quarta-feira, outubro 30, 2002

Notícia quente do Terra:

Aperto de mão via Internet é um sucesso

Quarta, 30 de outubro de 2002, 10h11



Cientistas britânicos e norte-americanos apertaram as mãos ontem. Mas tem um detalhe: eles estavam a 5 mil quilômetros de distância, em contato apenas pela Internet.

Em uma experiência tecnológica inédita, dois cientistas - um em Londres e outro em Boston - seguraram um cubo gerado por computador entre eles e o moveram, respondendo cada um à força que o outro exercia sobre o objeto.

"O experimento foi muito bom", afirmou Joel Jordan, que faz parte da equipe de cientistas da University College de Londres (UCL). A UCL, juntamente com profissionais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), levou a experiência adiante. Eles pretendem repetir o experimento, mas agora separados por uma distância ainda maior, de Londres à Califórnia.

Eles usaram aparelhos semelhantes a lápis, chamados "fantasmas", para recriar a sensação tátil. Os "fantasmas" enviam pequenos impulsos em frequências muito altas pela Internet, usando cabos recém-inventados de fibra ótica e bandas extremamente largas de comunicação.

"Ao pressionar a caneta, envia-se dados pela Internet representando forças que podem ser interpretadas por um "fantasma", sendo então sentidas do outro lado", disse Mel Slater, professora de Ciência da Computação da UCL.

"Podemos sentir não apenas a força resultante, mas também a qualidade do objeto - se é mole ou duro, como madeira ou como carne", completou Slater.

"Da mesma forma que o cérebro reinterpreta imagens em quadros em movimento, as frequências recebidas pelo "fantasma" são integradas de forma semelhante para produzir o sentido de sensação contínua", declarou a UCL, em relatório.

As implicações da experiência podem ser imensas, disse a UCL, chamando o experimento de "primeiro aperto de mão via Internet". A tecnologia poderá permitir que pessoas se toquem por meio da Internet ou, por exemplo, usem o método para simular cirurgias.

De acordo com Jordan, os interessados terão, entretanto, que esperar para ter acesso à tecnologia. "Não acho que estará disponível para o público durante anos, no mínimo, durante cinco anos", ressaltou Jordan.

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