado de Washington não proíbe a zoofilia.

Euvaldo já tinha me falado desse sítio...

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Camilo

Camilo


Aniversário de Camilo hoje.


Parabéns!

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sábado, julho 16, 2005

Imagens Fantásticas

Fantástico!


sexta-feira, julho 15, 2005

Mais filmes...

Amanhã, eu filmo o meu primeiro vídeo (sem contar claro os filmes que eu fiz quando guri, ou seja, até os 14 anos)totalmente meu. Roteiro, direção, câmera, produção. Não vou editar dessa vez, mas acompanho a edição.

Um roteiro de 1 minuto, que escrevi para o festival do minuto Vivo.

É isso.

domingo, julho 10, 2005

Filmes...

Eu já falei que eu estou trabalhando em outro filme já?

Acaba quarta-feira.

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terça-feira, julho 05, 2005

Elevador Lacerda

Ontem eu andei no elevador duas vezes, de graça!
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segunda-feira, julho 04, 2005

A quem interessar, possa

A exibição do clássico Cidadão Kane (Orson Welles) integra o evento Cinematógrafo, Potemkin, Projeção e Discussão de Filmes, programado para esta terça-feira (5), a partir das 18h, na Sala Alexandre Robatto, na Biblioteca Central dos Barris. Na sequência, as discussões sobre a película serão conduzidas pelo professor Mauro Castelo Branco de Moura. O evento é uma iniciativa conjunta do Cinema-História do Núcleo de Pesquisas do Departamento e Pós-Graduação em História da Ufba, em parceria com a Fundação Cultural do Estado.


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terça-feira, junho 21, 2005
















Ali, do lado da Praça da Sé.

Se eu não me engano, o único cinema que funciona no centro da cidade (o Tamoio fechou).

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Teste do novo Bloggar...
Tcham, tcham ram!

É isso mesmo! Exatamente! O que todos esperavam!
E sejam muito felizes!

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segunda-feira, junho 06, 2005

Que a força esteja com vocês!

Para testar a fé do brasileiro e restabelecer a paz universal, nosso repórter assistiu a toda a série Star Wars e fundou uma nova religião: o jedaísmo. E até conseguiu adeptos

Por Arturo Querzoli

Um assunto estranho invadiu os noticiários do Reino Unido, Austrália e Nova Zelândia, que estão realizando seus respectivos censos populacionais em 2001: uma misteriosa corrente de e-mails pedindo a todos os cidadãos que não têm uma religião definida que respondam aos pesquisadores que são da religião Jedi. O spam afirma que, assim que os adeptos somarem 10 000 respostas, o jedaísmo, inspirado na série Star Wars, de George Lucas, poderá ser transformado em uma religião oficial.

Mas, apesar da simpatia do Mestre Yoda e sua turma, a campanha não deu muito certo. E os auto-intitulados Cavaleiros Jedis foram ameçados com multas e processos se continuassem com a tentativa de melar o censo. Será que no Brasil aconteceria o mesmo? Afinal, o brasileiro já acreditou em coisa muito mais bizarra, como o ET de Varginha, o confisco do Collor, a Seleção Brasileira e o Paulo Maluf. Por que não acreditaria numa religião baseada na filosofia Jedi?

Pouco tempo depois, eu, Arturo Querzoli, e dois atores, Leonardo e Fábio, nos vestimos de Cavaleiros Jedis e invadimos a Praça da Sé, no Centro de São Paulo, ponto de pregação de muitos líderes espirituais, para divulgar o jedaísmo - e ver se descolávamos uma graninha extra.

Munidos de um cartaz feito por um pintor de pôsteres de filmes pornôs e de alguns colares encomendados para lembrar que "a Força está com você", paramos no meio da praça, a alguns metros de um grupo de evangélicos cristãos.

Passados 5 minutos, nós três - recém-nomeados Obi-Wan Kenobi (Leonardo), Qui-Gon Jinn (eu) e Luke Skywalker (Fábio) - já atraíamos olhares curiosos. Em dúvida se a atenção popular era causada pela mensagem "Que a Força esteja com você" pintada no cartaz atrás de nós ou pelas roupas ridículas que usávamos, Obi-Wan Kenobi dirigiu-se ao curioso mais próximo e perguntou:

Obi-Wan Kenobi: O que você está fazendo aqui na praça?

Curioso: É que eu não sou ninguém. Acabei de cumpir 23 anos de cadeia.

Obi-Wan: (tentando disfarçar o susto): Por que você acha que não é ninguém? Quantos anos você tem?

Curioso: 42. É que eu sou ignorante…

Obi-Wan: (dirigindo-se ao recém-formado grupo de interessados ao redor de nós): Quantos de vocês têm mais de 50?

(Alguns levantam a mão.)

Obi-Wan: (apontando para o ex-presidiário): E quem de vocês acha que esse homem é ignorante?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan: E quem acha que ele é ninguém?

(Ninguém levanta a mão.)

Obi-Wan: (para o ex-presidiário): Tá vendo? Sinta a Força dentro de você e dê a volta por cima! Como você está se sentindo agora?

Curioso: Alguém. Agora eu sou alguém!

Obi-Wan: (com um sorriso contagiante de Padre Marcelo): É isso, irmão! Seja um Jedi e que a Força esteja com você.

Vencido o combate inaugural contra o Lado Negro da Força, um grupo de bêbados, secretárias, desempregados, auxiliares de escritório, bacharéis, office-boys e outros habitantes da Praça da Sé já se aglomerava em volta dos três dublês de beduínos que haviam acabado de converter um ex-fora-da-lei. Será que a Força estava realmente do nosso lado?

Confiantes de que o público não reconheceria a semelhança entre a nossa religião e os filmes do George Lucas (se descobrissem a brincadeira, certamente nos expulsariam a pedradas), iniciamos nosso sermão. Nosso discurso era simples, baseado em quatro princípios básicos:

1. Acreditar e sentir a Força, que está acima de todas as religiões do planeta Terra.

2. União universal e sem preconceitos entre humanos, andróides e extraterrestres.

3. Busca da paz e do amor pelo poder da Força.

4. Combate sem tréguas ao Lado Negro da Força.

O público ao nosso redor foi aumentando. Preocupado com a concorrência, um pastor do grupo evangélico vizinho abandonou seus companheiros para nos intimar:

Pastor: Quem são vocês? O que vocês estão transmitindo aqui?

Qui-Gon Jinn: Estamos transmitindo a Força. A Força dos Jedis. O senhor conhece a nossa religião?

Pastor: Jedis, né? Já ouvi falar… Li alguma coisa a respeito, mas não conheço muito, não. Qual o objetivo de vocês aqui?

Qui-Gon: Promover a paz e o amor, ensinar vocês a usarem a Força que está presente em todo o Universo…

Pastor (incrédulo): E como vocês pretendem fazer isso? Baseados em qual fundamento? Como podem explicar essa tal Força do nada? Como podem não acreditar no pai-nosso-todo-poderoso?

Mal começou a discussão entre o evangélico e Leonardo (Qui-Gon Jinn), e os curiosos se multiplicaram em torno de nós. Para ajudar o pastor indignado, um espertalhão logo lançou a pergunta: "Isso é daquele filme Guerra nas Estrelas!", mas obteve, antes que o público se rebelasse, a resposta ensaiada de Luke Skywalker: "Claro que sim. O filme é o único que mostra nossa religião, que existe há milhões de anos".

Depois de 10 minutos de acusações ("A Força é o diabo!"), o pastor ficou bravo e foi embora, resmungando pragas bíblicas. Ele, porém, estava errado. A Força não é o diabo. O Darth Vader é que é o diabo. Nessa altura do campeonato, já choviam perguntas da pequena multidão reunida, que, para nosso espanto, realmente estava interessada em virar Jedi. Os diálogos que se seguiram pareciam saídos de ficção científica:

Rapaz: Vocês acreditam que, através dessa Força que vocês pregam, as pessoas consigam mover objetos por meio do pensamento?

Qui-Gon Jinn: Claro! É só atingir um estado de perfeita harmonia com a Força presente no Universo.

Rapaz (falando para a velhinha atenta que está ao seu lado): Viu, mãe!? Não falei pra senhora? Agora a senhora sabe como eu faço para mexer os copos e aquelas coisas todas! (Dirigindo-se a mim): É que eu tenho poderes paranormais, sabe? Eu olho para um animal, por exemplo, e penso: "Quero que você levante e vá para a esquerda". Aí ele levanta e vai para a esquerda.

Qui-Gon (fazendo cara de santo para não rir): Hum… Sei… A Força é forte em você, meu jovem.

Com o sucesso repentino das nossas pregações e ensinamentos, logo nos tornamos a sensação da praça. Como todo líder religioso que se preze, passamos à segunda fase de nosso teste de fé: a arrecadação financeira. Entre uma pregação e outra, Luke Skywalker abriu um pequeno tabuleiro com nossos Talismãs Jedi (produzidos pela empresa Controvérsia especialmente para a VIP): amuletos para proteger os Cavaleiros Jedi contra o Lado Negro da Força. Nem precisamos anunciar que o pequeno disco de lata com uma pedra no meio realizava milagres, espantava mau-olhado e atraía a sorte. Os simpatizantes de Yoda avançaram sobre as bijuterias sem perguntar o preço. Como nós não somos perversos como Jabba, the Hut, cobramos só 1 real por colar. E quebramos o protocolo da Praça da Sé ao aceitar passe e vale-refeição. Em menos de meia hora, só tinha notas amassadas sobre o tabuleiro. Definitivamente, a Força estava conosco! (Nós demos o dinheiro para o primeiro mendigo que encontramos ao sair dali, leitor. Afinal, um Jedi não se preocupa com a acumulação de bens materiais. Lembra-se de Yoda morando no pântano e de Obi-Wan no meio do deserto?)

Mas, de repente, eis que o Lado Negro da Força resolveu nos desafiar. Talvez enviado pelo próprio Darth Vader, um jovem pastor evangélico, bem vestido, infiltrou-se no meio dos nossos futuros fiéis e começou a nos provocar:

Pastor Ivan Padilha: E de onde veio essa Força? Em qual livro vocês se baseiam?

Obi-Wan Kenobi (com as mãos sobre o rosto em sinal de concentração, para ganhar tempo): Ééé… Nos baseamos na experiência!

Ivan: Que experiência? Não tem nenhum livro que prove a existência disso! Nem em Deus vocês acreditam!

Ao ouvir essas palavras, parte do público começou a murmurar, duvidando da Força e (imagine só) até de nós, os Cavaleiros Jedi...

Obi-Wan (fazendo o sinal Jedi com o braço, para disfarçar o desespero): Éééé… É que não é preciso ver as coisas para acreditar. Por exemplo, o que vocês vêem aqui? (Enquanto fala, Obi-Wan fecha o punho, como se agarrasse o ar.) Para a maioria, dentro da minha mão não tem nada. Para nós, Jedis, existe muita coisa nesse vazio…

Ivan (exaltado): Vocês estão enganando o povo!

Obi-Wan (emblemático): A Força não engana ninguém. Basta senti-la.

Com o bate-boca, mais pessoas se aproximaram. Nosso público já era muito maior do que o que assistia às pregações cristãs ao lado. Mas, quando nosso companheiro Jedi afirmou que "Deus não existe, só a Força é real", o pastor correu para o centro da praça e berrou:

Ivan (possesso): HERESIA!!! Ato de má-fé!!!

O escândalo do pastor serviu apenas para atrair mais curiosos. Alguns já tinham, pelo visto, uma grande concentração da Força. Um deles, chamado Carlos Santos, se aproximou.

Carlos: Eu sei que a Força e todas essas coisas que vocês falam é verdade.

Qui-Gon: Ah! Então você já é um Jedi…

Carlos: Tanto que eu fui guerreiro romano numa vida passada e já estou em minha última encarnação aqui no planeta Terra.

Qui-Gon: Sei… E para onde você vai depois?

Carlos: Para Júpiter, claro, onde vive a civilização mais avançada do Sistema Solar. Os cientistas só não sabem disso porque eles estão em forma etérea, não dá para vê-los.

Qui-Gon: Ah, claro. Que a Força esteja com você…

No final da tarde, com muitos novos adeptos do jedaísmo circulando pela praça, uns trocados na caixinha e a enorme culpa por zombar da credulidade de gente simples mas honesta, resolvemos abandonar o planeta Terra. Na surdina, para não atrair a ira dos fiéis, nos dirigimos, um a um, para o carro que nos esperava num local econdido. Já longe do perigo de sermos descobertos, fizemos o sinal Jedi um para o outro, comemoramos o sucesso da empreitada e tiramos a fantasia. Animado, quando cheguei em casa tentei me concentrar na Força e fazer o controle remoto da TV levitar até mim. Não deu certo, mas um dia chego lá.


* Alguns personagens desta reportagem tiveram seus nomes mudados, pois não foram avisados de que pagariam o maior mico.

Encontre seu nome Jedi

Não dá para salvar o Universo das forças do mal chamando-se João da Silva, né? Para se tornar um Cavaleiro Jedi verdadeiro, é preciso ter um nome que faça jus à espada de luz. Se você quer saber como seria seu nome de aprendiz de Yoda, acesse o site Jedi Name: www.xach.com/misc/jedi.html (em inglês). É só dar seu nome, o nome de solteira de sua mãe e o último remédio que você tomou, que a Força se encarrega do resto.

Meu nome, por exemplo, ficou assim: Arturo (nome) + Querzoli (sobrenome) + Álvares (nome de solteira da minha mãe) + São Paulo (cidade natal) + Ranitidina (última medicação que tomei) = Quear Alsão, do planeta Ranitidina!

*o meu nome Jedi ficou: AZENI SASAL, do planeta Dimeticona (ai, ai.. logo esse!!! Deve ser um planeta cheio de Geizers)

Oração do Jedi


Para ser uma religião completa, não poderia faltar uma oração. Pensando nisso, a VIP criou a Oração do Jedi, para você recitar todos os dias antes das refeições - de preferência, ajoelhado.


Ó Força que o Universo conduz,

Ajudai-nos, reles humanos,

Ilumine nosso caminho,

Trace nosso destino

Nos tornando Jedis soberanos


Ó Força em tudo presente,

Fazei-nos vencer o Lado Negro nas lutas

Com o Sabre de Luz, amor e sabedoria,

Conquistando um Universo em harmonia

E o amor de São George Lucas

Os 10 mandamentos

Religião tem que ter mandamentos. Aí estão os 10 princípios do jedaísmo

1. A Força deve compreender.

2. Como o Mestre Yoda, somente da Força falar em invertida ordem e, de preferência, rimar.

3. Contra o Lado Negro da Força, eternamente lutar. (Viu? Rimou!)

4. Não ter preconceitos em relação a outros humanos, robôs ou extraterrestres com mais de uma cabeça.

5. Combater eternamente Darth Vader e qualquer outro tipo de enlatado.

6. Jamais confundir Star Wars com Star Trek.

7. Achar que o Spock faz parte do Star Wars é pecado mortal.

8. Não confundir a ordem dos episódios dos Seis Filmes Sagrados de São George Lucas (o mais recente é o primeiro, o mais antigo é o quarto e ih, que confusão!).

9. Não usar o sabre de luz durante o apagão (afinal, o Universo inteiro está em crise de energia).

10. Reconhecer que a Força está dentro de você, mas no bom sentido.


sábado, junho 04, 2005

MOSTRA DE VIDEO
JOVENS REALIZADORES BAIANOS
3 a 5 / Junho / 2005
Sala Alexandre Robatto - Biblioteca Pública dos Barris


PROGRAMAÇÃO

PROGRAMA I
-A um passarinho - Mariucha Ponte
-A Job that slowly kills you - Gustavo Seabra
-Essa é a nossa verdade - Antônio Neto
-No Compasso da Escuridão - Marcelo Villanova
-O Doce Encanto da Humanidade - Leon Sampaio
-O Paraíso da Honestidade Perdida - Leon Sampaio
-Sala de Espera - Adriano de Carvalho
-Sem a lona preta - Diego Lisboa

PROGRAMA II
-300 Segundos - Hermilio Santana
-A Noite em que as sombras queriam Carlos Magno - Caê Almeida
-Bahia de Todos os Santos - Gelson Júnior
-Memória - César de Oliveira
-Verde Cinza - Queliton Xavier
-R$ 1,50 - Daniel Lisboa

PROGRAMA III
-A Morte - Diego RB
-Dossiê Manuela Rosário - Alfredo Villas ? Boas
-Mundo cão... - Hélio Sampaio Neto
-Sonhos Entrecortados - César de Oliveira
-Tarde Triste - Ednei Otávio
-Todo Errado - Laís Souza
-Um dia Após o Outro - Gabriel Teixeira
-Vingança - Marcelo Villanova

PROGRAMA IV
-Andercícero - Laís Souza
-Hamlet - Leandro Lima
-Jovens Realizadores - Silas Carvalho
-Olhos Verdes - Diego Lisboa
-Razão do Love - Alan Miranda
-Sala de Cinema UNEB - Luciano Carcará
-Tédio Consola-Dor - Queliton Xavier
PROGRAMA V
-Bon Appetit _ João Rodrigo Mattos e Daniel Rangel
-Cega Seca ? Sofia Federico
-O craque e a miséria ? Walter Freire
-O Ponto ? Maria Carolina

SEXTA ? 03. 06. 2005

16h às 18 h ? Abertura da Mostra de Vídeo - Jovens Realizadores Baianos
Debate: ?Desafios enfrentados por um jovem realizador no mercado audiovisual baiano?
Participação do cineasta Carlos Pronzato, do representante da ABCV Lula Oliveira e do estudante Luciano Carcará.

18h às 19h ? Programa I
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa III
21h às 22h ? Programa IV

SÁBADO ? 04. 06. 2005

16h às 17h ? Palestra: O roteiro e a obra audiovisual
Palestrante: Rubens Shinkai

17h às 18h ? Programa III
18h às 19h ? Palestra: Crítica do Audiovisual
Palestrante: André França
19h às 20h ? Programa II
20h às 21h ? Programa IV
21h às 22h ? Programa I

DOMINGO ? 05.06.2005

15h às 16h ? Programa II
16h às 17h ? Programa I
17h às 18h ? Programa V
18h às 19h ? Programa IV
19h às 20h ? Programa III
20h às 22h ? Exibição do curta ?Anhetegua (Liberdade), ALCA não?, do cineasta Carlos Pronzato
Exibição de ?O Anjo Negro?, longa metragem do cineasta baiano Zé Umberto



segunda-feira, maio 30, 2005

Episódio 3

Sim, eu continuo por aqui. E sim, eu assisti. Meu comentário é longo demais para este post, mas virá no próximo, porque agora estou morrendo de sono. Mas adianto. O filme tem coisas péssimas e coisas maravilhosas. Mais péssimas do que maravilhosas. Mas vale à pena ter sido feito, e mais ainda de ser assistido.

Mas é sombrio.

domingo, maio 01, 2005

Explico:

Sapo cururu é uma mostra paralela (perpendiculas) num cinema velho mas muito de fuder no décimo andar de um prédio (o cine AIP). Só passaram filmes muito bons (eles têm um projetor de 35 mm que fica na própria sala), inclusive SUperoutro, de Edgar Navarro.

Mas acho que vcs não entenderam. Recife é MUITO melhor que salvador, com duas exceções: O trânsito e o sotaque recifense.

terça-feira, abril 26, 2005

Voltei.

Fui ali, no Recife, no Cine-Pe, no Sapo Cururu e no Abril Pró Rock.


Salvador é uma merda.


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terça-feira, abril 05, 2005

Calma

eu ainda não morri.

Aguardem o retornodo grande Ema...

segunda-feira, março 14, 2005

Em homenagem a Rodolfo

Todos os dias
A morte, ao meu lado
Impede que eu vá


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quinta-feira, março 10, 2005

Mulher não precisa mais de BO para fazer aborto

"O boletim de ocorrência não será mais exigido pela rede pública de saúde para a realização de aborto em mulheres que aleguem ter engravidado após estupro. A norma está sendo impressa pelo Ministério da Saúde e será distribuída aos serviços de aborto legal do país até o final deste semestre, segundo informa a "Folha de S.Paulo".

A exigência do BO não está prevista no código penal e nem a mulher tem a obrigação legal de informar a violência à polícia, mas o documento era exigido com base numa norma técnica do ministério, de 1998.

A nova medida causa polêmica entre grupos religiosos, que acusam o incentivo ao aborto. O ministério esclarece que a norma informa que os médicos devem orientar a vítima a tomar as providências policiais cabíveis e não devem temer conseqüências judiciais nos casos em que posteriormente se descubra que a gravidez não foi resultado de estupro."

Eu prefiro que facilite do que complique.

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Morre A VERDADEIRA Dona Benta

"A atriz Zilka Sallaberry, de 87 anos, morreu na madrugada de hoje no Rio de Janeiro. Ela estava internada desde o dia 15 na unidade coronariana do Hospital Samaritano, em Botafogo, na zona sul do Rio. Nos últimos dias seu estado era considerado grave, com quadro de insuficiência renal, infecção urinária e desidratação aguda. Ela sofria de doença pulmonar crônica e respirava com a ajuda de aparelhos.

Atuante no teatro desde a juventude, Zilka Sallaberry ficou para sempre na lembrança dos brasileiros como a Dona Benta da primeira" (E ÚNICA) "versão do programa "Sítio do Picapau Amarelo", da TV Globo, inspirado na obra de Monteiro Lobato. Ela ainda atuou em novelas como "Que Rei sou Eu?" e minisséries, como "Engraçadinha". Recentemente, a atriz atuou no filme "Xuxa e os Duendes 2"."

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segunda-feira, março 07, 2005

Filmagens

Amanhã começam as filmagens de "Mário Gusmão, o Anjo Negro da Bahia", vídeo documentário de 55 minutos do qual sou assistente de direção.

É a segunda vez que eu sou assistente de direção de alguém. Da primeira vez, foi para o curta "Ana", feito em película por estudantes da Escole de Cinema de Londres, mas eu não cheguei ao final do processo, não pude participar das filmagens. Participei apenas do processo de reestruturação do roteiro, dos ensaios, análise técnica, etc.

Agora, estou sendo assistente de dois documentários.

Um deles premiado pelo DocTv II, fala sobre Mário Gusmão, um dos atores mais importantes da Bahia, filmou com Glauber Rocha, com a Globo, fez várias peças, dançava, era professor de dicção. No segundo ano de Escola de Teatro, era considerado o melhor ator brasileiro.

O outro é sobre o (pasmem) pianista, baterista, baixista, guitarrista, violonista, cantor, compositor, enfim, músico multiinstrumentista Luis Caldas. Sua vida, seus 20 anos de Axé Music, seu indo e vindo sucesso.

E, nesse meio tempo, fui chamado para trabalhar em outro documentário como assistente e dois comerciais.

Este ano vai ser bala.


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quarta-feira, março 02, 2005

Nova técnica pode tornar objeto invisível
da Folha de S.Paulo

Dois cientistas, um nos EUA, outro na Itália, estão propondo um método para tornar objetos virtualmente invisíveis. Por enquanto, a técnica é apenas uma porção de equações num pedaço de papel, mas os cientistas acreditam que já possa funcionar pelo menos com objetos muito pequenos, quase microscópicos. A afirmação convenceu o Departamento de Defesa dos EUA a financiar parte da pesquisa da dupla.

Uma versão preliminar do estudo, assinada por Nader Engheta, da Universidade da Pensilvânia, e Andrea Alù, da Universidade de Roma, já está disponível na internet e a notícia foi primeiro reportada pelo site jornalístico da revista britânica "Nature".

A idéia dos pesquisadores para "esconder" um objeto é envolvê-lo numa capa feita de um metal especialmente preparado (ouro ou prata parecem ser adequados para isso). A configuração dos elétrons nos átomos desse material, uma capa metálica com pequenos furos, criaria um efeito de vibração que equivaleria ao de ondas de luz num determinado comprimento de onda (dependendo do comprimento, a luz é de um "tipo": visível, infravermelha, ultravioleta, rádio, raios X etc.). Quando a luz desse comprimento específico incidisse sobre o material (chamado de plasmônico), ela não seria rebatida, e o objeto passaria a ficar invisível.

Entretanto, os fãs de ficção científica não devem se assanhar muito: um sistema de invisibilidade como o usado pelos romulanos em "Jornada nas Estrelas" ainda está longe de praticável. O sistema proposto por Engheta e Alù só funcionaria para objetos muito pequenos. Coisas grandes poderiam ser escondidas apenas de ondas cujo comprimento fosse maior que elas mesmas --é possível, por exemplo, recobrir um ser humano com uma capa que o torne invisível em microondas (que têm comprimento maior), mas detectável em luz visível.

Outro problema tem a ver com o formato do objeto. Os cientistas acham que será mais fácil esconder cilindros e esferas do que peças com forma altamente irregular, como aviões e naves espaciais.

Os pesquisadores apostam que o sistema será mais útil para esconder objetos minúsculos mesmo. Por exemplo, eles citam aplicações microscópicas, em que uma sonda é introduzida num objeto que se quer visualizar, como por exemplo uma célula viva, mas é tornada invisível para impedir que sua presença interfira com a imagem do microscópio.
Mesmo para isso, seriam precisos pelo menos mais cinco anos de pesquisa, segundo Engheta, em entrevista ao site LiveScience.
Xerocar livro poderá dar cadeia - O Estado de São Paulo - 02/03/2005

O governo federal vai usar mecanismos de pressão - primeiro, a negociação e, depois, o emprego da lei - para forçar as universidades brasileiras, públicas e particulares, a acabar com a prática desregrada das fotocópias.

A medida integra o conjunto de cem ações aprovadas pelo Conselho de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual, do Ministério da Justiça. Outra decisão polêmica prevê a repatriação de imigrantes ilegais que circulam nos centros urbanos vendendo bugigangas eletrônicas.

As ações de caráter repressivo, educativo e preventivo começam agora e se estenderão pelos próximos dois anos com o objetivo de combater a indústria da falsificação que prolifera na economia brasileira. "Não se tem a pretensão de acabar com o problema com um tiro de canhão, mas de reverter a curva ascendente da pirataria no País", disse o presidente do conselho, Luiz Paulo Barreto.

A pirataria, conforme o governo, movimenta R$ 56 bilhões no País, principalmente nos setores de fumo, bebidas, combustíveis e audiovisual, como CDs musicais, mas atinge também o setor editorial. Esse crime eliminou 2 milhões de empregos formais no ano passado, e causa prejuízo anual de R$ 8,4 bilhões na arrecadação de impostos.

Segundo Barreto, a reprodução de trechos de livros, prática generalizada nas universidades, é crime contra a propriedade intelectual, com pena de 2 a 4 anos de reclusão.

As faculdades serão enquadradas para cumprir a lei e ampliar suas bibliotecas, em vez de estimular as cópias xerox. Pelos dados do conselho, quase nenhuma faculdade cumpre a norma do MEC de manter em suas bibliotecas pelo menos 1 livro para cada grupo de 15 estudantes.

O conselho chamará representantes das universidades e estudantis, como a União Nacional dos Estudantes (UNE), para negociar um acordo. Uma das propostas é aumentar a oferta de livros nas bibliotecas, passando para 1 livro para cada 10 alunos.

Na delegacia de combate à pirataria de São Paulo não há inquéritos sobre cópias de livros. "Mas há professor que recebe o livro da editora e o põe na caixinha para que os alunos o copiem", disse o coronel Carlos Alberto Camargo, diretor da Associação de Defesa da Propriedade Intelectual.

Outra decisão é negociar com editoras o lançamento de versões simplificadas e baratas para estudantes. O conselho decidiu ainda criar uma divisão de repressão ao contrabando e à pirataria nas Polícias Federal e Rodoviária Federal e organizar varas especializadas no tema na Justiça estaduais para dar rapidez aos processos.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

Hai Kai da Morte

Eu vejo a morte todos os dias
Ela está sempre ao meu lado
Impedindo que eu vá antes da hora

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quarta-feira, fevereiro 23, 2005

Antes que eu me esqueça.

Dia 25 será a data de aniversário de Guigo, vulgo Guilherme Macedo.

É foda, por que ele é uma dos amigos que eu tenho que eu mais gosto. EU gosto desse cara pra caralho. ATé da namorada dele eu gosto, ele é gente boa pra porra!

Mas o problema é que: Eu o vejo uma vez por ano, e o filho da puta nunca, sem mentira, nunca vai pra nada que eu o convide, seja com 6 meses de antecedência, seja com 2 minutos.

Aliás, se isso acontece, começo a repensar se ele é mesmo meu amigo.

Meu amigo?

O cara que nunca liga pra gente, não retorna ligações, não vai aos encontros, não foi ao futebol americano, não lê meu blog (esta em aprovação uma lei federal, obrigando a todos que têm acesso a internet a freqüentar este blog ao menos uma vez por semana), etc, na verdade não é uma amigo, é um escroto!!!

Mas eu gosto dele assim mesmo.

Então, antes que eu esqueça do toreador mais freak do live (Rodolfo, Jerzy e Kalil não contam, eles são super freaks na viada real), eu vos digo:

Parabéns, Guilherme!

Gostaria que você aparecesse de vez em quando. Assim como muitos outros que estão sumidos...

Uma pena.
Sei lá...


Eu recebi isso aí, nem sei se é verdade, tem uns números aí, chequem se quiserem.

A informação tem de ser livre. Eu dou a vocês a chance de escolher acreditar as coisas ou não, melhor que não passar adiante.

Decidam por si mesmos.

Ah, Rio de Janeiro, São Paulo, qual a diferença????

Prezados Senhores,

Vimos através desta denunciar uma agressão ocorrida na madrugada do dia 13 de fevereiro de 2005, no Bar Viva Zapata, situado na R. das Hortências, nº 600. Pituba (Tel.:451-0326).

Na noite do dia 12 de fevereiro de 2005, fomos a esse bar comemorar o aniversário de uma amiga, reservamos uma mesa com um dia de antecedência, chegamos por volta das 21:30hs e o problema já começou desde aí, pois a casa estava cheia e tinha fila de espera, então como nossos amigos demoraram um pouco de chegar (cerca de 30min) os garçons queriam tomar nossa mesa para algumas pessoas da fila de espera entrarem. Não entregamos a mesa e informamos que nossos amigos já estavam chegando.

Todos chegaram, e a noite transcorreu bem até a hora de pagar a conta. Como o sistema de cartão de crédito deles estava caindo toda hora, eu e uma amiga minha ficamos no caixa para esperar o cartão passar e dar o restante do dinheiro, enquanto isso nossos amigos saíram e ficaram na escada que dá acesso a saída do Bar Viva Zapata. Foi nessa hora que a discussão começou, o dono do bar - que já sabia que a conta estava sendo paga, pois o mesmo ajudou a passar os cartões de crédito e recebeu em espécie a outra parte da conta - e os seguranças foram tirar satisfação sobre a conta, sendo que a conta já havia sido paga por mim e pela minha amiga, por esse motivo os meninos não entenderam o motivo desta cobrança.

Quando nós chegamos na escada já vimos a confusão formada, começou com empurra-empurra, mas logo depois tudo se transformou num ato de covardia. Quinze seguranças pegaram toras de madeira que decoravam o bar (como corrimão de escada) e começaram a espancar os nossos amigos que estavam em cinco. Eles levaram vários golpes, além de socos e pontapés e mesmo caídos eles não paravam de agredi-los com a madeira num ato frenético de agressão e covardia. Todos tiveram escoriações pelo corpo e rosto, porém um dos meus amigos, ficou gravemente ferido, com um corte na cabeça, olho inchado e hematomas pelo corpo inteiro, tendo que ser levado ao Hospital São Rafael, onde gastou cerca de R$1.100,00 com todos os tipos de exames inclusive Tomografia e medicamentos, saímos do Hospital às 6hs da manhã do dia 13.

Minha amiga e eu não fomos agredidas fisicamente, mas a covardia dessas pessoas foi tanta que eles nos seguraram para que nós não pudéssemos separar e ajudar os nossos amigo que ficaram lá estendidos no chão. De lá do hospital e com muita dor, dois dos nossos amigos foram prestar queixa na 7ª delegacia (Rio Vermelho), onde os policiais ficaram abismados com a situação e deram todo apoio para que o caso fosse levado adiante. Como nem sempre os culpados são punidos, e sendo esta a única forma que nós duas encontramos para fazer com que esse ato não fique impune, resolvemos escrever nossa história para que fosse divulgada para o maior número de pessoas possível, pois caso os culpados saiam ilesos dessa situação, estamos avisando as pessoas que não freqüentem o Bar Viva Zapata, para que isso não aconteça de novo, já que lá eles agem de acordo com sua própria lei.

Ajudem-nos para que a justiça seja feita, mesmo que eles não sejam punidos pela lei, o Bar Viva Zapata sentirá as conseqüências "no bolso". Não Freqüentem!

Caso vocês queiram confirmar essa história, entrem em contato conosco:
inis@click21.com.br
robertacortes@ig.com.br
Ou com a 7ª Delegacia (Rio Vermelho):
Tel.: 3117-5390
Boletim de Ocorrência: 1919/2005

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quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Cinema em Sampa


O Espaço Unibanco de Cinema reservou uma sessão só para exibir curtas-metragens.

Na última semana do mês, curtas antes exibidos apenas em festivais e sessões especiais ou que permaneceram inéditos serão exibidos em uma das salas do Espaço Unibanco.

Nas terças-feiras que antecedem a semana que os filmes entram em cartaz, acontece também um pré-estréia para convidados e público no próprio Espaço Unibanco.

Para exibição os curtas devem estar nos formatos 35mm ou HD.

Os interessados devem enviar uma VHS ou DVD do curta para seleção oa endereço abaixo:

A/C Marina Couto
Rua Voluntarios da Patria, 53
Botafogo - Rio de Janeiro - RJ
22270-000 BRASIL
tel: 55 21 25391505
fax: 55 21 2539-1247
cel: 55 21 93074675

Atenciosamente,

Marina Couto
GRUPO ESTAÇÃO
Pós Carnaval

Passei o carnaval no Capão.

Foi muito bom. Eu adoro rios e pedras, e andar, e calor, e dormir abraçadinho com Alice. E eu fiz muito disso!

Andei muito, fui em rios e cachoeiras maravilhosos, com muitas pedras, e dormi numa barraca apertadíssima que cabia mal-e-mal eu Alice e as bagagens, num colchão de solteiro conseguido emprestado no Camping.

Mas o Capão estava lotado, lotado, lotado. Mesmo, assim, do nível insuportável.

Lá em cima da cachoeira da fumaça, havia mais de 100 pessoas. Eu tive que entrar na fila para poder ir para a ponta da pedra, deitar, e olhar lá para baixo. E eu fiquei uns 20 minutos na fila.

Encontrei meia Aldeia Jaguaribe e adjacências. Encontrei gente com quem trabalhei e lembrava, com quem trabalhei e não lembrava, com ex-namorada de amiga que não lembrava, com ex-namorados de amigas que lembrava, com amigos de infância, com desafetos, com amigas, com ex-namorados da sogra, com meia galera de teatro da Bahia, com videoastas, com ex-moradores da Aldeia que viraram guias de trilhas, com pessoas que fizeram trilha de 4 dias que eu achava que não conseguiriam andar até o quarteirão vizinho sem se cansar, enfim, todo tipo de gente, até um sósia de Rodolfo, só que negro e de dread.

Mas foi divertido mesmo assim. Falta agora conhecer o morro do Gavião, e subir depois da cachoeira das Angélicas até o poço dos Duendes.

Mas da próxima vez, eu ligo antes reservando um quarto numa pousada. Barraca nunca mais!

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